domingo, 16 de setembro de 2012

Mais dois policiais são assassinados no Rio




Cerca de 40 homens fizeram buscas na Rocinha, na Zona Sul do Rio. Três suspeitos de cometerem crime foram presos

Mais dois policiais militares foram assassinados na Baixada Fluminense na noite de sexta-feira, intensificando onda de violência no Rio. Foi o terceiro caso em menos de 24 horas – na madrugada de quinta-feira, o soldado Diego Bruno Barboza Henriques, de 25 anos, morreu depois de ser baleado enquanto patrulhava a Rocinha, na Zona Sul da capital. O sargento Luiz Alberto Tavares Sampaio, de 45, foi morto quando chegava em casa, em São João de Meriti. Ele estava na corporação havia 20 anos e tinha acabado de ser homenageado no 21º Batalhão (São João de Meriti). Sampaio estava sem farda e teve o carro, um Voyage, fechado por homens em uma moto e um carro. Seis tiros atingiram o carro do policial. Nada foi levado.

Em Nova Iguaçu, o cabo Paulo Antônio da Costa, de 38, lotado no Batalhão de Operações Especiais (Bope), morreu ao ser atingido por dois tiros na cabeça. Ele chegou a ser socorrido e foi levado para o Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio, mas não resistiu aos ferimentos. Costa estava de folga e trabalhava como segurança particular. As primeiras informações são de que ele teria reagido a um assalto.

OPERAÇÃO Quarenta homens da Delegacia de Homicídios ocuparam a Rocinha, na Zona Sul da cidade, na manhã de ontem. A Polícia Civil informou que já foram identificados dois suspeitos de matar o PM Diego Bruno Barbosa. Segundo o delegado da Divisão de Homicídios (DH) Rivaldo Barbosa, os acusados são Rafael da Silva de Barros, de 18 anos, e Ronaldo Azevedo da Cunha, de 24. Na sexta-feira, a PM prendeu um menor suspeito da morte do policial.

Na manhã de ontem, o grupo Rio de Paz estendeu uma faixa na Praia de Copacabana, em frente à Avenida Princesa Isabel, em homenagem ao soldado PM Diego Bruno Barbosa, morto quando fazia patrulhamento a pé. "Ele tombou pelo sonho da pacificação", diz a faixa.

"Esse policial militar foi morto na Rocinha. Levou um tiro no rosto. Ele tinha 25 anos de idade. Ganhava quase nada. Exercia uma profissão de alto grau de complexidade e pouco valorizada. Cabe a nós, moradores do Rio de Janeiro, prestar uma justa homenagem a quem teve sua vida interrompida enquanto lutava pelo que todos sonhamos, a paz da nossa cidade", disse Antonio Costa, presidente do Rio de Paz.

Um veículo da Polícia Militar que fazia patrulhamento de rotina na comunidade da Rocinha foi atacado por uma bomba caseira atirada por moradores revoltados com a prisão de um suspeito na madrugada de sábado. Ninguém ficou ferido e o veículo não sofreu maiores avarias, segundo a polícia.

Desde novembro, a Rocinha é ocupada por militares, que preparam a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) programada para ser inaugurada na quinta-feira.

Fonte: Estado de Minas

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