segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Helicóptero cai na cabeceira da pista do Aeroporto Carlos Prates e deixa dois feridos




Os feridos foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros e encaminhados para o Hospital João XXIII.


A cabine do helicóptero ficou completamente destruída

Um helicóptero AS 50 Esquilo caiu na cabeceira do Aeroporto Carlos Prates na tarde desta segunda-feira. O piloto e um aluno, que fazia aulas de pilotagem, ficaram feridos. Por pouco, uma tragédia maior não foi presenciada no local. Isso porque a queda aconteceu há cerca de 30 metros do Anel Rodoviário.

O acidente assustou operários que faziam a contenção de uma encosta do aeroporto. Segundo o o ajudante de pedreiro Alexandre Santos do Carmo, de 40 anos, o instrutor e o aluno realizavam manobras de treinamento no local. O helicóptero saía do terminal, sobrevoava o Anel Rodoviário, retornava para a pista de pouso e depois repetia os movimentos. Na terceira vez que fez o treinamento, a aeronave tocou em uma árvore e acabou caindo.

Alexandre conta que ouviu um forte estrondo e foi até o local onde aconteceu a queda. Quando chegou perto, os dois feridos já estavam fora da aeronave dizendo para não tocá-los e pedindo para acionarem o socorro. Em poucos minutos, uma equipe do aeroporto prestou o atendimento às vítimas.

Os feridos foram identificados como Edivaldo dos Santos, que segundo os bombeiros é major reformado da Polícia Militar, e João Bosco da Cunha. O primeiro sofreu fratura de pelve e o segundo trauma de crânio e fratura em uma das pernas. Os dois foram socorridos e encaminhados para o Hospital João XXIII, no helicóptero dos bombeiros. Segundo a unidade de saúde, o estado de saúde dos dois é estável. Eles passam por exames.

A aeronave ficou destruída e teve perda total, conforme os Bombeiros. As causas do acidente ainda serão apuradas. Procurada pela reportagem do em.com, a Escola de Pilotagem Ltda (EFAI), responsável pela aeronave, afirmou que não vai se manifestar sobre o caso por enquanto. A aeronave ficou destruída e teve perda total, conforme os Bombeiros. As causas do acidente ainda serão apuradas.

Esse não é o primeiro acidente com helicópteros em Belo Horizonte. Há pouco mais de um ano, uma aeronave prefixo PTHCZ fez um pouso forçado no Bairro Estrela Dalva, na Região Oeste da capital. O incidente aconteceu no cruzamento entre as ruas Manilo com Deputado Sebastião Nascimento.

O helicóptero da empresa Viganó decolou por volta das 10h, com destino à cidade de Passa Tempo, no Sul de Minas, com três empresários e o piloto. Quando sobrevoavam o Bairro Buritis, o motor parou e o piloto conseguiu pousar em uma quadra em construção. Apenas um dos ocupantes teve de ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) com dores nas costas.

Problemas recorrentes

A sequência de acidentes aéreos com aeronaves que decolaram ou sobrevoavam Minas Gerais vêm assustando os mineiros. Esse foi o sétimo caso em apenas dois meses. Somente no mês de julho, foram quatro ocorrências.

No dia 2 , um monomotor caiu em uma fazenda de Prata, no Triângulo Mineiro. Duas pessoas morreram. O avião, prefixo PTR-SMH, desapareceu dos radares por volta das 21h e foi encontrado na manhã do dia seguinte. Nos restos de fuselagem foram encontrados 250 kg de pasta base de cocaína, um fuzil 556 de origem norte-americana, um carregador de pistola e munição.

Já no dia 6, uma pessoa morreu e outras duas ficaram feridas na queda de um avião de pequeno porte em Espinosa, na Região Norte de Minas Gerais. O acidente ocorreu próximo ao povoado de Tanque das Pedras, a 60 km da cidade.

No dia 12, uma aeronave de pequeno porte, que saiu do Aeroporto Carlos Drummond de Andrade, na Pampulha, caiu na Ilha de Cataguases, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Três pessoas morreram, entre elas o empresário mineiro Clemente Faria, diretor administrativo do Grupo Minasmáquinas.

Em 28 de julho, oito pessoas morreram depois que um avião da empresa Vilma Alimentos caiu em Juiz de Fora, na Zona da Mata. Entre as vítimas estava o presidente da indústria Domingos Costa Neto, de 58 anos, e o filho, Gabriel Barreira Costa, de 14. A Polícia Civil deve concluir o inquérito sobre a tragédia ainda nesta semana.

Em agosto, no dia 16, o monomotor prefixo Zenair PU-BKL STOL-701 fez um pouso forçado na Zona Rural de Campanha, na Região Sul de Minas. O piloto Wellington Magno Seabra, de 24 anos, sofreu ferimentos leves e foi atendido na Santa Casa da cidade. Dois dias antes, uma outra aeronave de mesmo modelo caiu após colidir com um urubu, quando sobrevoava o distrito de Cafemirim, em Tarumirim, Região do Rio Doce. O piloto Brás Ângelo Cremasco, de 53 anos, sofreu apenas escoriações no rosto e foi levado para um hospital da cidade.

João Henrique do Vale - Jefferson da Fonseca Coutinho - Estado de Minas

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