quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Policiais Civis aderiram à greve, decisão tomada na assembleia geral realizada pelo Sinpol




Os membros da Associação de Polícia Técnico-Científica do Maranhão (Apotec-MA) aderiram à greve da Polícia Civil, seguindo a decisão da assembléia geral realizada pelo Sinpol/MA. O presidente da Apotec-Ma, Lúcio Flavo Cavalcante, informou que a decisão tomada na assembléia dos peritos na manhã do dia 28, determinou a paralisação das atividades e acompanhamento do movimento do Sinpol.

A greve seria iniciada hoje, dois dias após à realização da reunião dos peritos, contudo, como os policiais civis decidiram na noite do mesmo dia pela paralisação imediata, os peritos resolveram se unir ao movimento junto com os demais policiais.

Durante a paralisação, os profissionais estão realizando perícias apenas em casos de morte violenta, acidentes com vítima fatal, casos flagrantes, casos de repercussão e casos envolvendo crianças, adolescentes e idosos. 

Em paralelo, representantes da cúpula da Polícia Civil do Estado do Maranhão divulgaram, na tarde de ontem, nota pública onde destacam a disposição da Delegacia Geral em dialogar com os policiais civis que deflagraram greve na noite do dia 28. Contudo, o documento expedido através da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) afirma que não houve comunicado oficial do movimento paredista até agora e que não há registros, na SSP ou Delegacia Geral, de reivindicações formalizadas que não tenham sido atendidas. 

De acordo com a nota, a reivindicação do Sindicato dos Policiais Civis do Maranhão (Sinpol) sobre a incorporação de subsídios, por conta das horas extras que os profissionais vinham recebendo fora da base remuneratória, já foi aprovada pela Assembléia Legislativa (AL) para ser efetivada a partir de 2012. As solicitações pendentes seriam apreciadas através da criação de uma comissão com membros das entidades classistas e da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), incluindo, o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCR).

O documento ressalta que a manifestação dos policiais civis será tratada "à luz das legislações aplicáveis à situação" e que todas as unidades de Polícia Judiciária deverão funcionar normalmente ou "caso haja recebimento formal da comunicação das entidades classistas" que seja mantido o percentual de 30% do efetivo conforme determina a lei. A nota é assinada pela delegada Geral, Maria Cristina Resende; pelo subdelegado Geral, Marcos Affonso Júnior; pelo superintendente de Polícia Civil do Interior, Jair Paiva Júnior; e pelo superintendente de Polícia Civil da Capital, Sebastião Uchôa.

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