terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

RJ - Por melhores salários e fim de “supletivo”, professores da rede estadual fazem paralisação nesta terça-feira




Educadores param por 24 horas e organizam manifestação na Alerj


Professores e demais funcionários públicos das escolas estaduais do Rio de Janeiro irão “cruzar os braços” por 24 horas nesta terça-feira (27). A categoria exige reajuste salarial de 36%, incorporação imediata do Programa Nova Escola e o fim do Projeto Autonomia, que cria supletivos e acelera a formação de alunos.

De acordo com projeto de lei aprovado na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) em 2009, a projeção é de que a gratificação Nova Escola seja paga em parcelas, com fim previsto para outubro de 2015. Os educadores lutam para que o processo seja antecipado para 2012.

O Projeto Autonomia, colocado em prática pelo governo do Estado em janeiro passado, é alvo primordial dos manifestantes. Segundo Vera Nepomuceno, coordenadora do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação), muitos professores com mais de dez anos de “estrada” ficaram sem função.

- Vários professores foram colocados como excedente e estão parados, por mais que tivessem dez anos de carreira. Isso porque o governo hoje trabalha um projeto que, em vez de usar um educador para cada disciplina, usa um polivalente para todas. As aulas são baseadas em apostilas e vídeos superficiais, até porque uma única pessoas ensina todas as disciplinas.

Os “supletivos” do estado funcionam como os da rede privada. Um semestre de estudos equivale a um ano. Em geral, participam do programa alunos que estão com o currículo excessivamente atrasado.

Segundo Vera, porém, a tática do estado é diretamente ligada ao objetivo do governador Sérgio Cabral de colocar o Rio de Janeiro entre o cinco primeiros colocados no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) até 2015. No último levantamento do índice, datado de 2009, o Estado ficou em penúltimo, à frente apenas do Piauí.

- O governo em vez de trazer soluções quer cobrir o sol com a peneira, só quer limpar a escola. Ou seja, tirar os maus alunos e ficar apenas com os bons. Querem melhorar o índice com uma maquiagem. Os alunos terão diploma mas não estarão preparados, não serão absorvidos pelo mercado de trabalho.

Durante a paralisação deste terça-feira, a categoria realizará uma assembleia geral às 11h no auditório da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), no centro do Rio. À tarde, os manifestante irão organizar um ato público nas escadarias da Alerj. Lideranças do movimento informaram que uma nova paralisação deve ocorrer no dia 14 de março.

Além das reivindicações consideradas básicas, a classe luta também pelo fim do sistema de meritocracia. De acordo com o Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação), o governo do Estado vem “apontando para bonificações e gratificações que ignoram os aposentados e destroem a autonomia pedagógica”.

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