quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Presos 2 suspeitos de envolvimento em chacina de Mesquita






Sheik e Jonas Pintado foram presos, nesta quinta-feira, suspeitos de participação na chacina de Mesquita (RJ) Foto: Divulgação

A Polícia Civil prendeu dois homens por suspeita de envolvimento na chacina no Parque de Gericinó, próximo à favela da Chatuba, em Mesquita, na Baixada Fluminense. Fernando Domingos Pereira Simão, o "Sheik" ou "Fernandinho", e Jonas Santos Pereira, o "Jonas Pintado", foram apresentados nesta quinta-feira na 53ª DP (Mesquita). Segundo a polícia, eles foram presos ontem, na comunidade da Chatuba.

Na semana passada, a Justiça já havia decretado a prisão temporária, pelo prazo de 30 dias, dos dois suspeitos. Na ocasião, também foram expedidos mandados contra Remilton Moura da Silva Junior, o "Juninho Cagão"; Marcus Vinicius Madureira da Silva, o "Ratinho"; e Luiz Alberto Ferreira de Oliveira, o "Beto Gordo". A prisão foi pedida pela polícia e pelo Ministério Público.

Ontem, policiais militares prenderam outro suspeito de participar dos assassinatos. Danilo Machado Valverde, conhecido como Danilo Carroceiro, 27 anos, foi detido na localidade do Bicão. Ele teria transportado os corpos dos seis jovens mortos na chacina.

Na última terça-feira, um adolescente de 16 anos, apreendido na semana passada, teria confessado à polícia ser o autor do disparo que matou o cadete Jorge Augusto de Souza Alves Junior. O oficial foi assassinado no mesmo dia em que foram mortos os seis adolescentes e um pastor na comunidade de Mesquita. A PM, no entanto, não soube informar se o jovem confessou ter participado dos outros crimes.

Onda de crimes na Chatuba
Desaparecidos após saírem para ir a uma cachoeira de Gericinó, em Mesquita (RJ), seis jovens foram encontrados mortos na manhã do dia 10 de setembro. Os adolescentes, moradores de Nilópolis, na Baixada Fluminense, foram identificados como Christian Vieira, 19 anos; Glauber Siqueira, Victor Hugo Costa e Douglas Ribeiro, 17 anos; e Josias Serles e Patrick Machado, 16 anos.

De acordo com laudo do Instituto Médico Legal (IML), os seis foram barbaramente torturados. Os documentos mostram que pelo menos dois deles tiveram os braços fraturados e quatro foram baleados na cabeça. As vítimas ainda tinham cortes profundos nos pescoços.

A polícia trabalha com a hipótese de que os jovens tenham sido capturados por traficantes locais, rivais da facção criminosa que comanda a região em que moravam as vítimas. Entre os acusados está Remilton Moura da Silva Júnior, o "Juninho Cagão", apontado como chefe do tráfico naquela comunidade. Além dos seis jovens, o grupo teria assassinado o pastor Alexandre Lima, 37 anos, e o cadete da Polícia Militar Jorge Augusto de Souza Alves Junior, 34 anos, no mesmo dia. José Aldeci da Silva Junior, que teria presenciado a morte do pastor, também pode ter sido vítima do grupo. Seu corpo foi encontrado em operação dentro da área do campo de instrução de Gericinó, que pertence ao Exército, no dia 13.

A onda de violência levou as autoridades a ocupar permanentemente a comunidade da Chatuba. A Polícia Civil também pediu a prisão temporária de sete traficantes suspeitos de participação na chacina.

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