sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Caso Adriano: PM ainda deve explicação




Polícia investiga se subtenente foi negligente com arma que feriu jovem na BMW do jogador

POR GABRIELA MOREIRA / O DIA ONLINE


Rio - O subtenente reformado da Polícia Militar Júlio César Barros de Oliveira, dono da pistola calibre ponto 40, que estava na BMW do jogador Adriano, é o único que ainda deve explicações à polícia e corre o risco de ser responsabilizado pelo tiro disparado dentro do veículo.

A Corregedoria da Polícia Militar instaurou uma sindicância para apurar se o subtenente, que é apontado como segurança do jogador, foi imprudente ao guardar a pistola.
O tenente reformado da PM Júlio Cesar Barros, dono da arma, chegando para participar de acareação | Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia

“Nossa investigação é no sentido de averiguar se a arma chegou às mãos da pessoa que atirou por uma imprudência do responsável ou se, eventualmente, ele a entregou para o autor do disparo”, explicou o corregedor da PM, coronel Waldyr Soares Filho.
Adriene chega à delegacia para participar de acareação | Foto: Reprodução GloboNews

Se for comprovado que Júlio César foi imprudente, ele sofrerá sanções disciplinares por parte da PM.

Já na Polícia Civil, o delegado vai reler os depoimentos prestados para saber exatamente onde o policial reformado guardou a pistola.

“Ele disse que deixou a arma no chão, embaixo do banco do motorista. Já o Adriano disse que lembra ter visto a arma pela última vez entre o console do carro e o banco do motorista.

Ontem, a estudante que confessou ter atirado em sua própria mão, Adriene Cyrillo, era aguardada na delegacia apenas para pegar a sandália que esquecera no dia anterior. Ainda se recuperando da cirurgia, em que teve um osso retirado do ilíaco para reconstruir o dedo que foi atingido pelo disparo, a estudante teve de sair da delegacia carregada por policiais.

Anteontem, depois de acareação com as demais testemunhas, entre elas Adriano, a jovem refez a versão sobre o ocorrido. Ela havia dito que o autor do tiro era o jogador, mas confessou ter efetuado o disparo.

Amiga entregou vestido

A auxiliar administrativa Viviane Fraga, que estava sentada ao lado de Adriene, sua amiga, esteve ontem na delegacia para entregar o vestido que usava no dia do episódio.

O pedido foi feito durante a acareação, anteontem, quando a estudante ainda não havia confessado.
Adriano chegou à delegacia nesta quinta-feira sem falar com a imprensa 
 Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia

A intenção era periciar o vestido para verificar se havia vestígios de pólvora. “Ela estava ao lado da Adriene e havia a dúvida de onde o tiro havia sido disparado no banco traseiro, mas diante da confissão e das demais provas técnicas, não vou enviar para perícia”, disse Fernando Reis.

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