terça-feira, 21 de agosto de 2012

Em greve, PRF só atenderá ocorrências de urgência e emergência nas estradas mineiras





A categoria reivindica reajuste, exigência de nível superior para policial rodoviário federal, adicional noturno e de insalubridade e reestruturação da carreira
O atendimento de ocorrências de acidentes nas rodovias federais de Minas Gerais só serão feitos em caso de urgência e emergência. O anúncio foi feito na tarde desta terça-feira pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) que está em greve desde ontem. Com a medida, nas batidas que não causarem vítimas, e sim danos materiais, os envolvidos terão de seguir até um posto mais próximo da corporação para fazer o boletim de ocorrência.

De acordo com Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no Estado de Minas Gerais (SINDPRF-MG), os casos que representarem perigo à vida serão atendidos normalmente. O sindicato faz um alerta para motoristas que se envolverem em batidas sem vítimas para retirar os veículos da pista e evitarem novos acidentes. Durante a paralisação, também não será feita a escolta de cargas, entrega de boletins de ocorrência e de extrato de multas.

O número de policiais nas estradas não sofrerá alteração. Isso porque, segundo o sindicato, a quantidade de agentes que trabalha na malha rodoviária do Estado é inferior ao necessário.

A categoria reivindica reajuste, exigência de nível superior para policial rodoviário federal, adicional noturno e de insalubridade e reestruturação da carreira. Na próxima quinta-feira está marcada uma reunião da PRF com representantes do Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). Caso não haja acordo, os policiais que possuem funções gratificadas prometem entregar seus cargos na sexta-feira.

Greve da PF

Os policiais federais, que estão parados desde o início deste mês, divulgaram um relatório apontando as falhas nos aeroportos. Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Federais em Minas Gerais (Sinpef), Renato Deslandes, as informações podem fazer o governo a mudar algumas medidas nos terminais. Alguns problemas não foram expostos por medidas de segurança. “Existem algumas fragilidades que não estamos colocando em caráter público que iria aumentar mais os riscos dos embarque e desembarques. No momento em que notificarmos as autoridades internacionais, acreditamos que algumas coisas serão refeitas inclusive no planejamento aeroportuário”, explica.

Os policiais irão, agora, entrar em contato com as agências internacionais para divulgar o material apresentado. “Vamos fazer uma versão em inglês para expor essas situações”, afirma Deslandes. Uma reunião estava marcada para essa terça-feira no ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), para discutir a greve, porém foi desmarcado.

Nesta manhã, cerca de 40 policiais se reuniram no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para uma manifestação. Vestidos de preto e amordaçados, os grevistas fizeram uma panfletagem e depois fizeram uma passeata pelo terminal. Na segunda-feira, os policiais se reuniram em frente à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e fizeram uma manifestação parecida.

Agentes, escrivães e papiloscopistas estão inseridos na carreira de nível superior, porém, atualmente recebem salário inicial de cerca de R$ 7,7 mil, piso para profissionais que possuem apenas Ensino Médio. Os policiais exigem o piso de R$ 12 mil, valor pago para quem possui terceiro grau completo.

João Henrique do Vale - Estado de Minas

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