quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Major Medeiros não comparece à audiência pública






Oficial teria afirmado que 90% dos policiais que trabalham na ROTAM são ladrões

Deputados, representantes de classe, autoridades, imprensa, militares e civis lotaram o auditório da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta quarta-feira (26), em Belo Horizonte, para discutir supostas declarações do Major PM Paulo Roberto Medeiros. Após abertura da reunião e breve explanação do caso, realizada pelo presidente de Direitos Humanos da Assembleia, Deputado Durval Ângelo, este comunicou a prorrogação da audiência pública, já que o principal convidado, Major Medeiros, não compareceu.

O presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (ASPRA-PM/BM), subtenente Raimundo Nonato, compôs à mesa representativa, ao lado do vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Paulo Lamac, do vereador Cabo Júlio e deputado Sargento Rodrigues. 

O presidente da Comissão, deputado Durval Ângelo, pediu que as interferências fossem deixadas para a próxima audiência, alegando a necessidade de convocação ao major. “O debate não será aberto. É de extrema importância a presença do major Medeiros. Para mim, sinceramente, é um escracho ter este major na corregedoria, na responsabilidade que ele ocupa”, disse Durval Ângelo.

Sobre o caso

Em instrução aos militares da ROTAM, que ocorreu em agosto deste ano, major Medeiros teria afirmado que 90% dos militares que trabalham na Unidade são ladrões e todos os policiais tatuados são marginais. Major Medeiros teria acusado, ainda, o ex-comandante do Batalhão ROTAM, coronel Lisboa, por incompetência na ocorrência do aglomerado Serra, ocorrido em fevereiro de 2011. Militares presentes na instrução disseram que major Medeiros fez outras graves declarações contra o Batalhão. No entanto, estava presente no curso um major do Pará, que após ficar indignado com as declarações, providenciou relatório e divulgou à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, relatando todo o episódio. 

Aspra

Raimundo Nonato tinha grandes expectativas para a audiência. “Gostaria de ouvir o por que o Major Medeiros proferiu palavras tão ofensivas aos militares da ROTAM. Não podemos admitir que um oficial da PM generalize de forma negativa a conduta de um batalhão devidamente especializado, como a ROTAM, que atua reprimindo a criminalidade na região metropolitana de Belo Horizonte e no recobrimento da malha protetora da segurança pública”, disse.

Próxima audiência

A audiência pública para discutir o caso do Major Medeiros vai acontecer na quarta-feira, 03 de outubro, às 9h, na Assembleia Legislativa. Deputado Durval Ângelo enfatizou a importância de convidar o Secretário de Defesa Social, Rômulo Ferraz, argumentando que o assunto é, também, uma questão de governo. 

A presença em massa de militares da ROTAM foi solicitada pelos componentes da mesa para a próxima audiência, sobretudo a do comandante da ROTAM, tenente-coronel Sacramento.

Fonte : ASPRA

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