terça-feira, 27 de março de 2012

Educador infantil para Belo Horizonte pelo piso salarial




Categoria reivindica salário nacional para professor, de R$ 1.541para até 40 horas semanais, e greve chega ao 13º dia

Pedro Rotterdan - Do Hoje em Dia 

CARLOS RHIENCK
Umeis fechadas prejudicam os pais que precisam deixar os filhos pequenos para ir trabalhar

A greve dos professores da rede municipal de ensino de Belo Horizonte chega na terça-feira (27) ao 13° dia. Nesta segunda-feira (26), a categoria fez manifestação em três pontos da capital pedindo o pagamento do piso nacional, de R$ 1.541 para uma jornada de até 40 horas semanais, para os profissionais das Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis). 

O movimento aconteceu no cruzamento das avenidas do Contorno com Amazonas, na região Centro-Sul de BH, e nas avenidas Antônio Carlos, em frente ao IAPI, na Lagoinha, e Cristiano Machado, na região Leste. Segundo a BHTrans, o trânsito ficou lento nos locais, devido à manifestação. Houve entrega de panfletos à população. 

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública de Belo Horizonte (Sindi-rede) exige que os professores das Umeis recebam o valor fixado na Lei do Piso Nacional ou tenham o salário equiparado ao dos educadores municipais do ensino médio, que recebem R$ 1.676. Atualmente, os profissionais ganham R$1.030,35 para uma jornada de 22 horas e meia por semana.

A Secretaria Municipal de Educação afirma que os educadores infantis não precisam de curso superior e que, por isso, não haveria possibilidade de equiparação salarial. Além disso, segundo a assessoria da pasta, uma lei que tramita na Câmara Municipal prevê apenas a mudança de nome de “Educador Infantil” para “Professor Infantil”, o que não daria aos profissionais o direito de aumento salarial.

Enquanto a negociação não chega ao fim, a consultora comercial Adilene Caldeira Lopes tenta se desdobrar para tomar conta dos filhos, que estão matriculados em uma Umei. “Já tive até que faltar ao trabalho. A babá deles só trabalha meio horário. Por dois dias, fiquei sem almoçar para levar meus filhos para casa, porque houve aula apenas de manhã. Está uma bagunça”, diz. 

A manifestação dos professores, nesta segunda-feira, levou a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL-BH) a enviar um ofício ao Ministério Público Estadual, à Polícia Militar e à BHTrans solicitando “intervenções” no sentido de minimizar o impacto da paralisação no comércio. 

“Solicitamos dos órgãos competentes a organização e a ordenação do movimento de greve, evitando assim prejuízo para lojistas, consumidores e toda a sociedade”, afirmou o vice-presidente de relações institucionais da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva. 

O dirigente diz que a greve é um direito de todo trabalhador, mas que não é “aceitável” que as consequências dos protestos atinjam terceiros. Segundo ele, ao repercutir no trânsito, por exemplo, as mobilizações podem trazer grandes prejuízos para o setor de comércio e serviços, por impedir e dificultar a locomoção dos consumidores e até dos empregados para acesso e saída das lojas.

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