terça-feira, 11 de setembro de 2012

Os trabalhadores da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) adiam greve





Trabalhadores dos Correios adiam greve
Categoria rejeitou proposta de reajuste salarial, mas devem realizar paralisações apenas na próxima semana

Funcionários dos Correios continuam descontentes com a proposta dos Correios
Antônio Cruz/ ABr

Os trabalhadores da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) rejeitaram, em assembleias realizadas na noite de segunda-feira, a proposta de reajuste salarial de 5,2%, mas adiaram para a próxima semana a decisão sobre o início de uma greve da categoria por tempo indeterminado.

Um balanço parcial apontava que a maioria dos sindicatos agendou a realização de novas assembleias no próximo dia 18 para deliberar sobre uma possível paralisação a partir do dia 19, entre eles os sindicatos de São Paulo, do Rio de Janeiro, do Paraná, de Santa Catarina, do Ceará e de Campinas (SP).

"A maioria dos sindicatos está de fato jogando as assembleias de deflagração de greve para a próxima semana, na expectativa de que a direção dos Correios melhore a sua proposta", disse James Magalhães de Azevedo, secretário de Imprensa da Fentect. "Estamos costurando a realização, nos próximos dias, de um encontro nacional com todos os sindicatos para definir um calendário único de mobilização."

Dos 35 sindicatos da categoria, 16 fizeram assembleias ontem. Sete reúnem os trabalhadores nesta terça-feira. Maior empresa empregadora no regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), os Correios têm cerca de 115 mil funcionários.

"As assembleias foram tensas, boa parte da categoria desejava uma greve imediata", disse o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR), Luiz Antonio de Souza. "Mas precisamos agir com responsabilidade, a greve precisa ser efetivamente nacional, e não apenas localizada."

Reivindicações

O comando de negociação da Fentect reivindica 43,7% de reajuste, R$ 200 de aumento linear e piso salarial de R$ 2,5 mil. Quatro sindicatos dissidentes (São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins e Bauru), que se desfiliaram da federação, reivindicam 5,2% de reposição, 5% de aumento real e reajuste linear de R$ 100. O salário-base inicial de carteiros, atendentes comerciais e operadores de triagem e transbordo é R$ 942.

Na última quarta-feira, os Correios elevaram de 3% para 5,2% a sua proposta de reajuste salarial. O mesmo percentual seria aplicado a benefícios como vale-alimentação e auxílio-creche. Pela proposta, o salário-base inicial de carteiros, atendentes comerciais e operadores de triagem e transbordo passaria de R$ 942 para R$ 991.

Fonte: Redação Band, com Agência Brasil 

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