quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Honestidade x "Jeitinho Brasileiro"





Honestidade, corrupção e "jeitinho brasileiro".Em qual desses pontos nos encontramos enquanto indivíduo e sociedade? Há pessoas 100% honestas?


Colaboração do texto: atitudedopensar.blogspot.com
Imagem: ilustração

Raramente, quando se fala acerca de golpes, trambiques e vantagem, associa-se o “jeitinho brasileiro” individual ao “jeitinho brasileiro” coletivo. E nisso, percebemos que nossa visão de corrupção está fundamentada inicialmente aos políticos, e não em nosso cotidiano onde perpassa nossas relações sociais.

No entanto, é sabido que o “jeitinho brasileiro” é reconhecido no âmbito nacional e até internacional, como a forma que os brasileiros têm para resolver seus problemas. Portanto, permeia todo o universo brasileiro, iniciando pelo individual e coletivo até tornar-se em parte nossa identidade nacional.

Este estigma brasileiro denominado “jeitinho brasileiro” é reproduzido constantemente em nossa sociedade, o qual está alicerçado na falta de honestidade que muitos tem construído historicamente há séculos, por meio de vínculos com o coronelismo, paternalismo, ou simplesmente na troca de favores.

Estigma ou não, a reprodução histórica desse fato, pode nos impedir de legitimar direitos nacionais e universais, pode ainda, promover uma vantagem ilegal ou imoral a pessoas desqualificadas, reproduzindo a “malandragem” nas coisas mais simples do dia-a-dia.
Iniciando em coisas que pensamos ser pequenas, como a não devolução do troco, a ocupação do lugar reservado para idosos, mentindo sobre fatores corriqueiros, não respeitando a fila do banco ou supermercado, mantemos em constante evolução o que consideramos abominável: a ganância e a corrupção.

Mas não pense, que há quem fique ileso deste mal. A malandragem, quando localiza-se na esfera individual tende a ser aceitável, pois inicialmente traz a ideia de vantagem para o indivíduo, mal menor. Mas quando parte para o coletivo, para a massa, dai protestamos, gritamos, pois a malandragem quando evidenciada, é inaceitável.

É necessário iniciarmos uma reconstrução da ética individual e nacional. Entretanto, pode ser que seja necessária não a reconstrução, mas sim, a construção, visto que o “jeitinho brasileiro” nasceu na própria colonização do Brasil e, portanto, está arraigada em nossa atmosfera.

Enquanto isso vale a pena uma reflexão individual de como estamos construindo o que mais criticamos enquanto indivíduos, repensando assim, nossos atos frente às nossas relações sociais, buscando então, uma vida honesta, ou menos corruptível possível.

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