quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Espanha desarticula mais uma rede de prostituição de brasileiros




Espanha desarticula mais uma rede de prostituição de brasileiros

Quadrilha em Gerona atraía vítimas por meio de redes sociais, diz polícia.
Foram presos 22 acusados de exploração e 18 supostas prostitutas.

Do G1, com agências internacionais
A polícia da Espanha anunciou nesta quinta-feira (30) que desbaratou na semana passada na província de Gerona uma rede de prostituição que tinha integrantes brasileiros.
Foram presas 22 pessoas, suspeitas de favorecer a imigração ilegal, cometer crimes de prostituição, formar quadrilha e atentar contra os direitos dos trabalhadores. Também foram detidas 18 prostitutas que não tinham permissão para morar e trabalhar na Espanha. Foi aberto um processo administrativo para a deportação delas.
As vítimas eram atraídas por e-mail e por redes sociais, segundo as autoridades. Mais de 100 homens e mulheres teriam sido atraídos pela quadrilha. Eles chegavam à Europa via Paris e depois eram levados de carro para a Espanha.
As prisões ocorreram nas cidades de Fontcoberta, Mont-Ras, Medinyà e Gerona.
Foto divulgada pela polícia da Espanha mostra mulheres que eram exploradas pela quadrilha. 
Foto divulgada pela polícia da Espanha mostra mulheres que eram exploradas pela quadrilha. (Foto: Policia Nacional de España)
Os depoimentos de seis pessoas que tinham sido vítimas da organização deram início às investigações, em abril de 2009, nas cidades de Gerona e Barcelona.
Após um ano e meio de investigações em colaboração com as autoridades brasileiras, a polícia conseguiu desarticular a rede, que explorava sexualmente tanto mulheres como homens e transexuais.
As vítimas contraíam dívida com os membros da organização que oscilava entre 2,5 mil e 9 mil euros. Elas tinham de pagar com a venda do próprio corpo.
A dívida ia aumentado de forma arbitrária com conceitos como o pagamento de multas por infringir normas de comportamento ou pagamento pelo uso da eletricidade, telefone ou televisão.
A quantia recebida pelo primeiro serviço era sempre para o prostíbulo, a segunda para pagar parte da dívida contraída com a rede e a partir do terceiro serviço o clube ficava com um terço do dinheiro. O resto ficava com a vítima, que o usava para saldar o resto da dívida com os exploradores.
Durante a operação, a polícia investigou sete domicílios, nos quais foram encontrados 74.203 euros em dinheiro, 400 gramas de maconha e duas balanças de precisão.

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