terça-feira, 31 de janeiro de 2012

PMs decidem por greve na Bahia, diz associação




Assembleia foi realizada na tarde desta terça-feira (31), em Salvador.
Grupo de manifestante invadiu a Assembleia Legislativa, no CAB.


Representantes sindicais da Polícia Militar da Bahia decidiram decretar início de greve após assembleia realizada na tarde desta terça-feira (31), no Ginásio dos Bancários, localizado nos Aflitos, em Salvador. Por volta das 19h, um grupo de policiais manifestantes ocupou a Assembleia Legislativa, no Centro Administrativo da Bahia. O presidente da Casa, Marcelo Nilo, anunciou que se dirige ao local para administrar a situação.

A assessoria da PM-BA diz que a corporação trabalha normalmente. A Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) informou que não tem conhecimento oficial da decisão, mas que uma reunião entre o comando da PM e o secretário Maurício Barbosa está marcada para esta noite.

De acordo com o sargento Fabio Britto, diretor jurídico da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), 10 mil policiais participaram da assembleia e votaram a favor da greve. Dirigentes sindicalistas pretendem negociar com o vice-governador Otto Alencar, já que Jaques Wagner está em Cuba com a presidente Dilma Rousseff. "Só sairemos de lá [CAB] após conversa com o vice governador. Se não, iremos morar no CAB. Infelizmente Salvador vai ficar à mercê. Já liguei para os meus familiares não saírem de casa. A adesão é total. População está à deriva mesmo", disse ao G1.

De acordo com ele, a reivindicação exige o cumprimento do pagamento da Gratificação por Atividade de Polícia (GAP) IV e V, que iriam compor a remuneração dos policiais, chamada de soldo, além de regulamentação do pagamento de auxílio acidente, periculosidade e insalubridade.

Atualmente, explica o sargento, eles ganham o salário base, equivalente ao preço do mínimo, e a GAP III, que somam mensalmente cerca de R$ 2.300 ao salário bruto. "Também pedimos o cumprimento das leis 12.505 e da 12.191, sancionada por Dilma e Lula, respectivamente, que falam sobre a anistia aos policiais punidos que lutaram por melhorias salariais entre 1997 e 2001 e que não estão sendo cumpridas pelo governo do estado", comenta.

Uma agente de polícia, que prefere não se identificar, diz que espera o aval do sindicato para acatar a mobilização. "O governador sabia da assembleia, mas foi para Cuba, sinal de que não se importa em ter a cidade vazia", afirma.

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