sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Apreensão de armas cresce em Belo Horizonte




Para o comandante de Policiamento da Capital, o crescimento da apreensão indica que há um maior número de armas de fogo circulando na cidade, embora seja ainda uma avaliação preliminar.

Aumentou em 13,3% o número de armas apreendidas este ano pela Polícia Militar em Belo Horizonte. De janeiro a agosto, foram recolhidas 1.720, contra 1.518 no mesmo período de 2011. As informações foram divulgadas ontem pela Secretaria de Estado de Defesa Social. Em todo o ano passado, a PM apreendeu mais de 2 mil armas na capital. No início de setembro, o Estado de Minas mostrou que o número de feridos a tiros atendidos nos hospitais do SUS em BH aumentou 57% no primeiro semestre em relação ao ano passado, conforme dados do Ministério da Saúde. 

Para o coronel Rogério Andrade, comandante de Policiamento da Capital, o crescimento da apreensão indica que há um maior número de armas de fogo circulando na cidade, embora seja ainda uma avaliação preliminar. “O que se pode dizer, com certeza, é que há um crescimento das operações policiais focadas na repressão, que resultam em apreensões de armas”, explica. Segundo ele, até blitz de trânsito gera apreensão de armamentos, pois o policial é orientado a verificar a documentação, a situação do condutor principalmente em relação ao consumo de álcool e as condições do veículo. 

As operações policiais do CPC na capital têm ultrapassado a metade 20 mil por mês. Em setembro, foram 25 mil operações, incluindo incursões a favelas, batidas policiais e blitzes. “Nas blitzes tradicionais, com cone, o cidadão de bem é que para. Nas blitzes de impacto, são feitas abordagens rápidas em semáforos para autuar o infrator, fechando os quarteirões”, explica o comandante. 

Os dados do SUS se referem às vítimas de arma de fogo atendidas nos prontos-socorros João XXIII, Risoleta Neves e Odilon Behrens. No primeiro semestre do ano passado, foram 349 ocorrências e a média de tempo de internação passou de 7,4 para 7,7 dias. De janeiro a junho deste ano, morreram em hospitais da capital 53 vítimas de tiros, número igual ao do mesmo período do ano passado.

Por Sandra Kiefer - Estado de Minas

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