terça-feira, 4 de setembro de 2012

Polícia prende em SP nove suspeitos de integrar facção





Agência Estado

Em três flagrantes realizados pela Polícia Militar, dois deles na zona sul e outro na zona leste da cidade de São Paulo, um total de nove homens, todos suspeitos de integrar a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), foi detida na noite dessa segunda-feira. Quatro armas da PM, drogas e munições foram apreendidas pelos policiais.

Armas

Um homem identificado como Evaldo Neris Santana, de 31 anos, foi preso às 21h em posse de cinco armas, quatro delas da PM, ao tentar escapar de uma blitz e se envolver em um acidente na Avenida Calim Eid, no Jardim Popular, região da Penha, na zona leste da capital.

As armas que Evaldo portava eram pistolas calibre ponto 40, quatro delas com o brasão da PM. O bandido estava em uma motocicleta e tentou fugir ao ver uma blitz da PM. Os policiais perceberam e iniciaram a perseguição. Evaldo perdeu o controle da moto e bateu contra um veículo de passeio, sofrendo fratura exposta em uma das pernas. Os policiais o encaminharam ao Hospital Municipal Doutor Cármino Caricchio, do Tatuapé.

As armas, possivelmente roubadas, estavam dentro da mochila carregada pelo criminoso. A polícia agora irá apurar a participação de Evaldo em casos de assassinato de policiais militares ou roubos praticados contra PMs. Ele foi autuado em flagrante no 24º Distrito Policial, da Ponte Rasa.

Homicídio

Outro homem, suspeito de participar da morte de um policial militar no dia 22 de junho deste ano, foi preso, no início da noite, na região de Parelheiros, no extremo sul da capital paulista, por policiais militares das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota).

Agentes do Serviço de Inteligência da Polícia Militar, em posse de alguns dados da suposta localização do criminoso, às 18h repassaram os dados para a equipe da Rota. Os policias foram à Estrada do Jaceguava, na região de Parelheiros, e abordaram um Peugeot 307 ocupado por um casal. Ao volante estava Ronaldo Amaral Gaspar, de 32 anos. A mulher, que seria sua amante, acabou liberada.

Durante vistoria no veículo, que não tem queixa de roubo ou furto e está no nome da mulher de Gaspar, os policiais encontraram quatro tijolos de maconha no compartimento onde é guardado o estepe. No porta-luvas havia cinco munições, de pistola ponto 40, calibre 9 mm e de espingarda calibre 12. Após confessar ser o dono da droga e das munições, Ronaldo também assumiu sua participação no assassinato.

Segundo os policiais militares que prenderam o traficante e homicida, Amaral afirmou que não foi o autor dos disparos que atingiram o soldado Osmar dos Santos Ferreira, que era lotado no 16º Batalhão, cuja sede fica no Rio Pequeno, na zona oeste da cidade. O soldado foi morto com vários tiros às 5h30 da manhã do dia 22 de junho, quando ia para o trabalho, minutos após, de moto, deixar a residência, no Grajaú, bairro vizinho a Parelheiros.

Fechado por um Space Fox prata, ocupado por quatro homens, entre eles Ronaldo, que estava ao volante, o policial foi baleado e morreu. A função do criminoso era apenas dirigir o veículo e dar um sumiço no carro e guardar as armas da quadrilha, supostamente ligada à facção criminosa PCC. Após ser preso, Ronaldo foi encaminhado para o Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) e autuado em flagrante por tráfico e porte de munições.

Os dados da prisão do criminoso serão transmitidos para a Corregedoria da Polícia Militar e para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ronaldo é o segundo integrante da quadrilha a ser preso. Um dia após o assassinato do soldado Osmar Ferreira, policiais militares da Força Tática do 50º Batalhão detiveram, na Rua Geraldo Honório da Silva, no Jardim Reimberg, também região de Parelheiros, outro homem acusado de participar do crime já havia sido encontrado pela polícia.

Reunião

No momento em que se reuniam, sete homens suspeitos de pertencerem ou terem ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) foram detidos, por volta das 20h30, no interior de uma das casas da Rua Ricardo Brosca, no Jardim Horizonte Azul, região do Jardim Ângela, na zona sul da capital paulista, após policiais militares da Força Tática do 37º Batalhão receberem uma denúncia anônima sobre a existência de um desmanche no local.

Os policiais acreditam que havia mais pessoas no interior da residência, pois, quando os sete foram dominados, parte tentava fugir pelos fundos da casa. Vários tiros foram disparados contra os policiais, que não revidaram. Dentro da casa foram encontrados um revólver calibre 38, quatro porções de maconha, o estatuto da facção e um caderno com anotações de valores arrecadados e cobrados pela facção junto aos criminosos que a formam.

Cinco dos sete detidos, segundo a PM, já têm passagem pela polícia. O imóvel é alugado. A maioria dos jovens flagrados pelos policiais tem mais de 20 anos de idade. O grupo foi encaminhado para a sede do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), na zona norte da capital paulista. Até as 3h15 desta terça-feira, os detidos eram ouvidos pela Polícia Civil e não havia sido informado se todos permaneceriam presos nem o crime pelo qual cada um irá responder.

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