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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Professores da rede estadual decidem manter greve em Minas

Paralisação começou no dia 8 de junho e dura mais de 80 dias.
Servidores recusaram nova proposta de remuneração feita pelo governo.

Do G1 MG

Os servidores da rede estadual de educação decidiram manter a greve da categoria após assembleia geral realizada, nesta quarta-feira (31), em Belo Horizonte. A paralisação dos professores começou no dia 8 de junho. Durante a manhã desta quarta-feira (31), o Governo de Minas Gerais apresentou uma nova proposta aos educadores, que prevê o pagamento de R$ 712,20 para os professores da educação que têm vencimento básico menor que este montante, a partir de janeiro de 2012. O novo modelo de remuneração proposto foi recusado pelos servidores.

Segundo a Secretaria de Estado de Educação, com isso, o governo atende ao Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelece piso salarial nacional para professores da rede pública no valor de R$ 1.187,00 para uma jornada de 40 horas de trabalho.Ao término da reunião no Ministério Público, a coordenadora-geral do SindUTE-MG, Beatriz Cerqueira, avaliou a proposta como ruim, porque representa um achatamento do salário da categoria. O sindicato reivindica piso salarial de R$ 1.597,87 para jornada de 24 horas e Ensino Médio de escolaridade. O valor defendido segue cálculo feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores de Educação (CNTE).

A secretaria justifica que, como em Minas, os professores da educação básica têm uma jornada semanal de 24 horas e a legislação prevê a proporcionalidade, a aplicação do valor de R$ 712,20 como vencimento básico atende à interpretação da Lei Federal.

Para tentar colocar fim à greve, o sindicato informou que admitiria discutir o piso de R$ 1.187, estabelecido pelo Ministério da Educação.

Após a reunião, os professores saíram em passeata. De acordo com o SindUte, os educadores vão caminhar com destino à Praça da Liberdade.

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Policias da Brigada Militar protestam em rodovias por melhores salários

PMs colocaram boneco fardado e enforcado na BR-116, diz entidade.
Manifestações pedem melhores salários para a categoria no RS.

Tahiane Stochero

Do G1, em São Paulo

Policiais da Brigada Militar realizaram um protesto na noite de terça-feira (30) em trechos gaúchos de três rodovias federais pedindo melhores salários. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, as manifestações ocorreram no km 441,7 da BR-386, na altura de Canoas, e também nas BR-471, próximo a Santa Vitória do Palmar, e na BR-290, em Alegrete.

Policiais usaram faixas que afirmavam que “o salário da Brigada Militar é o pior do país” e pediam a aprovação da PEC 300, que prevê um piso nacional para policiais civis, militares e bombeiros e está em tramitação no Congresso.

Leonel Lucas, presidente da Associação Beneficente Antônio Mendes Filho, que defende os interesses da categoria, informou ao G1que foi colocado na manhã desta quarta-feira (31) um boneco com a farda da Brigada Militar enforcado foi colocado sobre uma passarela na BR-116, em Canoas.

“Nossos protestos são pacíficos. O governo prometeu um salário base para os integrantes da Brigada de R$ 3.200. Agora dizem que precisamos lutar pela PEC 300. Nossos salários são os piores do país”, afirma Lucas.

O G1 procurou a Brigada Militar por volta das 9h desta quarta-feira e foi informada que apenas o comandante, coronel Sérgio Roberto Abreu, falaria sobre os protestos. Durante a manhã, o comandante estava em encontro com o governador , Tarso Genro, e a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, e a reportagem não conseguiu falar com ele. O G1 aguarda retorno da Brigada Militar sobre a questão.
Policiais usaram faixas durante protestos em rodovias gaúchas (Foto: PRF/Divulgação)

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Após denúncia anônima, delegado que tinha 'gatonet' em gabinete é preso

Rio - O delegado titular da Delegacia de Cachoeira de Macacu (159ª DP), Anestor Magalhães, foi preso em flagrante por utilizar um ponto clandestino de TV a cabo - popularmente conhecido como "gatonet" - em seu gabinete. A prisão foi realizada por agentes da Corregedoria da Polícia Civil e ocorreu a partir de denúncia anônima ao Ministério Público do Estado (MP-RJ).

O ouvidor-geral do MP-RJ, Gianfilippo de Miranda Pianezzola, explicou que, ao tomar conhecimento da denúncia, imediatamente encaminhou o registro para as promotorias de Justiça Criminal e de Tutela Coletiva com atribuição, que instauraram procedimentos para apurar os fatos. Peritos da Corregedoria da polícia constataram que havia mesmo ligação clandestina de TV a cabo no local.

Fonte: O DIA

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Alheia à corrupção, UNE reúne 5 mil em protesto por educação

Maurício Savarese
Do UOL Notícias
Em Brasília

Apesar da expectativa de atrair até 20 mil pessoas com a bandeira de 10% do PIB para educação, o protesto organizado pela UNE (União Nacional dos Estudantes) nesta quarta-feira (31) reuniu cerca de 5 mil pessoas, segundo estimativas da Polícia Militar, na Esplanada dos Ministérios. A entidade começou a manifestação diante do Banco Central, visto como símbolo da prioridade que o governo da presidente Dilma Rousseff dá ao capital financeiro em detrimento das políticas educacionais.

A UNE formulou uma pauta com 43 reivindicações que levará nesta tarde ao Palácio do Planalto. Nenhuma delas trata de corrupção. De acordo com o presidente da entidade, Daniel Iliescu, isso não contraria a pauta histórica dos estudantes pela transparência e pelo combate aos malfeitos na esfera pública. “Este é um protesto com uma pauta clara: educação. Nós também condenamos a corrupção, mas vimos que o governo tomou medidas nos últimos meses”, afirmou.

Em seus primeiros oito meses de governo, a presidente perdeu três ministros após envolvimento em suspeitas de enriquecimento ilícito e caixa dois eleitoral: Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes) e Wagner Rossi (Agricultura). Ainda pairam denúncias desse tipo contra os titulares das pastas do Turismo, Pedro Novais, e das Cidades, Mario Negromonte. A UNE foi uma das entidades mais críticas ao governo Fernando Henrique Cardoso, mas arrefeceu na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva.

Participou do protesto desta quarta-feira a presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (Fech), Camila Vallejo, musa do movimento estudantil chileno, que tem protestado contra mudanças nas políticas do ensino superior nos últimos três meses. “A luta é a mesma no Brasil e no Chile. A educação ainda é vista como privilégio, não como direito universal. Enquanto isso se mantiver, não vamos parar”, afirmou a dirigente estudantil, bastante abordada por fãs brasileiros durante a manifestação.

A UNE tem como pauta, além da destinação à educação de 10% do PIB, a redivisão dos royalties do petróleo do pré-sal. A entidade quer que metade desse total seja investido em políticas educacionais. “O governo precisa ser mais ousado nesse assunto. O Brasil não precisa só de gerenciamento, precisa de política de visão nessa área tão estratégica para o nosso futuro”, afirmou Iliescu.

Mais tarde, o presidente da UNE e a dirigente estudantil chilena participarão de uma audiência pública na Comissão de Educação do Senado sobre o Plano Nacional de Educação. Também irão a uma sessão da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, em solidariedade aos protestos no Chile, onde grande parte do setor universitário é privatizado desde a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

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ANTRO DE LADRÕES, COVIL DE BANDIDOS E OS CULPADOS.

Posted by Arthurius Maximus 


Quando um certo político brasileiro se referiu ao Congresso Nacional como a casa dos 300 picaretas, muita gente achou essa declaração um acinte.

Esse mesmo político, anos depois, conseguiu se eleger (depois de várias tentativas) sob a bandeira da mudança, da ética na política e do banimento dos picaretas de forma a tornar a política nacional mais limpa e menos corrupta.

Mas, o que a população assistiu poucos meses depois da posse, foi justamente esse mesmo político aliando-se aos 300 picaretas e fazendo esse número multiplicar.

Diante de uma nação apática, alienada e sem qualquer interesse; esse político e seus novos aliados erigiram um império de poder e corrupção nunca antes visto “nessepaís”.

Atos completamente imorais e flagrantemente ilegais eram amenizados e afagados com declarações do tipo “mas, ele não é uma pessoa como outra qualquer”; “sua biografia é maior do que isso”; "não, eu não sabia”; “tudo é culpa da imprensa golpista e denuncista” ou o pior dos mundos: “Collor foi o melhor presidente desde JK”.

Não que a corrupção tenha nascido ou seja exclusiva do governo desse senhor. Mas, usando um dos termos favoritos dele: “nunca antes na história dessepaís” se abraçou, se afagou, se incentivou e se compactuou com a corrupção, com os corruptos e com os corruptores quanto nesses últimos nove anos.

A absolvição de Jaqueline Roriz (PMN/DF) nada mais é do que a coroação de um jeito de fazer política que trata o Tesouro como caixa particular e fundo de apoio aos “amigos”. Quem esperava a condenação com cassação de mandato vive em um universo paralelo ou é extremamente inocente.

A corrupção hoje não é mais disfarçada e nem causa vergonha entre os envolvidos. Os acusados, mesmo apanhados em flagrante delito – filmados em plena ação ou gravados em alto e bom som – batem no peito e clamam por sua “honra” (como se ladrões e bandidos a tivessem).


Como se estivéssemos mergulhados num verdadeiro romance kafkiano a fala de Jaqueline dá o tom de como o corrupto brasileiro se vê: “- Fizeram isso comigo, com minha honra, e mais uma vez me calei. Venho agora quebrar esse silêncio. Sofri e vi minha família sofrer comigo”.

Numa total reversão de valores o ladrão se transforma na vítima e a sociedade em seu algoz cruel. Não é o corrupto que causa a morte de milhares de brasileiros ao apropriar-se de verbas que faltam nos hospitais; não é o ladrão que se envergonha por matar lentamente e com crueldade pela falta de recursos para saneamento básico; não há arrependimento pelas famílias famintas, desfeitas ou condenadas a uma vida degradante simplesmente porque um ladrão resolveu embolsar “um qualquer a mais”.

Na visão do corrupto brasileiro, a corrupção é um direito seu. É algo a ser transferido de pai para filho e fruto do Direito Divino. O corrupto brasileiro se vê como um eterno injustiçado. Afinal de contas, ele estava apenas fazendo o que todo mundo faz e a imprensa (sempre a cruel imprensa) foi lá atrapalhar. Chegamos a tal ponto de podridão que os “grandes nomes” se afastam da vida pública por temerem se ver ligados a tal corja de alguma forma.

Mas, se analisarmos seriamente a questão, veremos que a indignação exibida pelo corrupto brasileiro e toda a sua revolta ao ser desmascarado pela imprensa é legítima. Sim, isso mesmo, é legítima e deve ser compreendida por todo cidadão.

Na verdade, a explicação para isso é muito simples. Um ladrão que rouba frequentemente e é sempre perdoado acaba achando o ato de roubar coisa normal e aceita dentro da sociedade em que vive.

O Mesmo se dá com o político corrupto. Ao ser apanhado “com a boca na botija” inúmeras vezes e, no caso de Jaqueline, fazer parte de uma família de políticos sempre envolvidos com todo tipo de denúncias e desvios e, mesmo assim, constantemente se verem eleitos e reeleitos (e gozando de incrível poder político); torna a corrupção algo aceitável eticamente e bem visto pela população.

O raciocínio é simples: quando você é assaltado na rua, exige a punição do bandido e a ação imediata da polícia. A partir daí, você passará a vigiar melhor por onde anda e tomará mais cuidado com seu patrimônio; não é mesmo?

Mas, ao ver um corrupto apanhado roubando os cofres públicos ou dizendo barbaridades – como o político do início de nossa pequena história – você reclama para sua família, chora para o vizinho e bate o pé no botequim da esquina. Contudo, logo depois, acredita em suas propostas mirabolantes, na sua propaganda cara e bem feita, em seu sorriso “imaculado” e dá o seu voto alegremente para que ele continue te roubando e matando milhares de brasileiros por falta de atendimento médico, saneamento básico. Condenando uma grande parcela da população a miséria eterna por falta de uma boa educação e de oportunidades.

Então? Antes de perguntar quem são os culpados pela roubalheira generalizada, pela falta de pudor e pela desfaçatez dos corruptos que infestam Brasília e todas as áreas da administração pública brasileira; faça um exame de consciência e olhe-se no espelho.

O culpado por tudo isso estará diante de você.

Pense nisso.

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Resolução Conjunta n. 148, de 30 de agosto de 2011

Caros Integrantes da Polícia Militar,

Boa noite,

Comunico ter sido assinada nesta data a Resolução Conjunta n. 148, de 30 de agosto de 2011, cujo teor institui protocolo de atuação operacional entre a Polícia Militar, a Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar, em relação ao registro de ocorrências policiais. Trata-se de medida que visa minimizar os impactos decorrentes dos grandes deslocamentos feitos por viaturas da Polícia Militar para o encerramento de ocorrências em Delegacias da Polícia Civil, sediadas em municípios distantes do local do fato gerador da ocorrência. Medidas de operacionalização serão expedidas até a próxima quinta-feira, dia 1º de setembro.


Cordialmente,


RENATO , CORONEL PM


(CLIQUE PARA AMPLIAR)
(CLIQUE PARA AMPLIAR)

Fonte: Blog do Renata


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Deputado acredita que crime organizado tomará conta do campo e dos centros urbanos


(*) Gil Maranhão, da Política Real –

O vice-presidente da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados, Domingos Dutra (PT-MA), alertou que se não houver reação por parte do Congresso Nacional, dos governos (União, Estados e Municípios) e da sociedade como um todo, “a ´pistolagem´ tomará conta do campo e o estado será substituído pelo crime organizado nos grandes centros urbanos”.

Dutra foi um dos autores, junto com o deputado Alberto Filho (PMDB-MA) – dos requerimentos que resultaram na realização da audiência pública que discutiu ontem (30) o crescente número de casos de intimidações e ameaças de morte sofridas por magistrados e outros agentes públicos. Os debates foram realizados conjuntamente pelas comissões de Direitos Humanos e Minorias e a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO).

O parlamentar acredita que é preciso encontrar medidas jurídicas, administrativas e políticas para que evitar que brasileiros continuem sendo executadas, “no exercício ou da sua atividade sindical, ou religiosa, ou da sua atividade funcional”.

Ele informou que pretende criar uma frente com a deputada Keiko Ota (PSB-SP) para uma coordenação única com a finalidade de acompanhar os processos decorrentes de assassinados, como no caso de Unaí. Naquela cidade mineira há 6 anos fuzilaram três auditores fiscais, mas apenas há um preso e o restante dos envolvidos estão soltos. “Vamos listar todos os projetos de lei que estão tramitando na Câmara que podem ajudar em tudo isso – no combate ao crime organizado”.
Fonte: ucho info

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Reunião entre professores e Ministério Público termina sem acordo e greve continua em Minas Gerais

TABATA MARTINS/NATÁLIA OLIVEIRA
FOTO: CHARLES SILVA DUARTE/O TEMPO
Categoria foi até a Praça Sete, onde fez o 'enterro' simbólico do subsídio proposto pelo governo.

Após a realização do enterro simbólico do subsídio e a realização de reuniões com representantes do Ministério Público Estadual (MPE) e da Superintendência Metropolitana de Educação, os professores decidiram manter a greve, que já dura 84 dias.

De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), os professores não voltarão às salas de aulas enquanto o Governo não apresentar uma proposta que atenda às reivindicações da categoria.

Em contato com a assessoria do MP, o órgão informou que não vai se pronunciar sobre o que foi discutido durante a reunião desta terça.

Na manhã desta quarta-feira (31), será realizada mais uma reunião entre representantes da categoria e a Secretaria da Educação, quando a proposta do Sind-UTE de não aceitar o regime de subsídio será posta em discussão. Na parte da tarde, às 14h, os professores irão se reunir em mais uma assembleia no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, no bairro Santo Antônio.
Fonte: O TEMPO

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Ladrão aproveita distração de policiais e leva carro da PM

Veículo foi furtado no Guarujá, no litoral paulista.
Policiais perseguiram criminoso, que foi baleado.


Do G1 SP

Um criminoso aproveitou a distração de dois policiais e fugiu com um carro da Polícia Militar em Vicente de Carvalho, no Guarujá, no litoral paulista. O crime aconteceu na manhã desta terça-feira (30) na Avenida Santos Dumont.

Dois policiais estavam próximos ao veículo na hora do crime e perseguiram o criminoso, que foi baleado.

O homem foi detido e passou por uma cirurgia para retirar duas balas. Até o final da noite desta terça, ele estava internado em observação no Hospital Santo Amaro. O quadro dele é estável.

A PM vai abrir uma sindicância para analisar a atitude dos policiais.

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Delegado do Rio que relatou furto em gabinete é exonerado de cargo

Decisão foi publicada no Diário Oficial de segunda-feira (29).
Márcio Franco já tinha sido afastado do cargo em julho.


Do G1 RJ

O delegado Márcio Franco foi exonerado do cargo
de diretor do Departamento Geral de Polícia
Especializada (Foto: Reprodução TV Globo)

O delegado Márcio Franco, que em julho disse ter tido R$ 5 mil furtados do gabinete, foi exonerado do cargo de diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), de acordo com o Diário Oficial de segunda-feira (29).

O delegado inicialmente declarou que R$ 15 mil teriam sido furtados no dia 14 de julho. Dias depois, mudou o registro para R$ 5 mil, e o caso só foi divulgado à imprensa no dia 19 de julho.

Procurada pelo G1, a assessoria da Polícia Civil informou que a exoneração ocorreu após o afastamento do delegado e depois da abertura de sindicância para apurar o sumiço do dinheiro. A exoneração do cargo é retroativa a 22 de julho, um dia após a chefe da Polícia Civil, Martha Rocha, ter determinado à Corregedoria Interna da polícia (Coinpol) que fosse feita a sindicância administrativa disciplinar.

Logo após o caso, Franco havia dito ter pedido afastamento do cargo para garantir a lisura das investigações, mas no Boletim Interno da polícia foi publicado que ele havia entrado de férias. Em seguida, no entanto, a Polícia Civil decidiu afastar o delegado Márcio Franco do cargo.

Segundo o D.O. de segunda, no lugar de Márcio Franco assume o delegado Maurício Luciano de Almeida e Silva.

Caso
Na época, Márcio Franco também havia afirmado que, se fosse preciso, continuaria a guardar qualquer quantia em sua sala. Apesar da própria corporação admitir falhas na segurança do prédio, Franco classificou o furto do dinheiro como um fato “isolado”.

Já a Polícia Civil chegou a admitir, por meio de nota enviada na ocasião, que há fragilidade na segurança do prédio.

O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, chegou a dizer na ocasião que "o delegado tem que explicar. É uma ação de ofício; ele tem que se explicar. E a Corregedoria tem que estar apta a saber balizar isso no sentido de não cometer nenhuma injustiça, mas também não deixar nada que não tenha uma explicação plausível para a sociedade".

Investigação
Na época, Márcio Franco explicou que além dele, o setor de limpeza também tinha uma cópia da chave de seu gabinete. Segundo o delegado, os faxineiros costumavam limpar sua sala antes do início de seu expediente. Após o furto, ele pediu à polícia que retirasse as cópias das chaves do setor de faxina e solicitou que a limpeza de sua sala fosse feita no horário em que estivesse trabalhando.

O delegado que está na Polícia Civil há 25 anos disse na ocasião que já foi furtado outras vezes. No entanto, no prédio da chefia de polícia foi a primeira vez.

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Policial à paisana é baleado ao reagir a assalto em BH

Segundo a polícia, um dos suspeitos também ficou ferido.
Hospital informou que militar passou por cirurgia e não corre risco de morte.

Do G1 MG

Um policial à paisana reagiu a um assalto e foi baleado nesta terça-feira (30) no bairro Goiânia, na Região Nordeste de Belo Horizonte. De acordo com a Polícia Militar (PM), um dos suspeitos também ficou ferido.

Ainda segundo a polícia, o militar estava de folga quando foi abordado por dois homens em uma moto. Depois disso, o cabo da PM teria reagido e trocou tiros com os suspeitos. Ele foi baleado na barriga e acertou um dos homens na perna.

A polícia informou que o outro suspeito conseguiu fugir. Os dois feridos foram levados para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII. De acordo com a unidade de saúde, o policial passou por uma cirurgia e não corre risco de morte.

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Preso PM suspeito de matar mulher ao simular abordagem policial em MT

Prisão preventiva foi decretada pela 1ª Vara Criminal de Várzea Grande.
Disparos também atingiram outras duas pessoas e uma ficou cega.

Do G1 MT

Um policial militar de 54 anos foi preso nesta terça-feira (30) sob suspeita de matar uma mulher de 25 anos, com quem mantinha um relacionamento afetivo, e por duas tentativas de homicídio, segundo a Polícia Civil. Os crimes ocorreram em abril deste ano no bairro Marajoara, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.

A Justiça da 1ª Vara Criminal do município também decretou a prisão preventiva do motorista que dirigia o veículo que estava com o policial no dia do crime. De acordo com informações da assessoria da Polícia Civil, o PM simulou uma abordagem das três vítimas que caminhavam pela rua. Ele desceu do carro e, em seguida, efetuou vários disparos de espingarda.

A mulher morreu no local, enquanto uma das vítimas perdeu a visão de um dos olhos e a outra ficou internada por um mês em uma Unidade Intensiva de Tratamento (UTI).

A delegada Anaide Barros, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelo inquérito, explicou que depois do crime o policial fez ameaças a uma das vítimas que sobreviveu. O fato foi motivado, segundo ela, por um desentendimento entre a mulher e o policial. O policial foi encaminhado ao 4º Batalhão da PM e o motorista à Penitenciária Central do Estado, antigo presídio do Pascoal Ramos, na capital.

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Nova proposta pode por fim a greve de policiais civis em MT, diz sindicato

Escrivães e investigadores da Polícia Civil estão em greve há quase 2 meses.
Sindicalistas avaliam que greve pode chegar ao fim ainda esta semana.


Ericksen Vital Do G1 MT
Reunião com representantes das categorias foi 
realizada nesta terça. (Foto: Ericksen Vital/G1)

O governo do estado de Mato Grosso condicionou a apresentação de uma nova proposta aos escrivães e investigadores à suspensão da greve da categoria, que já dura quase dois meses. A informação é do secretário de Administração Cézar Roberto Zílio. “Foi elaborada uma proposta de remuneração que seja compatível com a carreira de nível superior”, declarou o secretário, após uma reunião com os representantes dos dois sindicatos e da Assembleia Legislativa (AL-MT).

Os sindicalistas avaliaram como positiva a reunião e sinalizaram que podem retornar ao trabalho após a assembleia geral que está marcada para a próxima quinta-feira (1º). O presidente do Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil e Agentes Prisionais de Mato Grosso (Siagespoc), Cledison Gonçalves da Silva, afirmou que os profissionais vão avaliar o reajuste e o movimento grevista. "Entendemos que houve um avanço nas negociações. O governo deixou de estar irredutível e resolver apresentar uma proposta", comentou.
Pela nova proposta que será encaminhada aos sindicalistas, os investigadores e os escrivães da Polícia Civil vão receber R$ 3.900 até o fim de 2014, a partir de um reajuste progressivo anual. A presidente do Sindicatos dos Escrivães, Genima Evangelista, avaliou que a proposta ainda não é a ideal, mas a negociação melhorou em relação às últimas conversações.

Nesta semana, os profissionais prometeram radicalizar e paralisar 100% das atividades se o governo não adiantasse a elaboração de uma nova proposta. Diante da proposta, o movimento grevista vai manter 30% do mínimo de profissionais atuando nas delegacias das cidades de Mato Grosso.

"Nós entendemos que prevaleceu o bom senso. Pedimos a eles que restabeleçam os serviços. Acredito que a greve será suspensa. Então faremos a remessa da proposta para resolver de uma vez por todas a greve", finalizou o secretário.

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Policial Civil confessa que matou motoboy em frente à boate no ES

O policial se apresentou à Corregedoria, na tarde desta terça-feira (30).
Ele vai responder o processo em liberdade.


O policial civil acusado de matar um motoboy, em frente a uma boate, em Vila Velha, se apresentou na tarde desta terça-feira (30) à Corregedoria da Polícia Civil e confessou o crime. O assassinato aconteceu na madrugada desta segunda-feira (29), na orla de Itaparica.

O policial estava acompanhado do advogado. Ele prestou depoimento durante a tarde e disse que matou o motoboy em uma confusão entre amigos. A corregedoria não divulgou o nome do policial, mas revelou que ele vai responder o processo em liberdade.

O crime
Um jovem de 24 anos morreu na madrugada desta segunda-feira (29), quando tentava separar uma briga envolvendo um amigo, próximo a uma boate na praia de Itaparica, em Vila Velha. De acordo com a polícia, a briga começou ao lado do estabelecimento, quando as atividades já estavam encerradas.

O crime aconteceu por volta de 4h. O secretário de Defesa Social de Vila Velha, Ledir Porto, disse que as câmeras de videomonitoramento da orla flagraram o momento da briga.

A mãe do jovem disse que o filho morava no bairro Jardim Guaranhuns, em Vila Velha, e na quarta-feira (31), ele começaria a trabalhar como supervisor de serviços gerais.

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Sargento da PM do DF é assassinado na cidade de Flores de Goiás

Policial estava de licença do trabalho havia duas semanas, informa PM.
Suspeito de ter cometido o crime foi detido e está em Formosa (GO).


Um sargento da Polícia Militar do Batalhão da Asa Norte foi assassinado, na tarde desta terça-feira (30), na cidade de Flores de Goiás, a 250 quilômetros de Brasília. Ele levou um tiro na cabeça.

De acordo com a polícia, o sargento estava de licença do trabalho havia duas semanas e viajou para a fazenda com o pai. A polícia não informou os motivos do assassinato. O suspeito está preso em Formosa (GO).

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Soldado da PM é baleado no bairro do Barbalho, em Salvador

Policial de 33 anos foi encaminhado para o Hospital Geral do Estado (HGE).
Crime aconteceu por volta das 6h45 desta quarta-feira (31).


Um policial militar de 33 anos foi baleado no bairro do Barbalho, em Salvador, na manhã desta quarta-feira (31). O crime aconteceu por volta das 6h45, na rua Siqueira Campos, perto de uma academia de ginástica. A vítima foi socorrida para o Hospital Geral do Estado (HGE).

No para-brisa de um carro, ficaram pelo menos cinco marcas de tiro. O soldado é lotado na 37ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), no bairro da Liberdade. Ele não estava fardado no momento do crime.

De acordo com a 2° CIPM, responsável pela segurança do Barbalho, os tiros foram efetuados por cerca de cinco homens que estavam em um carro. Equipes das polícias Militar e Civil realizam rondas no local na tentativa de encontrar os suspeitos.

Até por volta das 8h14, o carro permanecia no local do crime, que foi isolado pela Polícia Militar para realização de perícia.

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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Jaqueline Roriz absolvida. Povo brasileiro derrotado

Absolvição de Jackeline foi derrota do Brasil, diz presidente do Conselho de ÉticaMaurício Savarese 

Do UOL Notícias 

Em Brasília

A decisão da Câmara dos Deputados de absolver nesta terça-feira (30) a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), flagrada em vídeo recebendo dinheiro do pivô do mensalão do Democratas, é “uma derrota do povo brasileiro”. É essa a avaliação do presidente do Conselho de Ética da Casa, José Carlos Araújo (PDT-BA). 

Por 265 contra, 166 a favor e 20 abstenções, a Câmara rejeitou o pedido de cassação da deputada, apesar de o relatório do órgão presidido pelo pedetista sugerir o contrário. “O Conselho de Ética fez a sua parte, ali ela foi condenada. Agora no plenário aconteceu o que vocês viram aí. Era previsível”, afirmou Araújo. 

Para ele, o voto secreto dos parlamentares influenciou na absolvição da filha do ex-governador Joaquim Roriz. Eram necessários 257 votos para que ela fosse cassada - faltaram 94 para que Jaqueline ficasse inelegível até 2022. Apesar de a deputada ter tido uma vitória expressiva, Araújo disse que o resultado “não desanima”. “Se cada um fizer sua parte, a situação vai mudar”, disse. 

Principal adversário de Jaqueline na Câmara Distrital durante a crise que causou a derrocada do governador José Roberto Arruda, o deputado José Antonio Reguffe (PDT-DF) afirmou que a decisão do plenário “só aprofunda o enorme fosso já existente que separa a sociedade do Parlamento”. Ele também criticou o sistema de votação da Casa. “O cidadão tem direito de saber como vota seu representante. Isso foi negado”, disse. 

Autor da representação contra Jaqueline no Conselho de Ética, Chico Alencar (PSOL-RJ) disse que o resultado referenda “uma eleição na qual o povo votou iludido, porque não conhecia o vídeo” que mostra a deputada recebendo os recursos. “A Câmara chancelou uma ilusão, uma fantasia”, disse. 

A maioria dos parlamentares adotou a tese de que a colega somente poderia ser julgada por atos cometidos durante seu mandato na Casa, iniciado em fevereiro deste ano.

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Delegados da PF aprovam indicativo de paralisação de 24 horas

Agência Brasil

BRASÍLIA - Os delegados da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal aprovaram nesta terça-feira um indicativo de paralisação das atividades por 24 horas, mas a data ainda não foi definida. Delegados e peritos da Polícia Federal (PF) estão mobilizados por reajuste salarial, plano de cargos e melhoria das condições de trabalho.


Pela manhã, integrantes da associação de delegados estiveram reunidos com o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva, que informou a impossibilidade de acordo sobre a reposição inflacionária das carreiras neste ano. As negociações devem continuar em 2012, quando haverá um acordo para o Orçamento de 2013.

De acordo com o diretor de Assuntos Parlamentares da Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, Marco Leôncio Ribeiro, desde 2009 as reivindicações da categoria não são atendidas.

- As negociações começaram em 2010, foram suspensas e retomadas agora em 2011, também sem nenhum sucesso. Os temas (da pauta de reivindicações) não têm conseguido nenhum avanço por parte da área econômica do governo - disse Ribeiro.

Na assembleia, os delegados decidiram paralisar as atividades por 24 horas. Segundo Ribeiro, a categoria fará paralisações pontuais por estado.

- Como somos uma entidade nacional, temos de fazer um calendário com as diretorias de cada estado para definir as várias datas que vamos fazer as manifestações.

A Polícia Federal tem 11 mil policiais, dos quais 1,8 mil são delegados

Fonte: O GLOBO

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Aprovar mais despesas sem indicar fonte é 'presente de grego', diz Dilma

Presidente falou sobre a discussão da PEC 300 e da Emenda 29.
Ela garantiu que contenção nas despesas não vai afetar programas sociais.


A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (30), em Caruaru (PE), que aprovar projetos que aumentem os gastos públicos sem indicar a origem dos recursos é um "presente de grego". Ainda segundo a presidente, "não é propícia" a discussão desses temas em tempos de crise financeira internacional.

Em entrevista a rádios locais de Pernambuco, Dilma foi perguntada se seria um "presente" o Congresso não discutir a Emenda 29, que fixa percentuais de investimentos da União, estados e municípios na saúde, e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300, que determina um piso salarial nacional.

"Eu não quero é que me deem presente de grego. Eu quero saber como serão os investimentos necessários para garantir saúde de qualidade, de onde vão sair os recursos. O que considero é que, num momento de crise financeira internacional, não é propícia a aprovação de despesas sem dizer de onde virão os recursos. Que eles aprovassem as despesas, mas tivessem firmeza e coragem de aprovar também de onde vão vir os recursos", disse a presidente.
Presidente Dilma cumprimenta população de Cupira, em Pernambuco, onde assina ordens de serviços de obras de barragens (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)

A presidente disse ainda não crer que a Emenda 29 vá resolver a questão da saúde no Brasil. "Eu acho que o caso da saúde não se resolve só com a Emenda 29. Acho uma temeridade alguém achar que só aprovando uma lei que define percentuais de gastos vai revolver o problema da saúde. Em qualquer lugar, não só no Brasil, a saúde é cara."

Economia nas contas públicas
Dilma também comentou as medidas anunciadas na segunda-feira (29) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de aumentar a meta de superávit primário, a economia feita para pagar juros da dívida pública em R$ 10 bilhões neste ano.

A presidente garantir que não haverá cortes em programas sociais. "Nós vamos manter todos os investimentos, vamos manter o PAC, o Minha Casa, Minha Vida, as obras da COpa, as barragens como essa que vamos dar início aqui (Dilma foi a Pernambuco assinar contrato de construção de barragens). E vamos manter todos os programas sociais, Bolsa Família."

Dilma disse que cortar os gastos públicos é uma forma de assegurar "que o Brasil continue crescendo porque essa é a nossa maior defesa contra a crise, nosso mercado interno". "É o que garante que sejamos um país que conte com suas próprias forças, o que vai manter os empregos e a economia crescendo. A maior resposta contra a crise é o crescimento do país."

Segundo mandato
Ao comentar as obras de transposição do Rio São Francisco, no Nordeste, a presidente evitou fazer comentários sobre uma possível disputa à reeleição. Sobre a transposição, disse que trata-se de uma construção "complexa" e disse que uma parte será inaugurada até o final de 2014 e outra no quatro trimestre de 2015, quando seu mandato já terá acabado. O entrevistador perguntou "Somente no segundo mandato?", e a presidente respondeu: "Nunca se sabe".
Presidente Dilma ao desembarcar em Caruaru, Pernambuco, onde participa de assinaturas de atos e inaugurações nesta terça (30) (Foto: Clemilson Campos / JC Imagens / Agência Estado)

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Brasil não pode criar despesa sem apontar fonte de recurso, diz a presidenta

Por Redação - de Brasília
Mantega e Dilma repetem as mesmas orientações quanto aos gastos públicos

A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira que o momento atual, de crise internacional, não é propício para aprovar despesas sem apontar a fonte de recursos. A declaração de Dilma, dada em entrevista a emissoras de rádio de Pernambuco, foi em reação à possibilidade de aprovação, pelo Congresso, da Emenda 29, que regulamenta os gastos com saúde nos três níveis de governo.

O mesmo bordão foi repetido, em Brasília, no Ministério da Fazenda. Segundo o ministro Guido Mantega, o esforço adicional de R$ 10 bilhões na meta de superávit primário neste ano vai ajudar o Brasil a ter juros reais mais compatíveis com os níveis de outros países. Não pelo montante, mas sim pela sinalização que o governo está dando.

– Se mantivermos os esforços fiscais pelos próximos anos, e já estamos com a situação fiscal equilibrada, poderemos caminhar para uma situação de juros (brasileiros) em patamares globais e de forma consistente – afirmou à agência inglesa de notícias Reuters uma fonte da equipe econômica lembrando que, em 2009 – durante a crise internacional – a Selic chegou ao patamar mínimo histórico de 8,75 por cento ao ano.

No início desta tarde, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que a meta de superávit primário – economia feita para pagamento de juros da dívida – deste ano foi elevada em R$ 10 bilhões, para R$ 127,9 bilhões. O objetivo é pavimentar o caminho para mais reduções na Selic, hoje em 12,50 por cento ao ano, e evitar que o crescimento econômico seja afetado pela atual crise internacional.

O anúncio foi feito a dois dias de o Comitê de Política Monetária (Copom) definir o futuro da Selic. Para o mercado, ela será mantida no atual patamar na próxima quarta-feira, interrompendo um ciclo de cinco altas seguidas e que somou 1,75 ponto percentual. A medida, anunciada na véspera, segue na direção do discurso que vem do governo – com alinhamento do Ministério da Fazenda e do Banco Central (BC) – de que eventuais consequências da turbulência internacional no crescimento econômico do país deverão ser combatidas via política monetária, e não com incentivos fiscais.

Segundo a fonte, o governo avalia que o cenário internacional é bastante ruim e afetará a atividade econômica mundial “por muito tempo”. No Brasil, as pressões inflacionárias que existiam – como demanda aquecida – até então já mostram arrefecimento diante das medidas monetárias já tomadas. Entre elas, a que limitou e encareceu os empréstimos de longo prazo voltados para a compra de bens de consumo duráveis.

Para o governo, trabalhar com política monetária é mais eficiente do que a fiscal para evitar enfraquecimento na economia. Segundo a fonte, isso ocorre porque, ao se reduzir a taxa básica de juros, os efeitos são universais. Ou seja, atingem todos os segmentos da economia num movimento só.

– Estímulos fiscais, no geral, acontecem para alguns determinados setores apenas – concluiu.
Fonte: CDB

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Sargento dos bombeiros é morto a tiros em Cabo Frio, diz PM

Testemunhas contaram que suspeitos foram vistos em dois carros, no RJ.
Bombeiro chegou a ser socorrido, mas não resistiu.


Um sargento do Corpo de Bombeiros de Cabo Frio foi morto a tiros na noite desta segunda-feira (29) em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio. Segundo a polícia, ele foi encontrado ainda ferido por familiares dentro de seu carro, no bairro Recanto das Dunas, mas não resistiu.

A polícia ainda não tem informações sobre quem cometeu o crime. Testemunhas contaram à polícia que os suspeitos estavam em dois carros. Segundo a família da vítima, foram ouvidos pelo menos três disparos.

O caso foi registrado na 126ª DP (Cabo Frio).

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Moreira diz que Congresso não pode adiar decisão sobre PEC 300 e Emenda 29

Brasília, 30/agosto – O deputado Moreira Mendes defendeu hoje que o Congresso Nacional mantenha a disposição de votar, ainda este ano, a Proposta de Emenda Constitucional n. 300 (PEC 300), que cria um piso nacional salarial para os militares, e a regulamentação da Emenda 29, que garante mais recursos para a Saúde. As duas propostas correm o risco de ter sua votação adiada para o ano que vem, por imposição do governo federal, que alega a necessidade urgente de corte nos gastos e aumento da economia para pagar os juros da dívida pública, o chamado “superávit primário”.

Moreira afirmou que o corte de gastos é uma medida salutar em momentos de crise, mas o governo não pode usar esse argumento como pretexto para impedir que o Poder Legislativo se debruce sobre questões importantes para o país. “A PEC 300 e a Emenda 29 não têm esse impacto todo, como o governo está falando. São duas propostas muito importantes – eu diria que vitais para o Brasil neste momento -, porque os maiores problemas que temos hoje são justamente nas áreas de segurança e saúde”, ressaltou.

Ainda segundo o deputado, o governo federal tem muitas outras maneiras de cortar gastos e aumentar sua própria economia. A redução do número de ministérios e de cargos comissionados, aliada a uma maior eficiência no sistema de gestão dos recursos, seria uma boa saída. “O governo está jogando a sociedade contra o Congresso, como se o Congresso fosse o culpado de tudo. O Congresso deve ter responsabilidade e cumprir o seu papel”, disse ele.

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Servidores insatisfeitos não vão aceitar a manipulação do Palácio do Planalto

Ao anunciar as novas medidas para se proteger da crise econômica mundial, o governo aumentou a insatisfação entre os servidores públicos federais. Em reunião com as centrais sindicais na manhã de ontem, a presidente Dilma Rousseff deixou claro que vai trabalhar para que o Congresso Nacional não aprove projetos que aumentem as despesas com pessoal, a exemplo da PEC 300, que estabelece um piso único para policiais militares e bombeiros em todo o Brasil.

Os funcionários públicos, porém, disseram que não vão aceitar a manipulação do Palácio do Planalto sobre o Legislativo. A promessa é de intensificar as manifestações e as greves no país.

Para Lucieni Pereira, vice-presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis), no que diz respeito ao aumento de salários, é preciso analisar caso a caso. "Dizer que o aumento vai comprometer as finanças é falácia. O governo quer focar somente nas despesas. Mas, às vezes, você precisa ampliar as vagas, como no caso do Instituto Nacional do Seguro Social, para atender a população", ressaltou.

Lucieni criticou ainda a forma como a presidente Dilma cita projetos isolados para negar aumento aos empregados como um todo. "O governo fica tentando usar a PEC 300 como argumento para comparar as categorias do serviço público federal. Mas não podemos aceitar que, numa mesa de negociação, um piso salarial sirva de exemplo para dizer que não haverá reajuste aos servidores federais. Não é ético", observou.

Greve na Cultura

Ramiro López, coordenador da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do MPU (Fenajufe), observou que, ao deixar de investir na máquina pública, o governo prejudica, principalmente, a população de baixa renda, que depende de serviços públicos, como o transporte e a saúde. "Estamos com os olhos voltados para a aprovação dos nossos reajustes no Congresso. Se houver necessidade, vamos fazer greves", avisou.

O funcionalismo já deu os primeiros sinais de que vai radicalizar. Ontem, os servidores do Ministério da Cultura e de órgãos vinculados no Distrito Federal, como o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), aderiram à greve nacional iniciada no dia 22. Eles querem a extensão da tabela salarial da Lei n.º 12.277/10, que concedeu reajustes de até 78% a cinco cargos no ano passado.

Em reunião ontem com a ministra Ana de Hollanda, eles conseguiram o apoio também para a criação da Gratificação de Qualificação (GQ) e da Retribuição de Titulação (RT). "Esses benefícios são uma promessa feita em 2007 e valorizam o trabalhador", disse Oton Pereira, secretário-geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal (Sindsep-DF). (CB)
Fonte: Correio Braziliense

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Ameaça à faxina na Polícia Civil

Editorial

Desde 2009, quando foi transferida por decreto do então governador José Serra do âmbito da Delegacia-Geral da Polícia Civil para o gabinete do secretário de Segurança Pública, a Corregedoria da Polícia Civil intensificou seu trabalho de investigação dos desvios de conduta de maus policiais e o resultado é que nos últimos três anos, em comparação com o mesmo período anterior, aumentou em 60% o número de policiais demitidos pela prática de irregularidades. Foram 290 delegados de polícia, investigadores, escrivães e carcereiros expulsos da Polícia Civil de São Paulo desde 2009, num trabalho de saneamento que só tem sido possível porque, ao contrário do que ocorria na época em que estavam subordinados à Delegacia-Geral, os corregedores estão agora livres do constrangimento e do receio naturais de investigar autoridades superiores - isso quando não deparavam com a cabal proibição de promover investigações que feriam os interesses dos poderosos da Polícia. Com a vinculação da Corregedoria diretamente ao gabinete de um secretário de Segurança reconhecidamente rigoroso em questões disciplinares, esses problemas desapareceram e os resultados não demoraram a surgir.

Na semana passada, um projeto de autoria do deputado Campos Machado (PTB), destinado a restabelecer a subordinação da Corregedoria à Delegacia-Geral, foi derrotado em primeira votação na Assembleia Legislativa e não foi votado no dia seguinte por falta de quórum. Se prevalecer o bom senso e o espírito público entre os deputados, a matéria não voltará à pauta, uma vez que seu objetivo, óbvio e indecoroso, é devolver à chefia da Polícia Civil o comando sobre quem investiga, entre outras coisas, seus próprios atos.

O deputado Campos Machado, da base aliada do governo tucano em São Paulo, tem fortes ligações com a Polícia Civil, da qual se apresenta, em seu site oficial, como "eterno amigo", e patrocinou o escandaloso projeto, argumentando que a transferência da Corregedoria para o gabinete do secretário é inconstitucional, uma vez que foi feita por decreto do governador e não por lei. Por detrás desse argumento formal há um amplo leque de razões, que vão desde o desconforto dos maus policiais com o rigor do trabalho saneador dos corregedores, até a insatisfação generalizada dos policiais civis com os salários que recebem. E tem também peso importante o corporativismo: muitos policiais civis se sentem diminuídos com o fato de a Corregedoria da Polícia Militar (PM) permanecer subordinada ao comando da PM, enquanto a deles responde ao secretário. Da mesma forma que não lhes agrada o fato de o severo secretário de Segurança ser egresso das fileiras da PM paulista.

A até agora frustrada tramitação na Assembleia desse projeto de lei que visa a reprimir o combate às transgressões de policiais civis mobilizou também a bancada oposicionista do PT na Assembleia Legislativa, que sob o comando de seu líder, Ennio Tatto, e do presidente estadual da legenda, deputado Edinho Silva, deu 11 dos 24 votos favoráveis registrados na votação da semana passada. Frustrada essa tentativa de criar problemas para o governo tucano e diante da repercussão negativa dos acontecimentos, Edinho Silva encaminhou nota oficial à revista Veja, que denunciara a manobra, pretendendo "corrigir" as informações: o PT dá "total apoio ao mérito das mudanças provocadas pelo atual secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto", mas não concorda "com o vício de iniciativa", pois "o Executivo jamais poderia criar um órgão público sem a aprovação do Legislativo". Quer dizer: o PT apoia o combate às irregularidades policiais, mas, a pretexto de uma formalidade que não revela nenhuma intenção de corrigir, pretende anular o instrumento que deu eficiência à Corregedoria.

Apesar da pressão do deputado Campos Machado, seu tradicional aliado, o governador Geraldo Alckmin manifestou irrestrito apoio à subordinação da Corregedoria da Polícia Civil ao gabinete do secretário de Segurança. Só falta agora a Assembleia Legislativa encerrar definitivamente o assunto.
Fonte: Estadão

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Aranha comanda a elite da 'Tropa UFC'

POR RAFAEL PAIVA / O DIA

No UFC Rio ele deixou claro para os concorrentes 'gringos' em território brasileiro: 'Nunca serão!' | Ilustração: Nei Lima / Arte MARCA BRASIL

Rio - É faca na caveira, alguns milhões na carteira e uma invencibilidade de mais de cinco anos. Após o nocaute técnico sobre o japonês Yushin Okami, no UFC Rio, no último sábado, Anderson Silva cravou sua 15ª vitória consecutiva, além de manter o cinturão dos médios. Mas não foi só isso. Encabeçado pelo Capitão Aranha, a tropa de elite brasileira fez os adversários pedirem para sair. Com tanta superioridade, o Spider roubou o bordão do Capitão Nascimento e deixou claro quem manda: “Nunca serão, senhores. Jamais serão”.

Matéria de dezembro de 2007 mostra Anderson Silva treinando com 'aspiras' e conhecendo de perto o BOPE | Foto: Reprodução Revista Tatame

Assim, com um desfecho cinematográfico, o Spider protagonizou uma noite épica para mais de 15 mil pessoas presentes à Arena HSBC e tratou de explicar o que quis dizer com o bordão famoso e que contagiou o País. “Era o Brasil contra o resto do mundo e eles não iam se dar bem no nosso território. Mostramos que o País é uma grande potência neste esporte”, exaltou Anderson Silva, que fez Okami pedir para sair. Tanto é que o japonês nem participou da entrevista coletiva, após o combate, por sentir-se envergonhado.

Campeão do UFC posa de 'Caveira' com o cinturão: Anderson Silva é osso duro de roer | Foto: Reprodução Revista Tatame

Encarnar o estilo ‘caveira’ de ser não é novidade para Anderson Silva. No UFC 77, o brasileiro repetiu as mesmas palavras, após mais um impressionante nocaute sobre o desafiante, o americano Rich Franklin, em outubro de 2007. Um mês depois, o curitibano teve o prazer de conhecer o batalhão da corporação que admira, no Rio de Janeiro, a convite da revista Tatame.

Anderson Silva e a 'Tropa de Elite' brasileira mostraram no UFC Rio que aqui é 'faca na caveira' e gancho no queixo | Foto: Reprodução Revista Tatame

O melhor do mundo no pound for pound (peso por peso, em inglês) é mais um contagiado com o filme “Tropa de Elite”, protagonizado pelo ator Wagner Moura e dirigido por José Padilha. O autêntico Capitão Aranha está pronto para defender seu território de povos inimigos e mostrar que aqui é faca na caveira e jab de direita no meio da cara.

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Soldado do Exército é preso em assalto com carro roubado em Bangu

Um jovem e um menor também foram detidos após roubo a posto de combustíveis

POR MARCELLO VICTOR / O DIA

Rio - Dois jovens foram presos e um menor de 16 anos foi apreendido, na noite desta segunda-feira, acusados de assaltar um posto de combustíveis em Realengo, na Zona Oeste, usando um carro roubado. Entre eles está o soldado do Exército Michael da Silva Maciel, de 19 anos. O trio foi perseguido e preso em Bangu, próximo a comunidade do Batan, às margens da Avenida Brasil.

De acordo com policiais do 14º BPM (Bangu), o Gol preto ocupado pelos bandidos tinha sido roubado durante a segunda-feira, na área da 35ª DP (Campo Grande). O carro pertencia ao pai de um policial militar.

Por volta das 23h, Michael, o menor de 16 anos e Anderson de Oliveira Morais, 20, pararam no Posto Sabiá, na Avenida Ministro Ari Franco, em Realengo. Se passando por clientes e após encher o tanque do carro, os bandidos anunciaram o assalto. Eles renderam o frentista e levaram cerca de R$ 300. Antes de fugir, segundo a polícia, o trio ainda destruiu equipamentos.

O funcionário fugiu e conseguiu localizar uma patrulha. Os PMs inciaram uma perseguição de cerca de três quilômetros. Os marginais foram alcançados na Avenida Brasil, próximo ao Hotel Bariloche, nas imediações da comunidade do Batan. Um revólver calibre 38 foi apreendido. A ocorrência foi registrada na 34ª DP (Bangu), central de flagrantes da região.

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“ Sindicato da Polícia Civil diz que policial não deve dirigir carros reprovados em vistoria do Detran

RIO - Ao saber que várias carros da Polícia Civil estão sendo reprovados nas vistorias que estão sendo realizadas pelo Detran e, também pelos inúmeros questionamentos e pedidos de orientação feitos por policiais civis, o Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro divulgou agora, no início da noite, em seu site, que o policial civil não deve utilizar viaturas policiais que não estiverem estritamente adequadas ao acima preceituado, pois caso contrário, estará arriscando sua vida e integridade física, e, ainda, expondo a população a um elevado e injustificável risco.

Outra recomendação do sindicato é que toda e qualquer viatura policial reprovada na vistoria realizada pelo Detran/RJ, deve ser imediatamente reparada ou, então, substituída; enquanto isso não ocorrer, não deve ser utilizada, pois, a toda evidência, representa um risco para o policial civil e para a Sociedade. Segundo ainda o Sindpol, a vistoria das viaturas e seu resultado (aprovação ou reprovação) deve ser consignada em RCA, para ciência e, em caso de reprovação, imediatas providências pela Administração. A nota diz, ainda, que toda e qualquer diligência em viatura policial, deve ser precedida da emissão de BMP (Boletim de Missão Policial) e consequente BDT (Boletim Diário de Tráfego), previamente assinados pela Autoridade Policial; essa é uma garantia de que o policial civil se encontra em serviço, o que o resguarda em caso de eventuais acidentes, contratempos e infortúnios ou acusações levianas.

O sindicato ressaltou, ainda, que as viaturas policiais ostensivas (também denominadas caracterizadas) classificam-se, à luz da legislação vigente, como viaturas de emergência, por serem dotadas de sirene e giroscópio. Nesses casos, conforme preceitua o Artigo 145, IV, da Lei 9.503/97, regulamentado pelo Artigo 33 da Resolução CONTRAN 168/2004, somente podem ser conduzidas por aqueles que possuam carteira de condutor especializado, na forma da legislação específica, como diz o artigo 145, Lei 9.503/97 (CTB).

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PEC 300: Oposição traída quer emperrar votação na Câmara

Na semana passada diante da obstrução nas votações pela oposição, Marco Maia, a mando do governo, armou uma maracutaia se comprometendo em elaborar uma agenda nesta terça (30) para se votar temas de interesse do povo brasileiro em setembro. Mesmo não acreditando a oposição cedeu, votou-se a MP 533, de interesse do governo e, ontem (29), a tropa de choque do governo comandada pelos algozes da PEC 300, Idelli Salvatti e Cândido Vaccarezza, usaram os canais de comunicação e foram taxativos: como não fizeram o dever de casa, usando e abusando do dinheiro do contribuinte, alardearam que o momento era de prudência e que temas como PEC 300 e EC 29 não eram prioridades.

Chegaram ao cúmulo de noticiar em um portal de notícias que a PEC 300 já estava fora de pauta definitivamente no decorrer deste ano tentando jogar um balde de água fria nas mobilizações em prol da conclusão da PEC 300 dentro da Câmara. O terror que se apoderou desses algozes foi tamanho que reduziram os seus argumentos a imensas falácias como “de onde sairão os recursos” ou “os governadores não terão condições financeiras agora de agüentar esse inpacto financeiro”.

É um baita de um engano. Até o mais moderno bombeiro ou policial sabe que ainda teremos grandes embates quando a matéria chegar no Senado. Não será fácil vencer as resistências do governo naquela casa que tem a maioria governista. E quanto tempo isso decorrerá? Ninguém sabe. Mas bombeiros e policiais querem continuar a luta no Senado. E, depois de aprovada a EC será promulgada pelo Congresso Nacional. SÓ DEPOIS DE PROMULGADA, O GOVERNO TERÁ 180 PARA ENTREGAR NA CÂMARA UM PROJETO DE LEI CONTENDO VALOR, FUNDO E ESTADOS QUE ESTARÃO SENDO COMTEMPLADOS COM A COMPLEMENTAÇÃO DO PISO.

A quem esses senhores querem enganar? Os formadores de opinião sabem que o piso talvez demore um ou dois anos para que, efetivamente, seja ato concreto na vida dos bombeiros e policiais. Esse é o grande erro do governo e de sua base dentro da Câmara: querem argumentar que a aprovação do segundo turno da PEC 300 vai inviabilizar o caixa do governo quando na sua essência, são extremamente contra a inclusão do piso salarial nacional para bombeiros e policiais na Carta Magna. O governo está pagando para ver.

A oposição, revoltada com a traição do partido do governo, promete radicalizar nas próximas votações se os compromissos assumidos na última quarta pelo deputado Marco Maia não se cumprirem. Todas as atenções estarão voltadas para hoje na reunião do colégio de líderes. Só depois desse encontro é que poderemos saber se o governo ganhou essa parada ou não. O momento agora é de ligar, mandar e-mail ou twitter para os líderes dos partidos que, antes do recesso, assinaram pela inclusão na pauta da PEC 300.

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Políciais Federais vão ao Ministério da Justiça pedir aumento de salário

Da Redação com AE

Eles prometem cruzar os braços se não tiverem pedido atendido

Foto: Divulgação

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, vai receber nesta segunda-feira (29) em seu gabinete os delegados e peritos da Polícia Federal integrantes da ADPF (Associação dos Delegados de Polícia Federal) para pedir reajuste salarial, plano de cargos e melhoria das condições de trabalho.

Na terça (30), eles terão reunião com representantes da Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento para discutir a pauta de reivindicações.

Segundo a ADPF, logo depois da reunião no ministério, a categoria vai discutir os resultados em assembleia, o que pode desencadear uma paralisação, caso não recebam "alguma contraproposta viável" às suas reivindicações.

Na última quinta-feira (25), o diretor-geral da PF, Leandro Daiello Coimbra, recebeu o presidente em exercício da ADPF, Bolivar Steinmetz, o secretário-geral da entidade, Ivo Valério, e o diretor de Prerrogativas, Claudio Tusco, quando discutiram o pedido da categoria.

Também estão envolvidas na mobilização a Associação dos Peritos Criminais Federais e a Federação Nacional dos Delegados de Polícia.

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Governo decide jogar pesado contra a PEC 300


A presidente Dilma e o ministro da Fazenda, Guido Mantega na reunião do Conselho Político do governo

A reunião desta segunda-feira, do Conselho Político do governo não foi boa para os policiais e bombeiros. A presidente Dilma decidiu cortar gastos por conta da crise econômica e sob essa alegação quer que os aliados impeçam a aprovação da PEC 300. O que se questiona é por que não há dinheiro para os policiais e bombeiros, mas sobra para os banqueiros? 

Não tenho dúvidas de que essa decisão vai acirrar o clima. Policiais e bombeiros vão voltar ao Congresso para pressionar a votação da PEC 300, mas podem se preparar porque a batalha será dura. 

Por falar em bombeiros, os do Rio voltam hoje, às escadarias da ALERJ, às 16h. Vão protestar contra Cabral que não cumpriu o prometido quando se encerrou o movimento reivindicatório. O clima vai ficar quente na ALERJ. 

Reprodução do site SOS Bombeiros

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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Batalhão da PM-SP comemora participação no Golpe de 1964

SÃO PAULO. A página oficial do primeiro batalhão de choque da Polícia Militar de São Paulo (Rota) na internet celebra a "galhardia e lealdade" de seus integrantes na deposição do presidente João Goulart, no golpe militar de 1964. A menção à participação "decisiva e influente" no episódio que deu início ao regime militar foi considerada "inaceitável" pela ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos), que ouviu a denúncia sobre o site em uma audiência pública na Assembléia Legislativa de São Paulo.

_ Eu me senti aviltada por isso, uma página oficial de um governo estadual, no período democrático, que faz uma homenagem à deposição de um presidente legitimamente eleito. Tenho certeza que o governador Geraldo Alckmin tomará providências diante disso _ disse a ministra, que pretende tratar desse assunto com o tucano.

_ É uma estrutura do Estado de São Paulo, não se pode comemorar o golpe, não se pode comemorar a violação do estado democrático de direito, sob pena de se plantar novas violações _ completou.

A página conta a história do batalhão, que desde 1975 passou se chamar Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar). Ali, estão listados os "exemplos" de como o contingente marcou a história do país, com "participação decisiva e influente, demonstrando a galhardia e lealdade de seus homens". A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou que somente a Polícia Militar poderia se manifestar sobre o assunto. Procurada, a PM não se posicionou até o fechamento desta edição.

Além do golpe militar, que é tratado como "revolução de 1964", a corporação lista outros momentos históricos, como a campanha do Vale do Rio Ribeira (1970), quando os militares e policiais paulistas sufocaram o grupo de guerrilheiros comandados pelo capitão Carlos Lamarca, morto em 1971. A Comissão de Anistia do governo federal concedeu status de "coronel" a Lamarca em 2007. Outro episódio citado no site foi a participação do batalhão paulista no "último combate que derrubou o Reduto de Canudos", em 1897 _ estima-se que cerca de 20 mil sertanejos tenham sido massacrados após a derrota.

Durante a audiência, Maria do Rosário também falou sobre a necessidade de instalação da Comissão da Verdade, para restabelecer a história e a memória sobre o regime militar.

_Não nos contentamos com o cinismo daqueles que escreveram a história oficial _ disse a ministra em seu discurso. _ Devemos agir diante disso. Construir a democracia é uma tarefa cotidiana. Me incomoda que, todos os dias, no jornal, há novos elogios ao período da ditadura militar, inclusive à Rota, como se naquele tempo tivéssemos mais segurança ou direitos que hoje. Quando eu vejo elogios ao período da ditadura militar e vejo na página de governo um batalhão que se orgulha de ter participado da deposição de um presidente eleito e pelos massacres promovidos pela violência de Estado, vejo que temos muito que afirmar.

A ministra reafirmou que pretende trabalhar em "parceria" com o governo de São Paulo, mas anunciou que levará outra queixa a Alckmin. O Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana), presidido por Ivan Seixas, se queixou de decretos elaborados pelo governador que visam retirar suas atribuições, inclusive na indicação da lista tríplice para o cargo de ouvidor da polícia.

Fonte: O GLOBO 

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A picaretagem da volta da CPMF. O que eles já disseram

A picaretagem da volta da CPMF. O que eles já disseram

Abaixo, há um vídeo, do jornal da Jovem Pan, em que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, diz com todas as letras que o governo não vai reeditar a CPMF. Vejam — ou ouçam. Volto em seguida (não adianta tentarem tirar do ar porque já fiz cópia).

Agora leiam o que vai na Folha Online. Comento depois:

Por Maria Clara Cabral:

A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) afirmou nesta segunda-feira (29) que a discussão de criação de uma nova fonte para financiar a saúde é algo “inevitável”, que tem que ser feito com os governadores e com o Congresso. Para a ministra, a pressão pela aprovação da emenda 29, que regulamenta o dinheiro a ser investido na saúde, sem dizer de onde viriam os recursos, seria apenas “para sair na foto e não resolver o problema”. Ideli falou também sobre a PEC 300, que cria um piso salarial para os policiais. Disse que, nesse caso, criar-se-ia uma situação de gastos praticamente “insustentável” para todos os governadores.

A ministra fez um apelo para que o Legislativo trabalhe em sintonia com o Executivo. “Seria algo controverso. Se a presidente faz um esforço para ampliar a economia do país e, na contramão, o Congresso aumenta gastos. Por isso temos que ter uma sintonia muito próxima”, afirmou. A possibilidade de votar a regulamentação dos jogos de azar para direcionar seus impostos para a saúde não agrada a ministra. A proposta foi levantada pelo líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP).

Ideli falou sobre a reunião de mais cedo entre a presidente Dilma Rousseff e a coordenação política, quando foi anunciada a elevação da meta do superávit primário (resultado antes do pagamento dos juros) do governo central em R$ 10 bilhões. “Já estamos vendo uma repercussão muito boa das medidas anunciadas hoje. É tudo que o brasileiro sempre sonhou, gerando emprego, distribuição de renda e ainda mais com o jurinho pequeno”, afirmou.

Comento
Viram? Não só pretendem reeditar a CPMF, contrariando promessa de campanha e a fala expressa do ministro da Saúde, como querem fazê-lo de modo covarde: dividindo a responsabilidade com os governadores. Para todos os efeitos, eles é que querem…

Que governo bacaninha! É de deixar qualquer ortodoxo sem imaginação babando na gravata. No dia em que anuncia a elevação do superávit primário em R$ 10 bilhões (APLAUSOS, APLAUSOS!!!) — e, portanto, nada de mais gastos com a Saúde —, dá a entender que pretende enfiar a mão no bolso da sociedade para financiar o setor. Quando se bate a carteira da população, os mercados não reagem mal. Já o anúncio do superávit maior causou uma verdadeira excitação no mercado…Por Reinaldo Azevedo

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'Não se pode admitir' votar piso para policiais neste momento, diz Ideli

Ministro também tentará convencer aliados a adiar a emenda da saúde.
Líderes se reúnem nesta terça em um almoço para tratar do assunto.
Iara Lemos


A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, afirmou na tarde desta segunda-feira (29) que a PEC 300, que cria um piso salarial nacional para policiais e bombeiros, poderá causar um problema para os governadores e para as Forças Armadas, caso seja aprovada pelo Congresso.

A proposta é uma das que está na fila de votações da Câmara, mas que não tem o apoio do governo por aumentar gastos do Executivo.

"A PEC 300 tem uma situação diferenciada . Efetivamente, criará uma situação de gastos insustentável para praticamente todos os governadores e acabará criando uma situação de pressão também sobre as Forças Armadas. Então essa votação da PEC 300 é uma questão que neste momento não se pode admitir", afirmou a ministra, que participou do evento na Câmara de seis anos de fundação do PRB.

Além da PEC 300, a ministra também reforçou que o governo vai pedir o apoio dos líderes da base aliada para adiar a votação da emenda 29, que fixa percentuais mínimos a serem investidos em saúde pela União, estados e municípios. Embora sem acordo, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS,) anunciou que a medida será colocada em votação no próximo dia 28 de setembro.

Na análise da ministra, a votação da emenda 29 não resolveria o problema da saúde no Brasil. Ela reforçou que é preciso que seja dito de onde sairiam os recursos, caso a regulamentação da medida seja aprovada.

"Têm certas votações que não resolvem o problema. [...] se você votar apenas a regulamentação sem discutir de onde virão os recursos para você melhorar a saúde, para que ela seja universal para todos, é quase que você votar para sair na foto e não resolver o problema", disse a ministra.

Nesta terça-feira (30), Ideli deve participar de um almoço com os partidos da base aliada para pedir que as duas medidas não sejam votadas. Depois, os temas serão discutidos na reunião de líderes convocada pelo presidente da Câmara, Marco Maia.

Retirada
Ainda na Câmara, o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que vai tentar convencer os líderes da base aliada a retirarem da pauta a votação a emenda 29. O recado será dado nesta terça-feira em um almoço que vai reunir os líderes.

A previsão era que a regulamentação fosse votada no próximo dia 28 de setembro, conforme cronograma feito pelo presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS).

"Temos um mês para convencer os líderes a não votar a medida. Precisamos de uma fonte de financiamento que ainda não temos", afirmou o líder.

O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), que chegou a ser um dos defensores da votação da emenda 29, afirmou que a presidente Dilma Rousseff fez um “forte apelo” para que a emenda 29 fosse mais discutida antes da votação.

Pelo Twitter, Alves afirmou que o assunto será o principal tratado na reunião de líderes marcada para esta terça."Ela [Dilma] fez um apelo para que a discussão dos dois temas seja feita mais adiante", disse o deputado.

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Votações da Emenda 29 e PEC 300 ficam indefinidas após anúncio de corte de gastos



Aumento de superavit primário deve adiar decisão sobre projetos que impactam o Orçamento. Oposição ameaça obstruir pauta do Plenário caso Emenda 29 não seja votada. 

Vaccarezza: presidente Dilme pediu apoio do Congresso para enfrentar crise econômica.O anúncio de que o governo vai cortar gastos e aumentar em R$ 10 bilhões a economia para pagar juros da dívida pública, o chamado superavit primário, vai repercutir nas votações do Plenário. O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que não devem ser votadas neste ano propostas como a regulamentação da Emenda 29 (PLP 306/08), que garante mais recursos para a Saúde, e a criação de piso salarial para policiais e bombeiros (PECs 300/08 e 446/09). A oposição já ameaça obstruir os trabalhos. 

Vaccarezza citou a presidente Dilma Rousseff, que, em reunião do conselho político nesta segunda-feira (29), pediu apoio aos partidos para que não criem despesas que não tenham fontes de receita. O objetivo, segundo o governo, é proteger a economia do País da crise internacional. 

"A presidente Dilma pediu ao Congresso Nacional contribuição nessa caminhada do Brasil para enfrentar a crise. Nesse processo, ao aumentar o superavit, você não terá comprometimento de investimentos, mas não poderão ser criados gastos excedentes sem definir a fonte (para pagamento) desses gastos", disse o líder. 

Emenda 29


Para o líder do PSDB, deputado Duarte Nogueira (SP), a aprovação da Emenda 29 não vai comprometer Orçamento. “O próprio excesso de arrecadação vai permitir aumentar o superavit primário sem se descuidar da saúde”, disse. “O que o governo quer é fugir de qualquer compromisso que não seja aquele já estabelecido com as suas próprias ações. Isso reforça que a saúde não é prioridade do governo do PT." 

Líder do PPS, o deputado Rubens Bueno (PR) criticou mais uma tentativa de adiar a regulamentação da emenda e admitiu a possibilidade de reagir com a obstrução da pauta de votações. “Não podemos deixar o governo da forma como está, imaginando que o País vai suportar mais uma desculpa”, disse. 

A obstrução também é defendida pelo líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), caso a votação da emenda não seja acertada na reunião de líderes desta terça-feira (30). "Se não houver garantia da votação da Emenda 29 ainda em setembro, tenha certeza de que nós não vamos votar nada." 

CUT 
A decisão do governo de evitar novas despesas também foi criticada pelo presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique. "Pra quem quer manter as políticas públicas e as políticas sociais, precisa ter Estado. Pra ter papel do Estado, é preciso ter funcionário, reajuste salarial, trabalhadores sendo pagos e seus salários reajustados", disse. 

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