domingo, 16 de setembro de 2012

Polícia identifica suspeitos de matar PM na Rocinha





Operação da Divisão de Homicídios não encontrou os acusados na favela.
Diego Bruno Barbosa Henriques foi morto com um tiro na quinta-feira (12).

Rafael da Silva de Barros, de 18 anos, e Ronaldo Azevedo Oliveira da Cunha, de 24 (Foto: Divulgação)

A Polícia Civil informou na tarde deste sábado (15) que já foram identificados os dois suspeitos de matar o PM Diego Bruno Barbosa Henriques, na última quinta-feira (13), na Rocinha, em São Conrado, Zona Sul do Rio. Segundo o delegado da Divisão de Homicídios (DH), Rivaldo Barbosa, os acusados são Rafael da Silva de Barros, de 18 anos, e Ronaldo Azevedo da Cunha, de 24.

Cerca de 40 policiais da DH realizam desde o início desta manhã uma operação na comunidade para tentar prender os suspeitos, que até 15h30 não haviam sido encontrados. Rivaldo pede que moradores ajudem com informações por meio do Disque-Denúncia (2253-1177).

Na manhã da sexta-feira (14), policiais militares detiveram um suspeito da morte do soldado, baleado durante um patrulhamento a pé. De acordo com a Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil, o suspeito seria menor de idade, por isso não será apresentado oficialmente. 

Segundo a PM, o suspeito foi detido com carregadores e munições de pistola calibre nove milímetros — mesmo calibre do disparo que matou o policial militar.

“A PM, naquele e em outros locais, aos poucos começa a agir de maneira capilarizada, começa a sedimentar as suas ações. Mas nós não vamos desistir desse projeto que está salvando vidas. Temos problemas sim, mas temos um plano visível e concreto para o Rio de Janeiro e vamos levar esse plano até o fim”, disse na sexta o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, durante visita à Favela da Chatuba na sexta.

De acordo com o relações públicas da PM, coronel Frederico Caldas, o suspeito na Rocinha foi preso com informações dos próprios moradores.

"Esse fato só nos dá mais força para a gente avançar nesse processo de pacificação. Lembrando que a Rocinha é certamente um dos maiores desafios em função do tamanho e da complexidade. Agora, a partir da semana que vem, com inauguração da UPP, a gente traz ainda a estabilidade para esta área.”

Segundo Caldas, o momento na comunidade é melhor do que os meses logo após a ocupação da PM, em novembro do ano passado.

“Tivemos momentos mais críticos, como os primeiros seis meses, a partir da ocupação. Diferentemente do que a gente teve no ano passado, a gente está em uma situação de estabilidade. Esse foi um fato que evidencia que a polícia estava presente, às 22h30, uma patrulha nossa, a pé, numa viela, num beco, protegendo as pessoas. E também mostra o tamanho do desafio. Vamos implementar a UPP na semana que vem com toda a força”, disse ele na sexta.

Segundo a polícia, o soldado morto estava apenas há um ano na corporação. Ele era solteiro e não tinha filhos. O corpo de Diego Bruno Barbosa Henriques foi no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste, na sexta-feira.

Fonte: G1 RJ

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