sábado, 15 de setembro de 2012

Disque-denúncia divulga foto de envolvidos em chacina no Rio





Polícia divulga foto de Juninho Cagão, Jonas Pintado, Ratinho e Sheik, acusados de envolvimento em chacina no Rio
Foto: Divulgação

O Disque-denúncia do Rio de Janeiro divulgou na noite de sexta-feira as fotos de quatro acusados de comandar e participar da chacina que aconteceu no parque de Gericinó, em Mesquita, na Baixada Fluminense.

Remilton Moura da Silva Junior, o Juninho Cagão, Jonas Santos Pereira, o Pintado, Marcus Vinicius Madureira da Silva, o Ratinho, e Fernando Domingos Pereira Simão, conhecido como Sheik, já tiveram o mandado de prisão expedido pela Justiça na quinta-feira.

Onda de crimes na Chatuba
Desaparecidos após saírem para ir a uma cachoeira de Gericinó, em Mesquita (RJ), seis jovens foram encontrados mortos na manhã do dia 10 de setembro. Os adolescentes, moradores de Nilópolis, na Baixada Fluminense, foram identificados como Christian Vieira, 19 anos; Glauber Siqueira, Victor Hugo Costa e Douglas Ribeiro, 17 anos; e Josias Serles e Patrick Machado, 16 anos.

De acordo com laudo do Instituto Médico Legal (IML), os seis foram barbaramente torturados. Os documentos mostram que pelo menos dois deles tiveram os braços fraturados e quatro foram baleados na cabeça. As vítimas ainda tinham cortes profundos nos pescoços.

A polícia trabalha com a hipótese de que os jovens tenham sido capturados por traficantes locais, rivais da facção criminosa que comanda a região em que moravam as vítimas. Entre os acusados está Remilton Moura da Silva Júnior, o "Juninho Cagão", apontado como chefe do tráfico naquela comunidade. Além dos seis jovens, o grupo teria assassinado o pastor Alexandre Lima, 37 anos, e o cadete da Polícia Militar Jorge Augusto de Souza Alves Junior, 34 anos, no mesmo dia. José Aldeci da Silva Junior, que teria presenciado a morte do pastor, também pode ter sido vítima do grupo. Seu corpo foi encontrado em operação dentro da área do campo de instrução de Gericinó, que pertence ao Exército, no dia 13.

A onda de violência levou as autoridades a ocupar permanentemente a comunidade da Chatuba. A Polícia Civil também pediu a prisão temporária de sete traficantes suspeitos de participação na chacina.

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