terça-feira, 11 de setembro de 2012

Policiais civis do DF decidem manter greve e planejam ato nesta quarta





Categoria pede reajuste de 28%, referente à inflação desde 2006.
Após determinação judicial, 80% dos policiais civis estão trabalhando.


Os agentes da Polícia Civil do Distrito Federal decidiram em assembleia na tarde desta terça-feira (11) manter a greve iniciada no dia 23 de agosto. A categoria pede reestruturação da carreira e reajuste salarial de 28%, valor equivalente à inflação acumulada entre 2006 e 2012.

Em entrevista ao G1, o presidente do sindicato do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol), Ciro José de Freitas, afirmou que a categoria não se reuniu com o governo na última semana e que os agentes vão fazer um ato de protesto em frente ao Palácio do Buriti na tarde desta quarta-feira (12).

“Nós vamos queimar dois caixões. Eles representam o fim da autonomia do Distrito Federal. O GDF alega que quer dar o aumento, mas que não pode porque o governo federal está resistindo, então não há mais autonomia”, disse Freitas. Uma nova assembleia será realizada na próxima sexta (14).

Após a assembleia, os agentes se deslocaram para a Câmara Legislativa para pressionar os distritais a aprovar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar como estão sendo gastos os recursos repassados pelo Fundo Constitucional ao GDF.

O Sinpol afirma que as verbas poderiam ser usadas para reajustar os salários dos policiais civis. “O GDF pode investir esse dinheiro na compra de viaturas, na reforma de delegacias e também para investir no policial”, afirmou Freitas.

O secretário de Administração Pública, Wilmar Lacerda, afirmou ao G1 na semana passada que o Fundo Constitucional, de onde saem os recursos para o pagamento do salário da categoria, não é suficiente para atender o pedido dos policiais.

Segundo Lacerda, dos R$ 9,9 bilhões do fundo para 2012, R$ 8,9 bilhões já estão comprometidos com despesas de pessoal, não apenas para segurança pública, mas também para a educação e saúde – áreas que também recebem esses recursos.

No final de agosto, o O Tribunal de Justiça acatou liminar do GDF e determinou a volta de 80% dos policiais civis ao trabalho. Também ordenou que a população tenha livre acesso às unidades policiais e que a categoria não realize nenhuma manifestação que feche vias públicas ou cause transtorno ao trânsito. O órgão fixou multa de R$ 100 mil para cada ato de desobediência. Cabe recurso à decisão.

De acordo com o presidente do Sinpol, a determinação está sendo cumprida. "Nós estamos respeitando fielmente a decisão judicial, mas os 20% que não estão trabalhando já afetam a qualidade dos serviços", disse Freitas.

Fonte: G1 DF

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