sábado, 20 de outubro de 2012

ACADEMIA DE LETRAS DA PMMG- Dezessete anos como fonte de pesquisa e referência





Há 17 anos, a Academia de Letras João Guimarães Rosa, da Polícia Militar de Minas Gerais, vem zelando pela língua portuguesa e divulgando as obras de alto nível, muitas delas, assinadas por policiais militares. Na noite desta quinta-feira, dia 18, escritores famosos, poetas talentosos e pesquisadores, verdadeiros imortais, além de convidados, reuniram-se no auditório Rubi do Clube dos Oficiais, para prestigiar a entrega da Medalha Cultural Acadêmico Saul Alves Martins, outorgada dentro das comemorações do aniversário da Academia de Letras.

NOITE DE GALA

A Academia de Letras João Guimarães Rosa, da Polícia Militar de Minas, nasceu em 21 de agosto de 1995, por "audácia" do Coronel Ary Braz Lopes, como conta o presidente da casa, o Tenente-Coronel e Acadêmico João Bosco de Castro. O oficial ocupa a cadeira nº 13, cujo patrono é o escritor Euclides Rodrigues Pimenta da Cunha.

O Coronel Ary propôs ao então presidente do Clube dos Oficiais, Cel Edgar Soares, a instituição da Estante do Autor Miliciano, para a exposição de livros, escritos e publicados por oficiais e praças. O Cel Ari tinha uma peça nobre e sua ideia era usá-la para abrigar obras importantes para a instituição.

O então presidente do Clube, Coronel Edgar, aplaudiu a proposta e fez uma contraproposta: "Porque não uma Academia de Letras?". Foi aprovado e elegeu-se o nome do Coronel João Guimarães Rosa, para a Academia de Letras. Assim, foi construído o alicerce da casa que cuida, zela e divulga as boas produções.

EMOÇÃO SINGULAR
O chefe do Estado-Maior da PMMG, Coronel Divino Pereira de Brito, que ocupa a Cadeira Nº 21, cujo patrono é Edmundo Lery Santos, foi um dos homenageados com a Medalha Cultural Acadêmico Saul Alves Martins. "Antes de tudo, é importante ressaltar a figura do Coronel Saul, uma referência na literatura e antropologia, um grande homem, possuidor de uma cultura invejável. A Academia de Letras foi muito feliz ao dar nome à medalha entregue esta noite. Sinto-me honrado em recebê-la, pelo que ela representa para a PMMG e ao meio acadêmico", afirmou o Chefe do Estado-Maior. O oficial enfatizou a emoção singular que experimentou: "Sou ligado à literatura, à cultura, à música, então, este momento, tem um significado muito especial".

PRESERVAÇÃO DA LÍNGUA

A Língua Portuguesa como ferramenta de trabalho foi destacada pelo Comandante da Academia de Polícia Militar - APM, Coronel Sérgio Augusto Veloso Brasil, um dos agraciados com a medalha. Também sentindo-se honrado em receber a homenagem, o comandante frisou a importância da Academia de Letras para o resgate e preservação da língua, para a cultura do país e o papel do militar neste processo. "O policial militar, ao registrar a ocorrência, precisa conhecer a língua portuguesa e reconhecê-la, também, como uma ferramenta de trabalho. Resgatar e cultivar as letras. Este tem sido o papel da nossa Academia de Letras João Guimarães Rosa, um setor que tem projeção não só na Corporação, mas em todo o Estado", disse o Coronel Brasil.

Ao fazer a entrega da Medalha Cultural Acadêmico Saul Alves Martins, o Acadêmico João Bosco de Castro, destacou o significado do momento. "Engrandecer a cultura e a erudição, pontos fundamentais do trabalho do Cel Saul Alves Martins, e reconhecer o mérito das pessoas que cuidam do engrandecimento dos valores da pátria, valores tão esquecidos. Estamos destacando, nesta noite, as três dimensões das obras do Cel Saul: a literatura, as ciências sociais e a policiologia", afirmou o presidente da Academia de Letras. Ele destacou, ainda, o valor do livro Antônio Dó, de autoria do antropologista e historiador Cel Saul, lançado pela UFMG, como a primeira obra etnopoliciologia da América do Sul.

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