quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Delegado do Rio que relatou furto em gabinete é exonerado de cargo




Decisão foi publicada no Diário Oficial de segunda-feira (29).
Márcio Franco já tinha sido afastado do cargo em julho.


Do G1 RJ

O delegado Márcio Franco foi exonerado do cargo
de diretor do Departamento Geral de Polícia
Especializada (Foto: Reprodução TV Globo)

O delegado Márcio Franco, que em julho disse ter tido R$ 5 mil furtados do gabinete, foi exonerado do cargo de diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), de acordo com o Diário Oficial de segunda-feira (29).

O delegado inicialmente declarou que R$ 15 mil teriam sido furtados no dia 14 de julho. Dias depois, mudou o registro para R$ 5 mil, e o caso só foi divulgado à imprensa no dia 19 de julho.

Procurada pelo G1, a assessoria da Polícia Civil informou que a exoneração ocorreu após o afastamento do delegado e depois da abertura de sindicância para apurar o sumiço do dinheiro. A exoneração do cargo é retroativa a 22 de julho, um dia após a chefe da Polícia Civil, Martha Rocha, ter determinado à Corregedoria Interna da polícia (Coinpol) que fosse feita a sindicância administrativa disciplinar.

Logo após o caso, Franco havia dito ter pedido afastamento do cargo para garantir a lisura das investigações, mas no Boletim Interno da polícia foi publicado que ele havia entrado de férias. Em seguida, no entanto, a Polícia Civil decidiu afastar o delegado Márcio Franco do cargo.

Segundo o D.O. de segunda, no lugar de Márcio Franco assume o delegado Maurício Luciano de Almeida e Silva.

Caso
Na época, Márcio Franco também havia afirmado que, se fosse preciso, continuaria a guardar qualquer quantia em sua sala. Apesar da própria corporação admitir falhas na segurança do prédio, Franco classificou o furto do dinheiro como um fato “isolado”.

Já a Polícia Civil chegou a admitir, por meio de nota enviada na ocasião, que há fragilidade na segurança do prédio.

O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, chegou a dizer na ocasião que "o delegado tem que explicar. É uma ação de ofício; ele tem que se explicar. E a Corregedoria tem que estar apta a saber balizar isso no sentido de não cometer nenhuma injustiça, mas também não deixar nada que não tenha uma explicação plausível para a sociedade".

Investigação
Na época, Márcio Franco explicou que além dele, o setor de limpeza também tinha uma cópia da chave de seu gabinete. Segundo o delegado, os faxineiros costumavam limpar sua sala antes do início de seu expediente. Após o furto, ele pediu à polícia que retirasse as cópias das chaves do setor de faxina e solicitou que a limpeza de sua sala fosse feita no horário em que estivesse trabalhando.

O delegado que está na Polícia Civil há 25 anos disse na ocasião que já foi furtado outras vezes. No entanto, no prédio da chefia de polícia foi a primeira vez.

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