segunda-feira, 26 de março de 2012

Criminalidade aumenta lucro de firma de segurança




Setor projeta crescimento médio de 10% em 2012, devido a novos clientes, incluindo busca por escolta armada

Bruno Carvalho - Do Hoje em Dia 

CARLOS RHIENCK
Videomonitoramento deixou de ser “luxo” e agora é contratado até por escolas

Episódios frequentes de violência fazem aumentar a demanda por serviços de segurança privada em Belo Horizonte. Em algumas empresas especializadas em vigilância e proteção patrimonial, a procura já é 50% maior em 2012 do que no ano passado. Antes, os clientes eram grandes empresas e bancos, mas o perfil da freguesia vem mudando e firmas de pequeno e médio portes também passaram a contratar os serviços.

De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Segurança e Vigilância do Estado de Minas Gerais (Sindesp-MG), Edson Pinto Neto, a partir de 2009 houve uma corrida para a aquisição de alarmes, cercas e câmeras de monitoramento. Agora, porém, as empresas estariam percebendo que só esses equipamentos não seriam suficientes para impedir a ação dos ladrões.

“A criminalidade aumentou por todos os lados e, hoje, quem tem um negócio já notou a necessidade da presença de guardas armados”, afirma Edson Neto. Ele diz que, além das pequenas e médias empresas, setores que trabalham com grandes quantias de dinheiro, centros comerciais, condomínios residenciais e até escolas se tornaram clientes. O segmento estima um crescimento médio de 10% em Minas em 2012, mas alguns prestadores de serviço têm projeções ainda maiores.

Na Otimiza, o gerente operacional Vanderson Carvalho diz que a demanda está 50% maior neste início de ano. “O alto índice de assaltos a empresas, principalmente aquelas que têm caixas eletrônicos, preocupa os donos. Nas escolas, o reforço é consequência das exigências dos pais”.

Assaltos nas estradas também forçaram uma mudança de comportamento. “Transportadoras estão contratando os serviços por conta dos roubos de carga. Empresas de turismo que fazem excursões de passageiros para compras em outros estados também”, afirma o proprietário da Guardseg, Carlos Magno Abranches, que estima um faturamento 20% maior neste ano, muito em consequência dos serviços de escolta.

No interior, a sensação de insegurança chegou aos empresários do agronegócio. Os alvos dos bandidos incluem equipamentos de ordenha mecânica, defensivos agrícolas, insumos, gado e até eletroeletrônicos das fazendas.

Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Roberto Simões, o cenário faz com que milhões de reais estejam sendo investidos pelos fazendeiros em cercas elétricas, alarmes, equipamentos de monitoramento e ronda.

“Eles estão contratando vigilância armada. Há casos de pessoas que, quando vão passar o fim de semana de lazer no sítio, não abrem mão de serem acompanhados por um segurança durante esse período”, afirma o presidente do Sindicato das Empresas de Segurança e Vigilância de Minas, Edson Neto

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