sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Ceará: Guardas municipais e agentes de trânsito aderem à paralisação dos policiais e bombeiros militares




Guardas municipais e os agentes de trânsito aderiram, na noite desta quinta-feira (29), à paralisação dos policiais e bombeiros militares.

De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Fortaleza (Sindifort), Eriston Ferreira, os servidores não têm condições de trabalhar sem a presença de PMs. “Trabalhar em um réveillon que vai contar com a presença de mais de um milhão e meio de pessoas, sem o apoio da polícia, é um risco muito grande”, confessou.

Comando da Polícia Militar desconhece greve

O relações públicas da Polícia Militar, tenente-coronel Albano informou ao Jangadeiro Online que o efetivo da festa de ano novo está garantido e que não existe greve. “Se for detectada a participação de algum policial militar na manifestação, ele será responsabilizado criminalmente e disciplinarmente”. Segundo ele, o réveillon não vai “sofrer nenhum problema” e as viaturas vão trabalhar normalmente.

Os policiais e bombeiros militares decidiram, nesta quinta-feira (29), durante assembleia realizada no Ginásio Poliesportivo da Parangaba, em Fortaleza, entrar em greve por tempo indeterminado. Os manifestantes estão acampados no Ginásio aguardando negociações com o governo.

Dessa forma, a categoria paralisa as atividades às vésperas do Réveillon. O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Werisleik Pontes, disse em diversas entrevistas que o movimento é ilegal e que a greve não pode ser decretada.

Reivindicações

Os policiais e bombeiros reclamam da falta de efetivo para fazer a segurança em todo o Estado. Segundo Pedro Queiroz, presidente da Associação dos Praças da Polícia Militar e dos Bombeiros Militares do Ceará (Aspramece), são mais de 14 mil policiais na folha, mas aproximadamente 7.400 estariam licenciados. O ideal, conforme a Associação, seriam 33.700 policiais; os dados seriam da ONU.

A categoria reivindica anistia dos policiais militares que estão respondendo processo administrativo. Os mesmos, foram transferidos de cargo após protestos contra o governo. Os policiais pedem ainda promoção e assistência médica. A reivindicação principal, no entanto, é por melhores condições de trabalho, especialmente reajuste de salários.


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