segunda-feira, 23 de julho de 2012

Inquérito vai apurar PMs envolvidos na organização de Operação Tartaruga






Portal ASSTBM 

 Créditos da Foto: Portal ASSTBM 

Decisão de policiais e bombeiros militares em retomar operação padrão não altera rotina de trabalho das categorias. Governo do DF garante que as negociações com os servidores continuam

A Corregedoria da Polícia Militar abriu inquérito para investigar homens da corporação envolvidos na organização da assembleia que culminou no início de uma ação batizada de Operação Legalidade, desencadeada na madrugada de ontem. A ideia é que os atendimentos sejam feitos na velocidade das vias e, além disso, eles não aplicarão multas de trânsito. O ato reuniu pouco mais de 600 servidores da PM e do Corpo de Bombeiros. O Comando-Geral já indiciou seis militares — cinco praças e um oficial — identificados como os responsáveis pela mobilização. As secretarias de Segurança e de Administração Pública asseguram que o GDF está aberto a negociações e que o Executivo local já vinha recebendo lideranças de ambas as corporações para tratar das reivindicações dos servidores desde o início do ano.

Segundo o comadante-geral da PM, coronel Suamy Santana, caso seja confirmada a prática dos delitos, a Corregedoria pedirá ao Ministério Público a prisão preventiva dos envolvidos. “No decorrer do inquérito, iremos levantar se há outros militares por trás do movimento, que está ligado àcategoria como um todo, mais sim com interesses políticos de alguns indivíduos”, alertou Suamy. “Ninguém vai cruzar os braços. A população pode ficar tranquila”, declarou. Eles poderão responder por crimes tipicamente militares, entre eles incitamento ao descumprimento de ordem e motim.

Em assembleia, PMs e bombeiros decidem retomar operação padrão

Polícia Militar e Corpo de Bombeiro começam a partir desta sexta-feira (20/7) a Operação Legalidade – tida como uma segunda etapa da Operação Tartaruga – por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia na Praça do Relógio, em Taguatinga, e contou com a participação de mais de 2 mil pessoas.

A partir de agora, os atendimentos serão feitos na velocidade das vias e os militares não irão aplicar multas de trânsito. De acordo com o movimento, a ação só será interrompida com o atendimento de suas reivindicações, que incluem aumento salarial – equiparado ao da Policia Civil e do Detran -, reestruturação da carreira com auxílios como moradia e inatividade.

A Operação Tartaruga, teve início em fevereiro e durou meses, provocando o aumento da violência na cidade. Segundo os manifestantes, com a operação eles deixarão de realizar o trabalho específico de órgãos como Departamento de Trânsito do DF, Agência de fiscalização (Agefis), Polícia Civil, Serviço Social, entre outros, e farão apenas aquilo que está na Constituição, artigo 144, parágrafo quinto. “Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública; aos corpos de bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de defesa civil”, diz a lei.

Correio Braziliense

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