quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Polícia entra em alerta na região de Campinas após ação da Rota





 

As polícias Civil e Militar da região de Campinas (SP) entraram em estado de alerta ontem. As corporações preveem a possibilidade de ataques cometidos a mando da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), como resposta à operação da Rota em Várzea Paulista, anteontem. A PM determinou que as equipes não circulem sem colete à prova de balas, isolou a frente dos batalhões e companhias com cones e reforçou o trabalho de rua à noite. Na Civil, o setor de inteligência determinou atenção redobrada com os monitoramentos telefônicos de integrantes da facção e de outros criminosos para possíveis conversas sobre atentados. As informações são de O Estado de S. Paulo.

O proprietário da chácara alugada pelos criminosos para o "tribunal do crime" desbaratado pela Rota, Benedito Aparecido Nechita, 57 anos, afirmou que cedeu o lugar "para um churrasco" e disse não ter contato com os suspeitos. Segundo vizinhos, foram disparados muitos tiros e, logo após a abordagem, policiais de elite passaram a procurar câmeras que pudessem ter registrado a ação. Um dos lugares foi visitado por três policiais diferentes.

Operação termina com nove mortos
Policiais militares das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), enfrentaram uma quadrilha na tarde do dia 11 de setembro em Várzea Paulista (SP). No total, nove criminosos foram mortos e cinco foram presos. De acordo com a PM, a ação teve início após uma denúncia anônima que alertava para a ocorrência de um "tribunal do crime" promovido por criminosos, que iriam julgar um suposto estuprador da região. Dez equipes da Rota, com 40 policiais, partiram para a cidade para tentar localizar a chácara ocupada pela quadrilha.

De acordo com os policiais, as equipes se dividiram e, no primeiro confronto, uma pessoa foi presa e duas foram mortas. Numa segunda perseguição, a Rota entrou em confronto novamente e, dos quatro ocupantes de dois veículos, dois foram presos e dois morreram. Ao mesmo tempo, outras equipes da tropa de elite entraram na chácara onde estaria ocorrendo o julgamento. Nesse momento, aproximadamente dez criminosos, ocupando três veículos, conseguiram fugir. Na chácara havia 11 pessoas, sendo sete suspeitos e as quatro testemunhas. Houve novo confronto armado, resultando em cinco mortos e dois presos ilesos. Entre os mortos estava o homem que seria o "réu" do tribunal do crime.

Nessa ação, foram apreendidos cinco veículos, uma metralhadora, duas espingardas calibre 12, sete pistolas, quatro revólveres, uma granada, explosivos (dinamite e outros), 20 kg de maconha e um colete à prova de balas. O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foi chamado para realizar a coleta do material. De acordo com a PM, os procedimentos de Polícia Judiciária Militar serão devidamente instaurados.

O ouvidor da Polícia do Estado de São Paulo, Luiz Gonzaga Dantas, disse que a ouvidoria fará uma apuração dos fatos, além de acompanhar as investigações no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). O Ministério Público também acompanhará o inquérito policial sobre a ação da Rota em Várzea Paulista. As promotoras Patrícia Tiemi Momma e Francine Regina Cavallini foram designadas para acompanhar as investigações.

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