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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Juiz manda reintegrar PMs no RJ.

Juiz manda reintegrar PMs expulsos na corporação

Dicler de Mello e Souza

Volta Redonda

O juiz da 1ª Vara Cível de Volta Redonda, Flávio Pimentel, concedeu na tarde hoje (31), uma liminar suspendendo os efeitos da exclusão de três dos 11 policiais militares que foram expulsos pela corporação no dia 20 de março. O comandante geral da PM, Erir Ribeiro, entendeu que eles participaram de um movimento grevista durante a paralisação da categoria deflagrada no dia 10 de fevereiro desde ano.

Foram beneficiados com a decisão judicial, os soldados Leandro Azevedo Magalhães, Carlos Albertro Campos e Marcos Vinícius da Cruz. A advogada dos três policiais, Daniela Côrrea Grégio Leite, disse que entrou com um mandado de segurança, na Justiça, para que seus clientes expulsos fossem reintegrados na corporação.

- O Estado poderá recorrer da decisão judicial. Os advogados dos outros 8 policiais militares expulsos podem entrar na Justiça, solicitando a extensão do mesmo benefício que foi concedido aos meus clientes - disse Daniela.

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Polícia afasta seis PMs da Rota após denúncia de execução de suspeito


Três integrantes de uma das equipes da Rota já estavam detidos.
Afastamento é parte da investigação sobre morte de seis pessoas em ação.

Do G1 SP

A Polícia Militar informou nesta quinta-feira (31) ter afastado seis integrantes das Rondas Ostensivas Tobias Aguar (Rota). Os policiais participaram de operação na noite de segunda-feira (28) na qual seis suspeitos de participar de uma quadrilha foram mortos. A polícia investiga denúncia feita por uma testemunha de que uma das vítimas foi executada.

Além dos seis afastados, três policiais permanecem presos: são um sargento e dois soldados suspeitos do crime. Tanto as prisões quanto os afastamentos ocorreram na terça-feira (29).

Os seis policiais que tiveram o afastamento divulgado dois dias após o começo das investigações são ouvidos nesta tarde na Corregedoria da Polícia Militar. Segundo a PM, eles não são considerados presos nem detidos, estão apenas à disposição da corporação para mais esclarecimentos sobre a operação.

Na terça, o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Jorge Carlos Carrasco, disse ter indícios de que um dos seis mortos teria sido executado. O confronto entre policiais e suspeitos de pertencerem a uma quadrilha que atua a partir dos presidios ocorreu em um bar da Penha na noite de segunda-feira (28). A ação ocorreu após denúncia anônima e envolveu seis equipes da Rota.

Ao fim da operação, os policiais apresentaram o relato de que seis pessoas morreram no estacionamento do bar em troca de tiros, cinco pessoas fugiram e três foram detidas (duas mulheres e um homem). Entretanto, segundo versão investigada a partir de denúncia de uma testemunha, uma das seis vítimas teria sido presa, retirada da região com vida e executada nas proximidades da Rodovia Ayrton Senna.

A promotora Luciana Frugiuele, do Grupo de Controle Externo de Atividade Policial do Ministério Público, acompanhou o depoimento dos policiais e disse que os três negaram a execução, apesar de o carro que utilizavam ter sido flagrado pelas câmeras da concessionária trafegando pela estrada. “Eles negaram que tenham executado o rapaz. Eles admitiram que passaram pela rodovia, e que pararam o carro porque um dos policiais estava com câimbra”, diz. A promotora teve acesso a fotos da vítima e relatou que o homem foi atingido por vários tiros no tórax.

Ação legítima
O diretor do DHPP afirmou que toda a ação da Rota no episódio "foi legítima". "Houve perseguição e troca de tiros em diversos lugares e não apenas no estacionamento do bar. E houve uma reação com a chegada da polícia", declarou.

O coronel Salvador Madia, comandante da Rota, falou durante a entrevista em "conduta fora do padrão, um desvio de conduta", por parte dos seus comandados na ação. "Há indícios que estão sendo investigados pelo DHPP. O inquérito está sob sigilo", completou.

O coronel Rui Conegundes de Souza, corregedor da Polícia Militar, disse, por sua vez, que foi uma testemunha que entrou em contato com a sala de comunicação da corporação, o Copom, para avisar que um homem estava sendo agredido por policiais militares.

"Após as primeiras investigações, concluímos que a equipe fez parte inicialmente da ação da Rota no bar na Penha. Deliberamos, então, pela prisão em flagrante destes policiais militares, que vão responder a um inquérito policial-militar (IPM) e inquérito criminal", disse Souza.

Sobre a ação da Rota que resultou na morte de seis suspeitos, a promotora Luciana Frugiuele afirmou que em casos como este é preciso melhorar muito a atuação da polícia e se mostrou preocupada com o aumento deste tipo de ocorrência envolvendo policiais militares. “Sempre que ocorre um fato como este é porque passaram do limite”, disse.

Cronologia
De acordo com o coronel Madia, a Rota recebeu uma denúncia anônima referente a uma reunião de integrantes de uma facção criminosa. O grupo, segundo a PM, iria organizar o resgate de um chefe do tráfico de drogas que está preso do Centro de Detenção Provisória (CDP) do Belém e que seria transferido para o presídio de Presidente Venceslau, no interior do estado.

O encontro seria no estacionamento de um bar na Penha, na Rua Osvaldo Sobreira. De acordo com Madia, ao chegarem ao local, os suspeitos reagiram à voz de prisão. Três foram presos, cinco fugiram e seis foram mortos na ação. Com o grupo suspeito, a PM apreendeu três carros, quatro coletes à prova de balas, sete tijolos de maconha e outros seis tijolos de cocaína, R$ 3 mil em dinheiro e oito armas.

O comandante da Rota negou que a PM tenha tomado conhecimento da reunião dos suspeitos por meio de grampo (escuta ilegal). "Não existe esse tipo de coisa (grampo), se não for com base na legalidade", ressaltou. Quanto ao número de mortos resultante do confronto, destacou: "Eu acredito em treinamento e capacitação".

A testemunha
O corregedor da PM, por sua vez, relatou que o Copom recebeu uma ligação de uma mulher que tinha sido avisada pelo filho de que uma pessoa estava sendo agredida por policiais militares em um local próximo à Rodovia Ayrton Senna, cerca de seis quilômetros distante da ação inicial da Rota.

"Ela deu informações que PMs estavam com um civil, o mesmo que posteriormente entrou em óbito. Em princípio, esta equipe está junto na ação do Tiquatira (onde está localizado o bar da ação inicial)", disse Souza.

De dentro de casa, ela passou a observar a atitude dos policiais. "Ela descreveu as agressões e que ouviu disparos. Não estamos dizendo o local, porque a testemunha está sob proteção", explicou o corregedor.

Investigações na Polícia Civil
Desde o ano passado, após uma outra testemunha ter ligado para o Copom para falar sobre policiais militares que executavam um suspeito dentro de um cemitério na capital paulista, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) determinou que ações policiais que resultassem em resistência à prisão seguidas de morte fossem investigadas pelo DHPP e não somente pela Corregedoria da PM.

De acordo com Carrasco, ao menos 35% dos inquéritos que investigaram mortes de civis em confronto com policiais foram concluídos neste período, mas ele evitou dar mais detalhes.
Armas e drogas que teriam sido apreendidas com suspeitos 
(Foto: Marcelo Mora/G1)

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Governadores reagem a convocações e quebras de sigilo


Agnelo Queiroz e Marconi Perillo foram convocados a depor na CPMI do Cachoeira, mas o gernador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral foi poupado

Agência Brasil - Hoje em Dia

FABIO RODRIGUES POZZEBOM / ABR / 29/05/2012

Presidente e relator da Comissão, Vital do Rêgo e Odair Cunha, durante reunião da CPMI do Cachoeira

BRASÍLIA - O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, disse nesta quarta-feira (30) que respeita a decisão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira de convocá-lo para depor, mas a considera “injusta”.

Agnelo teve a convocação aprovada nesta quarta-feira para falar das denúncias sobre suas relações com a quadrilha do empresário goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de explorar jogos ilegais. Gravações da Polícia Federal flagraram o então chefe de gabinete do governador, Cláudio Monteiro, em conversa com membros da organização criminosa sobre o pagamento de propina a agentes públicos. As conversas gravadas também dão a entender que Agnelo tinha conhecimento do esquema. Logo que as denúncias foram veiculadas na imprensa, Monteiro pediu afastamento do cargo.

“Respeito o trabalho da CPMI, mas a convocação é absolutamente injusta, porque as gravações da Polícia Federal mostram que esse grupo criminoso tentou me derrubar porque eu era um empecilho para a atuação deles aqui no Distrito Federal”, disse Agnelo em rápida declaração à imprensa. O governador não quis responder a perguntas dos jornalistas.

Também convocado pela CPMI para dar explicações sobre suas relações com Carlos Cachoeira, o governador goiano, Marconi Perillo, não quis comentar a decisão da comissão. Sua assessoria de imprensa informou que o governador recebeu a notícia com tranquilidade, uma vez que ele foi ao Senado na terça-feira (29) e entregou uma carta ao presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), na qual se coloca à disposição da CPMI para dar esclarecimentos aos parlamentares.
“Estive com ele [Carlinhos Cachoeira] pouquíssimas vezes, em encontros absolutamente fortuitos. Não tive jamais qualquer tipo de relacionamento com ele, a não ser uma vez que eu o recebi no palácio e duas ou três poucas vezes que eu o encontrei em eventos festivos ou sociais”, disse o governador goiano na terça-feira.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, não teve a convocação para depor aprovada, mas comentou a decisão da CPMI de quebrar o sigilo da empreiteira Delta. Cabral é amigo de Fernando Cavendish, ex-presidente da construtora. A Delta tem diversos contratos públicos para executar obras no estado do Rio de Janeiro.

A empreiteira é considerada peça-chave no esquema de Carlinhos Cachoeira. De acordo com investigações da Polícia Federal, a quadrilha atuava para fraudar licitações de modo a favorecer a empreiteira e depois usava o dinheiro dos contratos para pagar propina a agentes públicos. Além disso, a Delta é acusada de lavar dinheiro por meio de empresas fantasmas de Carlinhos Cachoeira. A CPMI aprovou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da empresa em todo o país.

"Eu não tenho temor da quebra de sigilo de empresa A, B ou C. Há que se respeitar o governador do Rio pelo trabalho que tem sido feito. Pela forma que trouxemos paz e crescimento econômico. Nosso governo é transparente. Tudo isso é de um desrespeito profundo", disse Cabral em evento nesta quarta-feira no Rio de Janeiro.

A Delta também tem contratos com os governos de Agnelo Queiroz e de Marconi Perillo, e esse foi mais um dos motivos para a convocação dos governadores. A construtora também atua em diversas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.

A CPMI do Cachoeira parte de investigações e escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal para apurar as relações do empresário e da quadrilha comandada por ele com funcionários públicos, governadores e parlamentares, além de empresas. Cachoeira também é acusado de atuar no ramo de jogos ilegais, controlando o jogo do bicho e máquinas caça-níqueis em Goiás. Para isso, ele corrompia servidores públicos como policiais e agentes de governo. O empresário e os demais acusados estão presos.

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TJ-SP afasta juiz presidente do TRE-SP


Fausto Macedo - Hoje em Dia

Por 13 votos contra 12, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decretou nesta quarta o afastamento cautelar do desembargador Alceu Penteado Navarro de suas funções jurisdicionais e da presidência do Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-SP), o maior do País, com um quadro de 30,6 milhões de eleitores. O revés imposto a Navarro é histórico. Jamais o TJ havia determinado a saída de um mandatário máximo da corte eleitoral.

"Vamos ter este ano as eleições municipais, que são a base de todas as outras eleições superiores. Nessas condições não pode recair a mais tênue dúvida sobre os deveres de probidade do presidente do TRE, que deve manter conduta irrepreensível", advertiu o desembargador Ivan Sartori, presidente do TJ, relator nato da investigação sobre o capítulo mais emblemático da toga paulista – o escândalo dos pagamentos milionários concedidos a Navarro e a outros quatro magistrados, entre 2008 e 2010.

Navarro é desembargador de carreira do TJ. Aos 67 anos, 40 dos quais na magistratura paulista, foi indicado pelo próprio Órgão Especial para o TRE, que o escolheu em dezembro para ocupar o cargo de guardião mor do processo eleitoral.

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Dupla tenta assaltar policial militar e é baleada em Betim


Suspeitos tentavam roubar carro da vítima.
Eles serão levados para delegacia assim que receberem alta do hospital.


Dois homens foram baleados por um policial na manhã desta quarta-feira (30) em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a Polícia Militar (PM), a dupla tentou roubar o carro do militar, que foi rendido e colocado no banco de trás do veículo. Como estava armado, o policial reagiu e atirou contra os assaltantes.

De acordo com a PM, um dos suspeitos foi preso na hora. O outro tentou fugir em um carro que acobertava o assalto, mas foi rendido pela polícia ao dar entrada em um hospital da região.

Não há informações sobre o estado de saúde da dupla, que será encaminhada para uma delegacia assim que receber alta.

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Blindagem de Sérgio Cabral enfrenta resistências na CPMI


Agência Estado

A blindagem do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), na CPI do Cachoeira enfrenta resistências internas de deputados que não querem arcar com o desgaste político da operação. O deputado Artur Maia (PMDB-BA) enviou ofício ao líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), cobrando explicações e a confirmação da existência da operação que já produziu os primeiros resultados, evitando a convocação de Cabral.

Maia foi o único que se manifestou, lembrando ao líder ter tomado conhecimento da blindagem pela imprensa e concluindo que, "como o partido não se reúne, fica difícil entender como as coisas funcionam". Ele disse que precisa saber o que de fato o partido pretende porque tem sido cobrado por eleitores seus, na Bahia, a dar explicações sobre o episódio. Para o peemedebista, a obrigação do líder é chamar a bancada e tomar uma posição clara.

A cúpula do PMDB não se preocupou em colocar uma tropa de choque em defesa de Cabral na CPI, mas foi uma questão estratégica e não de abandono do governador fluminense. Um dirigente do partido explica que a intenção foi jogar sobre o PT a responsabilidade de não complicar a vida de Cabral, uma vez que a CPI tinha sido uma "invenção" do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é amigo pessoal do governador peemedebista.

Henrique Eduardo não polemizou com Maia. Disse apenas que não tinha como convocar a bancada para discutir polêmicas lançadas a toda hora pela imprensa, a menos que mantivesse uma convocação permanente, 24 horas no ar. Maia respondeu com ironia. "Manter uma bancada convocada 24 horas não é preciso. A mim bastaria que ele reunisse os liderados por uma hora a cada 24 dias", disse o parlamentar, destacando que a última reunião da qual se recorda deve ter ocorrido há cerca de cinco meses.

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Servidores do Hospital das Clínicas aderem à greve



Os servidores do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) decidiram, em assembleia realizada nesta quarta-feira, aderir à greve dos trabalhadores das instituições federais de ensino. A paralisação terá início na sexta-feira, com redução de 10% do atendimento na unidade.

De acordo com a assessoria do Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino (Sindifes), nesta quinta-feira haverá uma reunião no Hospital das Clínicas para definir a estrutura da greve na unidade. A paralisação precisa ser feita de forma escalonada, de modo a não comprometer o atendimento médico aos pacientes. 

A previsão do Sindifes é que de 30% a 50% do atendimento no hospital seja reduzido nas próximas semanas. Participam do movimento técnicos, enfermeiros e médicos da unidade. Diariamente são realizados pelo menos 3 mil atendimentos no hospital.

Segundo o Sindifes, entre as principais reivindicações dos servidores do hospital estão relacionadas à jornada de trabalho.

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Homem que se passava por juiz é preso no Fórum Lafayette, em BH

Ele cobrava o pagamento antecipado alegando que iria analisar os processos da vítima. O suspeito foi reconhecido por duas pessoas


Um homem de 61 anos foi preso na tarde desta quarta-feira suspeito de se passar por juiz em Belo Horizonte. De acordo com a Polícia Militar (PM), o falso magistrado foi reconhecido por duas vítimas no Fórum Lafayette, localizado na Avenida Augusto de Lima, no Bairro Barro Preto, Região Centro-Sul de BH.

Ainda conforme a PM, o suspeito dizia às vítimas que iria analisar os processos e cobrava o pagamento antecipado e desaparecia. 

Ele foi detido e encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos.

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Justiça cancela interdição de carceragem superlotada no Pará


Novo centro de triagem será construído em Parauapebas.
Carceragem da cidade mantinha cem no espaço adequado para 40.

Do G1 PA, com informações da TV Liberal


Após o Estado do Pará se comprometer a reformar em três meses a Carceragem de Parauapebas, no Sudeste do Pará, a Justiça suspendeu a interdição do local. O poder judiciário havia interditado a carceragem em abril porque mais de cem presos provisórios ocupavam o local onde apenas 40 pessoas poderiam ser mantidas.

As obras começaram com adequação dos telhados, paredes e banheiros. "Posteriormente vamos passar para área interna. Vamos reformar uma cela e remanejar os detentos de uma cela para outra até fazer a reforma de todas as celas", explica Zaqueu Costa e Silva, diretor da Carceragem.

A Superintendência do Sistema Penal do Pará (Susipe) anunciou que nos próximos 120 dias iniciará também a construção de um novo Centro de Triagem que deve ter capacidade para abrigar 306 presos provisórios.

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Conselho da ONU recomenda fim da Polícia Militar no Brasil


Relatório lista 170 recomendações do Conselho de Direitos Humanos.
Sugestão da Dinamarca é de que país combata 'esquadrões da morte'.


Da EFE

O Conselho de Direitos Humanos da ONU pediu nesta quarta-feira (30) ao Brasil maiores esforços para combater a atividade dos "esquadrões da morte" e que trabalhe para suprimir a Polícia Militar, acusada de numerosas execuções extrajudiciais.

Esta é uma de 170 recomendações que os membros do Conselho de Direitos Humanos aprovaram como parte do relatório elaborado pelo Grupo de Trabalho sobre o Exame Periódico Universal (EPU) do Brasil, uma avaliação à qual se submetem todos os países.

A recomendação em favor da supressão da PM foi obra da Dinamarca, que pede a abolição do "sistema separado de Polícia Militar, aplicando medidas mais eficazes (...) para reduzir a incidência de execuções extrajudiciais".

A Coreia do Sul falou diretamente de "esquadrões da morte" e Austrália sugeriu a Brasília que outros governos estaduais "considerem aplicar programas similares aos da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) criada no Rio de Janeiro".

Já a Espanha solicitou a "revisão dos programas de formação em direitos humanos para as forças de segurança, insistindo no uso da força de acordo com os critérios de necessidade e de proporcionalidade, e pondo fim às execuções extrajudiciais".

O relatório destaca a importância de que o Brasil garanta que todos os crimes cometidos por agentes da ordem sejam investigados de maneira independente e que se combata a impunidade dos crimes cometidos contra juízes e ativistas de direitos humanos.

O Paraguai recomendou ao país "seguir trabalhando no fortalecimento do processo de busca da verdade" e a Argentina quer novos "esforços para garantir o direito à verdade às vítimas de graves violações dos direitos humanos e a suas famílias".

A França, por sua parte, quer garantias para que "a Comissão da Verdade criada em novembro de 2011 seja provida dos recursos necessários para reconhecer o direito das vítimas à justiça".

Muitas das delegações que participaram do exame ao Brasil concordaram também nas recomendações em favor de uma melhoria das condições penitenciárias, sobretudo no caso das mulheres, que são vítimas de novos abusos quando estão presas.

Neste sentido, recomendaram "reformar o sistema penitenciário para reduzir o nível de superlotação e melhorar as condições de vida das pessoas privadas de liberdade".

Olhando mais adiante, o Canadá pediu garantias para que a reestruturação urbana visando à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016 "seja devidamente regulada para prevenir deslocamentos e despejos".

Fonte: G1

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Tropas de elite das Forças Armadas atuarão em contraterrorismo na Rio+20

iG

Brigada de Operações Especiais do Exército e Para-Sar, da Aeronáutica, homens mais preparados de suas Forças, são especialistas em guerra irregular

Raphael Gomide

As tropas de elite do Exército e Aeronáutica e o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais, da PM) vão atuar durante a Rio+20 (Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável), com foco no contraterrorismo.
Entre as 15 mil pessoas – 8 mil militares e 7 mil policiais militares, civis, federais e rodoviários federais – estarão os homens mais bem preparados entre as fileiras das Forças Armadas, prontos para ser empregados em eventuais situações de crise durante a conferência.
A Brigada de Operações Especiais do Exército, sediada em Goiânia (GO), enviará ao Rio um contingente – não informado – de militares. Trata-se da tropa mais adestrada do Exército Brasileiro, especializada em planejamento e execução de operações de guerra irregular e contraterrorismo. Entre esses homens, estão atiradores de precisão (snipers, ou “caçadores”) que ficarão em pontos dominantes na cidade.
Desde o início da Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti), um destacamento de Forças Especiais integra o Batalhão Brasileiro no Haiti.
O Para-Sar (Esquadrao Aéreo-Terrestre de Salvamento) é a tropa mais especializada da Aeronáutica, peritos em Operações Especiais, com 48 anos de história.
Segundo a Força, estão prontos para combater e fazer missões de resgate e ataque em qualquer tipo de terreno e situação. Os militares tem, entre suas habilidade, o paraquedismo, montanhismo, mergulho e guerra na selva, sendo capazes, ainda de manusear armamentos e explosivos diferentes.

Marinha terá 1.500 fuzileiros navais no esquema de segurança da Rio+20
Além dos Forças Especiais do Exército e da Aeronáutica, os fuzileiros navais da Marinha – tropa de infantaria correspondente aos paraquedistas, na Força terrestre – atuará na segurança permanente da cidade, policiando vias de acesso expressas, como as linhas Vermelha e Amarela, Avenida Brasil e Aterro do Flamengo.
Toda a segurança do evento da ONU (Organização das Nações Unidas), que reunirá mais de 100 chefes de Estado e de governo, ficará sob a coordenação do comandante militar do Leste, general Adriano Pereira Júnior, do Exército.

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Na Rio+20, Exército testa estratégias de defesa virtual em grandes eventos


Evento será 1º teste para defesa cibernética da Copa e das Olimpíadas.
Centro coordenará proteção das redes de dados envolvidas no evento.

Amanda Demetrio 

Do G1, em São Paulo

O Exército Brasileiro está fazendo testes para defender as redes de dados brasileiras contra tentativas de ataque e sobrecargas durante grandes eventos, como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. O primeiro deles acontecerá na Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que acontece em junho.
O coronel Eduardo Wallier será o responsável pela Rio+20 dentro do CDCiber (Centro de Defesa Cibernética), órgão do Exército Brasileiro responsável pela defesa virtual. O centro liderado pelo coronel terá coordenará e integrará as ações de órgãos como Marinha, Aeronáutica e Polícia Federal na proteção às redes de dados do evento. Estarão sob monitoramento a rede da própria ONU (Organização das Nações Unidas) e as que estão sendo usadas pelas forças de segurança, por exemplo.
“Vamos nos defender da invasão de redes e de ataques que tentam sobrecarregar os sites, por exemplo”, explicou o Wallier, em entrevista ao G1. Segundo ele, a estratégia inclui, por exemplo, a prevenção de ataques a sites da ONU que abordem os temas polêmicos ligados ao evento.
Além dos problemas causados por “fonte humana”, o CDCiber também deve monitorar problemas técnicos das redes envolvidas no evento, diz o oficial.
No local do evento, funcionará o Centro de Monitoramento Cibernético, com especialistas dos diversos órgãos envolvidos na proteção das redes, segundo o major Alexandre Lara, assessor de comunicação do centro. Lara não quis revelar quantas pessoas estão envolvidas na iniciativa.
Se forem identificados problemas na rede, a função do centro será apenas trata-los, e não fazer algum tipo de contra-ataque, explica Lara. “Faremos apenas a defesa dos dados.”
Wallier conta que a ideia é que a experiência obtida na Rio+20 ajude no planejamento e na execução de estratégias semelhantes na Copa de 2014 e nas Olimpíadas de 2016.

CDCiber
Em dezembro de 2008, o governo aprovou a “estratégia nacional de defesa”, que menciona a necessidade de existir um órgão que governe as questões do setor cibernético, segundo o major Lara. Em 2009, ficou decidido que o Exército cuidaria disso e, em 2010, foi criado o núcleo de defesa cibernética.
O major afirma que, já em 2010, o centro começou a coordenar os setores envolvidos em atividades cibernéticas. “Nós desenvolvemos atualmente dez projetos, tanto na parte de capacitação quanto no operacional”, explica o oficial. A conferência Rio+20 testará essas estratégias pela primeira vez.

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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Testemunha relata crime cometido por PMs em São Paulo


Agência Estado

As principais provas contra os três policiais da Rota detidos ontem na zona leste de São Paulo acusados de espancar e matar um acusado de participar de reunião do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Penha são a ligação de uma testemunha para o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) e as imagens de uma câmera que flagrou a ação no km 1 da Rodovia Ayrton Senna, nas proximidades do Parque Ecológico do Tietê, distante cerca de 3 km do estacionamento onde aconteceu o suposto confronto com acusados que resultou na morte de outras cinco pessoas. Imagens da viatura parada e o áudio da ligação têm aproximadamente 12 minutos cada e ocorreram simultaneamente.

Segundo o corregedor da PM, coronel Rui Conegundes Sousa, a testemunha foi alertada pelo filho e ligou para o 190. “Ela (testemunha) ligou para o Copom e descreveu a ação dos policiais. Teriam sido praticadas algumas agressões e, posteriormente, ela teria ouvido disparos.”

A pessoa que fez a ligação não soube dizer a que unidade pertenciam os policiais, e só depois foi possível identificá-los como integrantes da Rota. “Diante dessas circunstâncias, com a notícia dada por essa testemunha e os indícios de como foi apresentada a pessoa morta no pronto-socorro, deliberamos pela prisão em flagrante dos policiais”, disse Sousa.

"Não-conformidade"

Segundo o comandante da Rota, tenente-coronel Salvador Modesto Madia, uma denúncia anônima feita diretamente ao quartel da Rota como ocorreria “centenas de vezes ao dia”, informou que integrantes do PCC estavam reunidos no estacionamento, planejando o resgate de um traficante preso no Centro de Detenção Provisória do Belém, também na zona leste, e que seria levado para Presidente Venceslau, no interior do Estado. “Isso tudo foi confirmado hoje por um dos indivíduos detidos, que fala o nome de quem eles iriam resgatar e de que maneira. Não é uma coisa que caiu do céu, que a gente achou”, disse. Para ele, o assassinato foi uma “não-conformidade”.

No local, foram apreendidos um fuzil, uma submetralhadora, três pistolas, três revólveres, oito tabletes de cocaína e seis tijolos de maconha que, segundo a polícia, seriam dos suspeitos.

O estacionamento, onde também ocorrem bailes funk, tem 38 câmeras, mas nenhuma teria filmado a ação. “O proprietário disse que o sistema está sendo montado e que elas não estavam gravando só fazendo monitoramento”, disse o corregedor da PM.

Para o diretor do DHPP, Jorge Carrasco, a ação no estacionamento foi legítima e apenas a morte de um suspeito seria decorrente de um “crime doloso contra a vida” (homicídio intencional). Neste ano, foram investigadas 177 situações de resistência seguida de morte na Região Metropolitana. Cerca de 40% dos casos já foram concluídos e não foram encontrados indícios de irregularidade.

Entre os mortos, foram identificados José Carlos Arlindo Júnior, de 35 anos, com antecedentes por furto, roubo e homicídio, Antonio Marcos Clarindo dos Santos, de 37 anos, com passagens por tráfico, homicídio, porte de droga e arma, e Claudio Henrique Mendes da Silva. Os demais não foram divulgados.

Foram presos Ricardo dos Santos Souza, de 34 anos, com passagens por roubo e receptação, Luci Maria Pereira Ramos, de 48, com antecedentes por furto, estelionato, tráfico, porte de arma e formação de quadrilha, e Fabiana Rufino de Souza. Ontem, no DHPP pelo menos 20 policiais da Rota acompanhavam o depoimento dos colegas.

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PM apreende medicamentos, drogas e arma de origem israelense em BH

A 'fábrica' de entorpecentes funcionava na Rua Três, Bairro Novo Aarão Reis

Luana Cruz - Estado de Minas

A Polícia Militar (PM) encontrou um laboratório de refino de drogas no Bairro Novo Aarão Reis, Região Norte de Belo Horizonte, na madrugada desta quarta-feira. A casa onde funcionava a “fábrica” de entorpecentes fica na Rua Três. No local, militares do 16º Batalhão da PM apreenderam uma barra de cocaína e 10 porções dessa droga preparadas para venda, além de cinco tabletes de crack. 

Também foram encontradas uma pistola 9 milímetros de origem israelense e munição. Segundo a polícia, os responsáveis pelo laboratório provavelmente faziam misturas de medicamentes nas drogas. Os policiais encontraram uma cartela com 20 comprimidos de omeprazol (pó branco usado para problemas gastrointestinais) e 10 comprimidos de paracetamol (analgésico). Uma balança de precisão e um recipiente com ácido bórico - pó geralmente juntado à cocaína - também foram recolhidos. Ninguém foi preso.

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Governo torna crime exigir cheque caução em hospital

Folha de São Paulo

Dilma torna crime exigência de cheque caução em hospitais

KELLY MATOS

DE BRASÍLIA

A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta terça-feira a lei que torna crime a exigência de cheque caução em hospitais.

A pena para quem descumprir a lei é de detenção de três meses a um ano, além de multa. A punição poderá ser dobrada caso a pessoa que não tenha recebido atendimento sofra uma "lesão corporal grave" e triplicada se houver a morte do paciente.

De acordo com a lei, o hospital não poderá exigir "cheque caução, nota promissória, ou qualquer garantia" nem "preenchimento prévio de formulários", como condição para atendimento médico emergencial.

A lei também exige que sejam fixados cartazes "em locais visíveis" nos hospitais contendo a informação de que é crime fazer este tipo de exigência.

A norma está publicada na edição de hoje do "Diário Oficial da União".

PROJETO

O projeto que torna crime a exigência do cheque caução havia sido aprovado no Senado no início de maio.

O tema ganhou o apoio do governo depois da morte do secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, em janeiro deste ano. Ele não foi atendido em dois hospitais de Brasília, segundo a família, porque seu plano de saúde não era aceito e ele não portava cheque para caução.

À época da aprovação no Congresso, o secretário de assuntos legislativos do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira, comemorou a aprovação da lei --mas negou que a rapidez na sua tramitação no Congresso seja resultado da morte de um integrante do governo. "Não era uma questão de honra para o governo, mas um debate que já venha sendo firmado."

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Aprovada aposentadoria por invalidez para militares com esclerose

 Os senadores aprovaram projeto de lei que inclui a esclerose múltipla entre as doenças que justificam aos servidores das Forças Armadas o pedido para ser reformado. A medida só beneficiava para efeito de aposentadoria por invalidez o servidor público civil.

A doença evolui para várias sequelas que provocam a incapacidade do indivíduo para o trabalho. O benefício mensal recebido pelo militar que se reformar por causa da esclerose múltipla será isento de cobrança de imposto de renda, assim como já ocorre com os civis.

Tanto a medida provisória, como o projeto de lei que altera o Estatuto dos Militares não foram alterados pelo Senado. Por isso, as duas matérias seguem agora para sanção presidencial.


Fonte: Correio Braziliense

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Os negócios ilegais de PMs no Rio: venda de armas e drogas ao tráfico


O iG teve acesso ao inquérito da Operação Herdeiros que prendeu 11 PMs e conta detalhes. Fuzil foi vendido por R$ 45 mil


Mario Hugo Monken, iG Rio de Janeiro 

Foto: Reprodução
Entrada da favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio, onde PM supostamente negociavam com traficantes

O iG teve acesso com exclusividade ao relatório da investigação que resultou na Operação Herdeiros, que foi deflagrada pela Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro em dezembro do ano passado. 

A ação culminou nas prisões de 11 PMs de oito batalhões e dois policiais civis suspeitos de vender armas e drogas para traficantes da favela do Jacarezinho, na zona norte da captal.

O relatório traz detalhes de como ocorriam as negociações entre os policiais suspeitos e os criminosos. Os PMs e os agentes acusados estão respondendo a um processo que corre na 35ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça.

Segundo as investtigações, grande parte do material vendido pelos policiais era apreendido em outras comunidades, o chamado 'espólio de guerra'. Houve casos também onde PMs envolvidos no esquema realizavam operações clandestinas em favelas e recolhiam armas e drogas para serem repassadas a outros traficantes.

O traficante supostamente responsável por todas as negociações com os PMs, Jorge Luís Bernardes Fraga, o Neném, foi preso na semana passada quando era atendido em uma clínica particular no bairro das Laranjeiras, na zona sul carioca. Um ex-militar do Exército, já preso, auxiliava Neném nos contatos com os policiais suspeitos, de acordo com as investigações

De acordo com o relatório, uma das supostas negociações teria ocorrido no dia 7 de junho do ano passado. Na ocasião, um policial militar que à época era lotado no 40º Batalhão, no Irajá, na zona norte da capital, foi até a favela do Jacarezinho e teria oferecido aos traficantes um fuzil ao preço de R$ 35 mil. Os criminosos não aceitaram e disseram que poderiam pagar somente R$ 27 mil. O PM, de início, não aceitou a contraproposta, já que teria que dividir o lucro com colegas de farda.

O fuzil teria sido fornecido por dois PMs irmãos e que eram suspeitos de chefiarem uma milícia que atua nos bairros de Brás de Pina e Cordovil, na zona norte. A arma foi entregue primeiramente a um outro policial militar, que pertencia ao 18º Batalhão (Jacarepaguá, na zona oeste), que a repassou para o colega do 40º BPM vendê-la no Jacarezinho.

Três dias mais tarde, ficou acertado que o fuzil seria vendido por R$ 26 mil. Um traficante da favela ainda pediu ao PM que comercializou a arma que levasse munições para testá-la.
Foto: Divulgação
Polícia MilitarArmas e drogas apreendidas na favela do Jacarezinho. Traficantes da comunidade compravam material com PMs, revela investigação

Fuzil do São Carlos

Um dia depois, o mesmo PM do 40º iniciou negociações para vender outro fuzil no Jacarezinho. A arma foi oferecida por R$ 40 mil. Os criminosos cobraram do PM a procedência da mesma já que um dos bandidos da favela disse que teria visto o fuzil em outra comunidade dominada pela facção criminosa Comando Vermelho (CV), que também controla o Jacarezinho.

O PM do 40º Batalhão consultou o mesmo colega do 18º BPM que também lhe encaminhara a arma. Ele disse que o fuzil fora apreendido em uma comunidade que fica próximoa ao Hospital Central da corporação (HCPM), no Estácio, na região central da capital, provavelmente no morro de São Carlos, ocupado por uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) desde fevereiro de 2011.

No dia 12 de junho, o PM do 40º voltou a negociar com o os bandidos e o fuzil acabou vendido ao preço de R$ 45 mil, sendo que o policial receberia na hora R$ 27 mil e R$ 18 mil mais tarde.

Seis dias depois, os traficantes voltaram a falar com o PM e pediram para ele levar 20 munições à favela a fim de que a arma fosse testada. Na conversa, um dos bandidos disse ao policial que um dos chefes do tráfico na comunidade teria feito um primeiro teste com seis munições mas houve falhas.

Comissão de R$ 500

No dia 14 de janeiro do ano passado. os mesmos PMs do 18º e do 40º, que negociariam futuramente os fuzis com os traficantes do Jacarezinho, já tinham supostamente vendido cerca de 10 kg de cocaína para os bandidos ao preço de R$ 12,5 mil o quilo. Ficou acertado que cada PM receberia R$ 500 por cada quilo comercializado.

Em junho de 2011, os mesmos PMs teriam supostamente negociado venda de maconha para os traficantes do Jacarezinho. No dia 19 daquele mês, um deles foi até a favela para levar parte do entorpecente. Na ocasião, ficou acertado que os criminosos pagariam R$ 850 por três quilos e R$ 1.000 por dois quilos. Os traficantes teriam pedido ao policial mais drogas.

O restante da maconha solicitado foi entregue por um dos PMs mas os traficantes não teriam gostado da qualidade e mandaram devolver. Entretanto, na época, houve uma apreensão de 90 kg da droga no Jacarezinho e os criminosos voltaram atrás e pediram a maconha de volta.

Os mesmos PMs do 18º e do 40º batalhões teriam ainda supostamente vendido 100 kg de maconha aos traficantes do Jacarezinho em fevereiro do ano passado. A droga teria sido entregue aos bandidos entre os dias 15 e 16 daquele mês.

O PM do 18º Batalhão suspeito de fornecer armas e drogas fora preso em flagrante no dia 21 de junho de 2011. Na ocasião, ele estava na companhia de um outro PM, do batalhão do Méier (3º BPM) de quem compraria uma pistola HK, de calibre nove milímetros com três carregadores e um coldre. A arma, segundo as investigações, seria vendida aos bandidos do Jacarezinho possivelmente por R$ 2.625, quantia que foi apreendida na época.

Já o PM do 40º foi preso no dia 3 de agosto de 2011. Na ocasião, ele estava na companhia do ex-militar do Exército quando iria negociar uma arma (não especificada) com o traficante Neném do Jacarezinho. Com os dois, foram achadas munições de calibre 762 (fuzil).

PM do Alemão

As investigações revelaram que um PM do batalhão de Campanha que atua no Complexo do Alemão, na zona norte, após a ocupação, supostamente também intermediava a venda de drogas com os traficantes do Jacarezinho.

De acordo com as interceptações telefônicas feitas com autorização da Justiça, o PM tentou vender 8 kg de cocaína em junho do ano passado. A droga foi conseguida junto a PMs de Niterói. Os traficantes, de acordo com as conversas gravadas, tentaram levantar R$ 80 mil para adquirir o entorpecente.

No entanto, segundo o relatório da investigação, não houve acordo. Isto porque a quadrilha do Jacarezinho queria pagar somente em um sábado porque era "dia do fechamento das contas do tráfico", o que não foi aceito por um dos PMs, que queria que ao menos quatro quilos fossem quitados na hora.

Além de drogas e armas, os PMs também forneciam carros para que os traficantes fossem buscar drogas no Paraguai. Um dos veículos, um Gol branco, foi vendido pelos policiais ao bando do Jacarezinho por R$ 7.500 em janeiro de 2011.

Esse veículo foi apreendido pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) no dia 24 daquele mês na cidade de Nova Esperança, no Paraná. No carro, foram encontrados 12 kg de maconha, 1 kg de haxixe e 3 kg de pasta de cocaína, drogas que pertenceriam ao traficante Neném, do Jacarezinho, que negociava com os PMs.

Operações ilegais

As investigações feitas pela Draco obtiveram informações sobre supostas operações clandestinas que seriam montadas por PMs para adquirir drogas e armas que seriam futuramente vendidas. Uma delas, consta no inquérito, teria ocorrido no dia 8 de dezembro do ano passado, na comunidade Nova Brasília, na Engenhoca, em Niterói.

Na ocasião, dois PMs teriam saído do local com duas malas cheias de drogas e ainda teriam supostamente recebido uma propina para liberar um traficante que fora preso. O material apreendido não foi apresentado na delegacia na época e um dos PMs ainda foi flagrado conversando com um comparsa e fazendo deboche: "Fizemos um trabalhinho bonito hoje".

Há outras gravações, feitas em julho de 2011, em que um suspeito liga para um PM do batalhão de Niterói e policiais civis de delegacias do município convocando os mesmos para realizar uma operação ilegal na favela da Galinha, na mesma cidade. Segundo o inquérito, o comparsa dos policiais já havia levantado com um informante que o melhor dia para o trabalho seria um sábado e possíveis locais para apreensões.

Propinas internas

Consta ainda na investigação que os PMs que participavam de negócios ilegais pagariam supostas propinas a oficiais de dia (de R$ 50 por exemplo) e os responsáveis pela reserva de armamento dos batalhões. O dinheiro serviria para que eles inserissem informações falsas no livro de registro e, consequentemente, viabilizassem a saída irregular de policiais dos quartéis para a prática de supostos crimes.

Os PMs suspeitos de serem fornecedores do tráfico possuíam um armeiro que realizava a manutenção das armas antes que elas fossem apresentadas aos criminosos. O suposto armeiro fora preso no dia 26 de outubro do ano passado, em Bangu, na zona oeste da capital.

Com ele, foi preso também um homem suspeito de fornecer armas e drogas para serem vendidas pelos PMs e de levantar para os policiais informações sobre o tráfico de drogas em delegacias.

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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Prazo para alistamento militar termina nesta quinta-feira (31)


Portal Brasil

Os jovens que completam 18 anos em 2012 têm até quinta-feira (31) para se alistarem no Serviço Militar Obrigatório. O alistamento começou em 1º de janeiro e, neste ano, a data final tradicional (30 de abril) foi alterada para possibilitar melhoria no atendimento. Quem ainda não se inscreveu deve se dirigir à Junta do Serviço Militar (JSM) mais próxima.

No ato do recrutamento é necessária a apresentação da certidão de nascimento ou carteira de identidade, comprovante de residência e duas fotos 3x4. As juntas são ligadas às prefeituras municipais e funcionam de acordo com o horário do expediente de cada município.

Junta de alistamento

Na quarta-feira (23), no Setor Comercial Sul, área central de Brasília, dezenas de rapazes aguardavam o momento de serem atendidos. Em um contato preliminar, os jovens buscavam informações sobre o Serviço Militar.

Paulo Leandro da Silva levou todos os documentos necessários para o alistamento: carteira de identidade, comprovante de residência e 2 fotos 3x4

Morador do Varjão, o estudante Jefferson Gomes de Melo esteve na Junta Militar do Plano Piloto. Ele espera ingressar em uma das três Forças e está aberto a novas experiências. “Tenho certeza que vai me trazer muitos aprendizados e me ajudará a subir na vida,” disse.

Para Paulo Leandro da Silva, que mora com a família na Asa Norte, o que o aproxima do universo militar é a paixão pela aviação. Por isso, caso seja selecionado, o rapaz gostaria de servir na Aeronáutica.

Atento às informações, o estudante de direito Mateus Azevedo procurou a Junta Militar para cumprir o dever cívico, mas espera ser dispensado. Segundo ele, suas atuais prioridades são incompatíveis com a rotina no quartel e a carreira militar não faz parte dos seus projetos pessoais.

No ano passado, dos 1,669 milhões de jovens inscritos, mais de 80 mil prestaram o serviço. No ato do alistamento, o cidadão recebe um certificado onde consta no verso a data de apresentação na junta para que o jovem tome conhecimento se foi incluído na seleção geral ou dispensado.

Serviço Militar

Coordenado pelo Ministério da Defesa junto aos Comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, o Serviço Militar é dividido em quatro fases distintas e sucessivas: convocação, seleção, designação e incorporação ou matrícula.

Os selecionados atuarão no exercício de atividades em órgãos de uma das três Forças. No período em que frequenta o quartel, o recruta passa por uma formação militar básica e depois se especializa em determinada área. Pode atuar, por exemplo, no setor de armamentos, onde aprende a manusear e a fazer a manutenção e montagem de equipamentos bélicos; ou na área de logística, setor responsável pela compra e armazenamento de suprimentos.

O brasileiro que não se alistar fica impossibilitado de participar de concurso público, não poderá tirar passaporte e nem se matricular em universidades.

Uma das prioridades definidas na Estratégia Nacional de Defesa (END) é a valorização da profissão militar para estimular o recrutamento dos quadros das Forças e obter maior identificação com a sociedade brasileira.

Fonte: REB

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Primeira mulher a pilotar Boeing da FAB faz voo no RS


Tenente-aviadora de 27 anos realiza missões práticas na base aérea de Canoas

Adriana Gonçalves tem 27 anos 
Crédito: Laira Souza / Especial / CP

Uma jovem de 27 anos é a primeira mulher no País a pilotar um Boeing da Força Aérea Brasileira (FAB). A tenente-aviadora Adriana Gonçalves fez nesta segunda-feira o primeiro voo oficial na base área de Canoas.

Adriana, que é de Volta Redonda (RJ), está no Rio Grande do Sul desde a semana passada para realizar missões práticas, de cerca de uma hora. Ela entrou para a Academia da Força Aérea (AFA) em 2003 e se formou em 2006. O Boeing 707, modelo KC 137, é usado em missões humanitárias e para abastecimento aéreo.

A piloto é colega de Joyce Conceição, a primeira mulher a pilotar o avião C-130 Hércules. A aeronave também é responsável por missões humanitárias, além de transporte de cargas e tropa, busca e salvamentos.

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Soldados da PM são presos por dois roubos na Região Nordeste de BH

Os militares estavam em um Gol e levaram celulares e dinheiro das vítimas. Eles acabaram presos em flagrante e agora estão aquartelados em batalhões da PM e estão à disposição da Justiça Militar

Luana Cruz - Estado de Minas

Dois soldados da Polícia Militar (PM) foram presos no fim da noite de domingo suspeitos de roubar pedestres na Avenida Cachoeirinha e Rua Rua Ester de Lima, na Região Nordeste de Belo Horizonte. De acordo com o coronel Antônio de Carvalho Pereira, do Comando de Policiamento Especializado (CPE), os dois militares foram reconhecidos pelas vítimas. 

As pessoas roubadas contaram que foram abordadas por dois homens, ocupantes de um Gol. Os suspeitos, um deles armado, levaram celulares e dinheiro nos dois assaltos. As vítimas acionaram a PM e uma viatura do 16º Batalhão conseguiu chegar aos suspeitos minutos depois da denúncia. A surpresa veio na identificação dos criminosos, que são policiais. 

Os dois soldados, um deles lotado na Companhia de Meio Ambiente e outro da 3ª Companhia do Batalhão de Eventos, foram encaminhados para a delegacia e autuados em flagrante pelo roubo. Logo depois, foram aquartelados em batalhões da PM e estão à disposição da Justiça Militar. A PM informou que iniciará o processo administrativo disciplinar para apurar a conduta dos suspeitos. 

A arma usada por um dos militares durante a abordagem é particular, conforme informou o coronel Carvalho. O veículo usado no assalto não está no nome de nenhum dos suspeitos. A PM procura pelo dono do carro, que não mora na capital, para saber se o Gol foi roubado. O coronel Carvalho disse que os soldados têm aproximadamente cinco anos de corporação e nunca apresentaram desvio de conduta ou envolvimento em outro crimes.

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Cabo da PM envolvido em agressão e estupro permanece foragido

Segundo a PM, mandado de prisão foi encaminhado às polícias Civil e Federal

Daniel Silveira - Estado de Minas

Segue foragido o cabo da Polícia Militar, de 40 anos, que teve a prisão preventiva decretada nesta segunda-feira pela Justiça Militar Estadual por envolvimento em um caso de estupro, agressão física e invasão domiciliar em Contagem, na Grande Belo Horizonte. O companheiro de trabalho dele que também teria participado do crime, um soldado de 25 anos, já está preso.

De acordo com o chefe da assessoria de imprensa da PM, Major Gilmar Luciano Santos, o mandado de prisão contra o cabo já foi repassado às polícias Civil e Federal. “Os comandantes de todos os batalhões da PM também o receberam. Esperamos que ele se apresente junto a seu advogado o quanto antes”, disse. O militar deveria ter se apresentado ao serviço nesta segunda-feira, quando seria cumprida a prisão.

O soldado está preso desde a última quinta-feira, quando foram encontradas em sua casa drogas e munição durante cumprimento de mandado de busca e apreensão. Ele foi autuado por porte ilegal de munição. Também foram feitas buscas na casa do cabo, mas nada foi encontrado. O cabo tem 20 anos de quartel, mas chegou a ser excluído da corporação, por motivos não informados, mas conseguiu na Justiça voltar. Já o soldado tem 4 anos de PM, nunca teria se envolvido em problemas no cumprimento de sua função. Na última quinta-feira ele admitiu ser usuário de crack e maconha.

Os dois policiais, lotados no 39º Batalhão da PM, em Contagem, foram acusados por quatro por jovens moradores do aglomerado Frigo Diniz, Bairro Cidade Industrial, em Contagem, de terem invadido o imóvel deles, os agredido e, ainda, estuprado a jovem de 18 anos, grávida de 2 meses. Somente o cabo teria cometido o abuso sexual.

As vítimas disseram que os policiais arrombaram a porta da casa dizendo estar à procura de drogas. Os militares mandaram os jovens tirar roupas e se abaixarem para procurar os entorpecentes. Eles foram agredidos com pedaço de madeira e choques elétricos. O estupro contra a jovem grávida teria sido cometido na frente do namorado.

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Corpo de oficial de Justiça é encontrado dentro de carro

As investigações sobre causa e motivação da morte serão feitas pela Polícia Federal

Maíra Cabral - Thiago Lemos - Estado de Minas

O corpo encontrado dentro do Fiat Idea, no Bairro Eldorado, em Contagem, Grande BH é do oficial de Justiça, Daniel Norberto da Cunha, de 54 anos, desaparecido desde a noite dessa quinta-feira. Militares do 39º Batalhão da Polícia Militar (BPM) encontraram o corpo no banco da frente do Fiat Idea que pertence a Daniel, por volta das 14h desta segunda-feira. Somente ás 17h o carro foi aberto por peritos da Polícia Federal e foi confirmado a identidade da vítima.

O veículo estava estacionado em frente a Concessionária da Peugeot, na Avenida João César Oliveira. Na última vez em que foi visto, Daniel saiu em seu próprio carro, o Idea com placa HNI 5307, do prédio da Justiça Federal onde trabalha, na Avenida Álvares Cabral, no Bairro Santo Agostinho, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Na tarde desta segunda-feira, funcionários de empresas próximas sentiram um mau cheiro e se aproximaram do carro. Eles conseguiram ver o corpo pelo vidro e acionaram a polícia.

Informações preliminares apontam que a vítima não foi morta dentro do carro. Como não há nada quebrado e nem indício de luta corporal, ele teria sido assassinado em um outro local e fora do veículo. O carro teria sido deixado no local ainda na noite da última quinta-feira, dia em que foi visto pela última vez pela família.

A área onde foi encontrado o veículo foi isolada e um perito da Polícia Federal trabalhou no local durante a tarde. A vítima foi reconhecida pelo filho e pelo genro a partir da roupa que vestia. Por estar em avançado estado de decomposição e muito inchado, a Polícia Civil afirmou que só vai confirmar o reconhecimento após realização da autópsia. Já a Polícia Federal confirma que o corpo é do oficial de Justiça.

O corpo tinha ferimentos no rosto, na cabeça, pescoço e tórax. Há indícios que ele tenha sido agredido antes de morrer, confirma a Polícia Federal. Daniel estava sem o cordão de ouro e a pochete com dinheiro e documentos que sempre usa. Os dois celulares da vítima também não foram encontrados.

Dentro do carro foi encontrado um envelope com mais de 20 mandados, inclusive os dois que ele iria cumprir no dia em que desapareceu. Havia também um bolsa com um laptop, uma caixa com uma par de chuteiras.

Por se tratar de um oficial de Justiça, o crime será investigado pela Polícia Civil em parceria com a Polícia Federal.

Último contato

O último contato de Daniel foi com a esposa, às 19h19, da última quinta-feira, pelo celular. Ele disse a ela que estava indo cumprir dois mandados e, desde então, não deu mais notícia”, conta a delegada chefe da Delegacia Especializada em Localização de Pessoa Desaparecida, Cristina Coelli.

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