sábado, 22 de setembro de 2012

PR: governador vê motivos eleitorais em operação da PF





Beto Richa plantou uma árvore nos fundos do Palácio Iguaçu, que leva o nome do mesmo rio que foi objeto principal da ação da PF na última quinta-feira Foto: Joyce Carvalho/Especial para Terra

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), criticou duramente a Polícia Federal pela Operação Iguaçu-Água Grande, deflagrada na quinta-feira no Estado. Houve muita repercussão sobre o assunto com a suspeita de que a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), responsável pelo saneamento básico na maioria dos municípios paranaenses, estaria despejando esgoto não tratado no rio Iguaçu, o maior do Estado.

A operação foi em estações de tratamento da Sanepar e encontrou indícios da prática irregular. As investigações acontecem desde 2008 e, por isto, Richa acredita que haja motivações eleitoreiras com a ação policial.

"Só estranho que uma operação da Polícia Federal que está desde 2008 em curso aconteça neste momento. Uma operação policialesca, com policiais vindos de várias partes do Brasil. Entraram na Sanepar ontem fortemente armados. Ali não tem nenhum bandido. Nunca foi sonegada uma informação. Não havia menor necessidade disto acontecer. O que me causa mais estranheza que a duas semanas da eleição acontece uma operação como esta", declarou nesta sexta-feira em frente ao Palácio Iguaçu, sede do governo do Estado, em Curitiba.

Beto Richa apoia a candidatura do prefeito da capital, Luciano Ducci (PSB). Em comunicado divulgado na quinta-feira, a Sanepar afirma estranhar a ação a duas semanas das eleições. O diretor-presidente da companhia, Fernando Ghighone, se licenciou do cargo e está na coordenação da campanha de Ducci. "Acho muito curioso e tenho todo direito, pela forma que foi deflagrada essa operação, de imaginar que houve outros objetivos a não ser o real de poder investigar com números e documentos com o que está acontecendo no saneamento do Estado", comentou.

O governador do Paraná ressaltou que a operação ocorre durante a greve dos policiais federais. "Temos tantos problemas de criminalidade, de tráfico de drogas, no momento que a Polícia Federal está em greve. Porque não vão ajudar no policiamento das fronteiras do Estado do Paraná, onde entram armamento pesado e drogas. Estamos precisando da ajuda e da parceria com o governo federal para conter a criminalidade na faixa de fronteira", disse.

Richa afirmou ainda que a Sanepar é uma das melhores companhias de saneamento do País, incluindo o reconhecimento com prêmios nacionais, que vai investir R$ 2 bilhões na área durante os quatro anos de seu mandato, e que os sete mil funcionários estavam indignados com tudo o que está acontecendo e, por isto, tinha a solidariedade dele.

Por JOYCE CARVALHO

Direto de Curitiba

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