quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Reunião de agentes da PF e governo termina sem acordo, diz ministério





Eles querem não só reajuste, mas reestruturação da carreira, diz governo.

Policiais federais em greve aguardavam a reunião em frente ao ministério
 (Foto: Brenda Brandão/G1)

Terminou sem acordo a reunião entre agentes da Polícia Federal e o governo sobre o fim da greve, informou a assessoria do Ministério do Planejamento.

A reunião durou cerca de uma hora e meia. Segundo o ministério, os servidores querem não só o reajuste salarial - o governo oferece 15,8% - mas também a reestruturação da carreira.

Um representante do Ministério da Justiça vai levar a proposta ao ministro José Eduardo Cardozo, ainda de acordo com a assessoria. Os representantes da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) não falaram com a imprensa após a reunião. O G1 não conseguiu contato com a assessoria de imprensa da Fenapef.

Em greve desde o dia 15, eles pedem aumento salarial, abertura de concurso e o fim das terceirizações e dos desvios do efetivo policial para funções administrativas.

Operação-padrão e corte de ponto
No último dia 14, a categoria entrou em operação-padrão após uma reunião que terminou sem acordo com o governo. Agentes da PF começaram a intensificar a checagem de documentos e bagagens nos principais aeroportos do país, mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a ação era ilegal e proibiu esse tipo de medida.

Na quarta (23), o governo federal anunciou o corte de ponto de 11.495 servidores de várias categorias em greve pelos dias parados em julho. Os descontos totalizarão R$ 20.668.252,39. No Ministério da Justiça, 1.486 servidores terão o ponto cortado.

O corte de ponto foi decidido no início deste mês com o prolongamento das greves, que se alastraram por mais de 30 categorias. O governo estima que 70 mil servidores cruzaram os braços; os sindicatos falam em 350 mil parados.

Salários
Segundo dados do Ministério do Planejamento, os policiais de segunda classe da Polícia Federal no início da carreira pedem reajuste de 139%, elevando a remuneração de R$ 7,885,99 para R$ 18.881,44. Para a segunda classe, o salário passaria de R$ 9.468,92 para R$ 21.319,72, salto de 125%. Já entre os policiais da classe especial passariam a receber R$ 24.014,69 contra os atuais R$ 11.879,08, aumento de 102%.

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