segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Conflito entre universitários e policiais na USP mostra bem a ‘cara’ da hipocrisia brasileira




ParaibaemQAP

Para muitos, ser policial não é ser trabalhador. Mas na hora que “o bicho pega”, os conceitos mudam que é uma beleza...

Foto: Folha Online

Estudantes da USP, uma das maiores universidades do Brasil, estão dando uma contribuição enorme para a comprovação de uma conhecida frase: “Polícia longe faz falta; perto, incomoda”.

O país inteiro acompanha, pela imprensa, a baderna que muitos alunos estão fazendo naquela universidade, tudo porque a Polícia Militar aplicou a lei, ao prender alguns deles fumando maconha dentro da unidade acadêmica.

A ‘turma da fumaça’ reagiu e quer inclusive cancelar o convênio firmado entre USP e a PM, que possibilitou a polícia ficar mais presente na universidade, principalmente depois que um aluno foi assassinado em Maio deste ano, dentro do Campus.

A PM atendeu ao pedido de estar mais perto, mas não sabia que era para fazer vistas grossas a estudantes que fumassem maconha ou traficassem a droga dentro do estabelecimento. Alguém se lembra do filme Tropa de Elite?... Pois é.

Agora, os fumaceiros estão acampados na universidade e dizem que só saem quando o convênio com a PM for desfeito (assim, eles podem fumar maconha à vontade, não é mesmo?).

Longe ou perto?

O cartaz na foto deixa bem claro qual é a visão que grande parte da classe média brasileira acha da polícia. “Os policiais não são trabalhadores. São o braço armado dos exploradores.”

Concordamos em parte. Mas nenhum “cidadão de bem” quer perder um relógio ou um celular para um adolescente vítima do regime de exploração capitalista. E na hora de um assalto, qualquer um – independente de classe social – não clama por um filósofo ou sociólogo. Chama é a polícia.

Está mudando...

Em um telejornal brasileiro, ficamos surpreendidos com a defesa que a jornalista apresentadora fez da Polícia Militar. “A lei é para todos, e a Polícia Militar estava apenas cumprindo o seu dever!”, disparou a jornalista.

Até o governador Geraldo Alckmin esqueceu aquela história de que defender estudantes a todo custo é melhor do que ser justo com policiais. "Ninguém tolera nenhum excesso. Agora, não tem nenhum estudante ferido e nós tivemos policial ferido e várias viaturas danificadas. A lei é para todos, ninguém está acima da lei", afirmou.

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