sábado, 25 de agosto de 2012

Exército nas ruas







O governo deixou claro ontem aos policiais federais em greve que pode contar com alternativas para a segurança do país, mesmo nos grandes eventos esportivos internacionais. A mensagem veio por meio do ministro da Defesa, Celso Amorim. Ele afirmou que as Forças Armadas estão prontas para atuar na Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, caso essa seja a determinação da presidente Dilma Rousseff. "Não estamos reivindicando nada à presidenta, mas se for necessário (estaremos prontos) e alguma função seguramente haverá", disse Amorim a jornalistas em evento na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). "O papel que vamos desempenhar a presidenta é que vai definir", complementou.
Desde a adesão da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal à greve nacional de servidores federais, surgiram rumores de insatisfação do Palácio do Planalto com as duas categorias. Há também o temor, não declarado, de que as duas categorias parem durante os eventos como Copa das Confederações, no próximo ano, além da Copa do Mundo e da Olimpíada, quando estarão no país atletas, dirigentes e turistas de todo o mundo. A partir desse risco, se cogitou o uso das Forças Armadas nesses eventos. Algo que tende a ajudar a boa vontade dos militares — e ampliar a pressão sobre os policiais — é o fato de que o governo cogita conceder aumento salarial aos militares, que, diferentemente dos outros servidores, não fizeram protestos recentes por reajuste.
"Não queremos, nós da Defesa, tomar a função de ninguém. Entendemos perfeitamente qual a função que tem que ser desempenhada pelas forças de segurança, sejam elas estaduais ou não", disse Amorim. "Agora, se a juízo da presidente da República, as Forças Armadas deverem ser acionadas, seja num papel supletivo ou principal... nós estaremos presentes e ajudaremos", acrescentou o ministro. Ele negou que isso possa resultar em desconforto entre a Defesa, a PF e a PRF. "Seremos uma força com a robustez necessária para atender a necessidade do evento e, sempre em coordenação com outras forças como sempre foi".
O ministro da Defesa desviou, porém, da pergunta sobre a insatisfação do Planalto com a greve dos policiais. "Não posso fazer o julgamento (sobre a greve) . Quem tem que fazer é a presidenta, que tem a visão de conjunto, e não sei se o julgamento foi feito. Nos eventos que estivemos envolvidos, temos trabalhado em excelente coordenação com a Polícia Federal", complementou.
Em palestra no evento da Firjan para um grupo de empresários e militares — incluindo os comandantes da Aeronáutica, Juniti Saito, e do Exercito, Enzo Peri —, Amorim revelou que o governo está finalizando a regulamentação da lei que dá tratamento diferenciado aos fabricantes nacionais para a produção de equipamentos militares que serão comprados pelas Forças Armadas brasileiras.
"Creio que em meados de setembro a lei estará regulamentada", afirmou o ministro. Ele acrescentou que as correções na lei sobre o regime tributário especial para os fabricantes nacionais de material de defesa também estão sendo feitas pelo governo e que "já houve um bom entendimento com o Ministério da Fazenda.

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