terça-feira, 31 de janeiro de 2012

PF prende presidente de empresa de empréstimos e dois gerentes da Caixa em MG




Grupo é suspeito cometer crimes financeiros contra a administração pública em MG e outros 22 estados

Fernanda Penna Borges - Estado de Minas


A Polícia Federal (PF) desmantelou nesta terça-feira uma organização criminosa que cometia crimes financeiros contra a administração pública, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro em Minas Gerais e outros 22 estados. Sete pessoas foram presas em Belo Horizonte e em Lagoa Santa, entre elas o presidente e dois diretores da empresa Filadelphia Empréstimos Consignados e dois gerentes da Caixa Econômica Federal em Lagoa Santa, na Grande Belo Horizonte. Segundo a PF, a maior parte dos clientes da empresa é de militares da Aeronáutica, já que um dos responsáveis pelo esquema era um sargento reformado da corporação, o que facilitava os contatos. 

O grupo agia em Minas Gerais e em outros 22 estados desde 2006, quando a empresa de empréstimos consignados iniciou as atividades. A matriz funcionava em Lagoa Santa, mas as fraudes ocorriam em todas as unidades espalhadas pelo país. A estimativa inicial é de que o grupo tenha causado prejuízo de R$ 10 milhões. 

De acordo com a PF, foram coletados vários indícios de que a organização criminosa investigada estaria captando recursos de terceiros e os remunerando com valores acima dos praticados pelo mercado, emprestando dinheiro a juros e operando no ramo de seguros automotivos sem autorização do Banco Central do Brasil, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).

Também foram apurados a contratação de financiamentos irregulares, mediante fraudes e pagamento de vantagens indevidas, em detrimento do patrimônio da Caixa Econômica Federal e de outras instituições financeiras privadas, além de outros crimes como sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.


A operação

Ao todo, os policiais cumpriram 86 mandados em Belo Horizonte e Lagoa Santa, sendo oito de prisão temporária, dezoito de busca e apreensão, vinte mandados de arresto de bens imóveis, quarenta mandados de arresto de veículos, bloqueio de contas bancárias. 

Vários carros e farta documentação foram recolhidos durante a ação. Um caminhão teve que ser enviado para transportar o grande volume de material apreendido. 

Segundo a PF, os investigados responderão por estelionato, formação de quadrilha, falsidade documental, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, e outros crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. As penas, somadas, podem chegar a até 90 anos de prisão. 

Colaborou Pedro Rocha Franco

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