quarta-feira, 30 de junho de 2010

Maníaco de Contagem é condenado a 34 anos e quatro meses de prisão




Marcos Antunes Trigueiro foi condenado pelo estupro e assassinato 
da empresária Ana Carolina Menezes, em 2009 - (Renato Weil/EM/D.A 
Press)
Marcos Antunes Trigueiro foi condenado pelo estupro e assassinato da empresária Ana Carolina Menezes, em 2009
Trinta e quatro anos e quatro meses. Esse é o tempo que Marcos Antunes Trigueiro, de 32 anos, terá que passar atrás das grades por ter estuprado e assassinado Ana Carolina Menezes, de 27 anos, em abril de 2009. A maior pena foi pelo homicídio da empresária: 23 anos de reclusão. Além disso, ele ainda foi condenado à reclusão de 9 anos e seis meses pelos dois estupros (anal e vaginal), dois anos mais multa por furto, e sete meses pela exposição do filho de Ana ao perigo. A pena deverá ser cumprida em regime fechado e ele não poderá recorrer em liberdade.

Este foi o primeiro de uma série de julgamentos a que Trigueiro ainda deve ser submetido. Ele deve ir à júri popular pela morte e estupro de mais quatro mulheres e por mais dois latrocínios, conforme informou seu advogado, Rodrigo Bezzotto.

O Julgamento
Antes do início dos trabalhos, na manhã desta desta quarta-feira, advogado de defesa e promotor davam pistas do que se veria ao longo da sessão: um debate sobre a saúde mental de Marcos Antunes Trigueiro. Logo no início, ambos dispensaram as testemunhas e o réu foi convovado pelo juiz Carlos Henrique Perpétuo Braga para responder suas perguntas.

Após um breve debate com seu advogado, Marcos Trigueiro aceitou responder as indagações do juiz e confessou parcialmente os crimes. Durante sua fala, o Serial Killer de Contagem disse que, se pudesse, voltaria atrás, e negou ter feito sexo anal com vítima, no entanto, laudos do IML mostraram que, de fato, as relações existiram.

Bocejo e sorriso
Defesa e promotoria abriram mão de questionar Marcos, que voltou para o banco dos réus após o interrogatório do juiz. Enquanto aguardava o início da argumentação do promotor Paulo Roberto Romero, o Maníaco de Contagem chegou a bocejar. Logo no início da fala de Romero, ao ser ironicamente chamado de "Marquinho", o réu esboçou um sorriso. Durante a maior parte do dia, ele permaneceu de cabeça baixa, com ar sereno, sempre sem algemas.

Durante sua argumentação, o promotor focou sua linha de raciocínio em detalhes que comprovam que Trigueiro não possuí nenhum problema mental e que, por isso, tinha total consciência dos crimes que cometia. O acusador chegou a revelar que o réu teria confessado a um companheiro de cela que sempre ia bem vestido atacar suas vítimas, o que comprovaria a tese da promotoria, de que suas ações eram planejadas.

Defesa
A argumentação de Rodrigo Bizzotto foi marcada por constantes intervenções da promotoria. O principal motivo para o debate entre defesa e acusação foi a falta de consenso das partes com relação aos crimes pelos quais o Maníaco de Contagem era julgado. Enquanto a promotoria pedia que Trigueiro fosse julgado separadamente pelos crimes de homicídio e estupro, seu advogado solicitava uma condenação por estupro seguido de morte, o que, segundo o promotor, significaria uma pena menor, de aproximadamente 12 anos, fora os benefícios.

No último intervalo antes da réplica, de Romero, e da tréplica, de Bizzotto, o defensor voltou a conversar com os jornalistas e chegou a falar em milagre ao citar uma possível redução de pena de seu cliente.

Assassinato revelou a frieza do maníaco
Entre os vários crimes pelos quais Marcos Trigueiro foi acusado, o assassinato de Ana Carolina foi um dos que mais chamou a atenção, por mostrar a frieza do maníaco durante a ação.

Após simular um assalto e levar a vítima até o bairro Alto dos Pinheiros, na Região Noroeste de Belo Horizonte, Marcos estuprou e matou a empresária na frente de seu filho, na época, com 1 anos e 4 meses. Após o crime, ele deixou a criança deitada sobre o corpo da mãe morta.

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