terça-feira, 30 de março de 2010

PM - RORAIMA Planeja campanha publicitária.






Cerca de 300 policiais e bombeiros militares estiveram reunidos em assembleia geral na manhã de sábado, no auditório do Sest/Senat, e decidiram encampar uma campanha publicitária para mostrar a revolta da categoria com a política salarial diferenciada praticada pelo Governo do Estado. A mobilização será feita caso até amanhã o chefe do Executivo não entre em negociação com a categoria. Uma equipe de oficiais do comando da Polícia Militar declarou apoio à causa.    

A campanha publicitária é o primeiro plano de manifestação dos militares, representados pela Associação dos Policiais e Bombeiros Militares do Estado de Roraima (APBM), para sensibilizar o governo em conceder melhorias salariais para a categoria como as que foram concedidas aos policiais civis, com um auxílio-alimentação no valor de R$ 500,00. Na assembleia, os servidores chegaram a um consenso em pleitear acréscimo no mesmo valor sob a forma de gratificação.

A APBM vai fazer durante uma semana a distribuição de panfletos e o uso de adesivos em carros de servidores, familiares e amigos, além de faixas e outdoors para sensibilizar o Poder Executivo a dirimir “tratamento injusto com os servidores militares quanto à política de remuneração”.

“Ficou até terça-feira a data do retorno [do governo para negociação]. Caso não aconteça, a gente vai deflagrar uma campanha publicitária no Estado a partir de então, para dizer que o governo mais uma vez tem demonstrado um total desprestígio e desrespeito para com os policiais e bombeiros no Estado”, disse o presidente da APBM, Francisco Sampaio, alegando que já foi feito o pedido de uma reunião à Casa Civil com a entidade.

Uma comitiva de oficiais da PM do ex-território, comandada pelo coronel Waney Filho, esteve na reunião representando o comandante da corporação para declarar apoio ao pleito da categoria. “Fomos surpreendidos com a solidariedade dos comandantes da PM e do CBM. Agora, com o apoio dos nossos oficiais, temos a certeza que conseguiremos sensibilizar o governo da necessidade de tratar nossa categoria com respeito”, exclamou o presidente da APBM.

Conforme Sampaio, se a campanha publicitária não surtir efeitos, na semana que vem será deflagrado o movimento “Polícia Legal”, que consiste na aplicação dos rigores da lei na atividade militar.

“Aos moldes do que fora desencadeado na Bahia, Sergipe e Rio Grande do Norte, a partir da outra terça-feira só vai para a rua quem estiver legalizado, se a viatura estiver com pneus bons, se o policial for habilitado e tiver com colete e munição em dia, se tiver efetivo suficiente na viatura para isso, acima de dois policiais, e só vai para missão em interior quem receber a diária antecipada. Vamos elencar várias situações que o policial faz vista grossa por compromisso com a causa, mas diante do atual cenário não iria trabalhar”, explicou Sampaio.

Para Sampaio, o movimento “Polícia Legal” não é retaliação ao Estado nem à sociedade roraimense, pelo contrário, ele é o reconhecimento de que o policial e o bombeiro militar também são cidadãos e devem ser respeitados como tal. “O impacto do movimento é maior que de uma greve convencional, pois consegue impor ao Estado o cumprimento do que é cobrado dos cidadãos de bem, obedecendo ao princípio da legalidade”, acrescentou.

Conheça a proposta do Movimento Legal 

– Se as viaturas estiverem com quaisquer irregularidades que infrinjam o Código Nacional de Trânsito, as mesmas não poderão sair do pátio;

II – Se o motorista não tiver habilitação correspondentemente, nem mesmo o curso de direção de veículos de emergência, o mesmo se recusará infringir a lei;

III – Os policiais se recusarão a usar as mesmas munições que vêm sendo utilizadas desde 2008 (a validade, segundo o fabricante, seria de 06 meses) – pois, do contrário, colocariam suas vidas em risco;

IV – Os bombeiros se recusarão a combater incêndio e enxames de abelhas, pois os capacetes são inadequados e vencidos e as máscaras são inapropriadas e estão quebradas, amassadas e com filtros vencidos – pois, do contrário, colocariam as suas vidas em risco;

– Policiais e Bombeiros só irão se deslocar para missões no interior do Estado se as diárias forem pagas antecipadamente, conforme prevê a lei – pois seria ilegal e imoral obrigar esses servidores custearem despesas atribuídas ao Estado;

VI - A fiscalização será rígida nos veículos oficiais que não estejam de acordo com Código de Trânsito, no qual os mesmos serão multados e conduzidos para o pátio do Detran. 

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