quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Bombeiro suspeito de furto depõe em delegacia do Rio





Dona de apartamento no Leblon disse que teve celular e tablet roubados. 
José Carlos chegou à DRCI, por volta das 9h, desta quarta.

O bombeiro José Carlos Amaral Fernandes, de 48, prestou depoimento na manhã desta quarta-feira (17) na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), no Centro do Rio de Janeiro. Ele e o colega de corporação, Robson do Nascimento, de 36 anos, são suspeitos de ter furtado um apartamento durante combate a um incêndio no Leblon, na Zona Sul da cidade. Robson depôs na mesma delegacia nesta terça-feira (16).

A dona do imóvel, uma médica, deu falta de um celular e de um tablet e avisou à polícia. Os investigadores começaram a monitorar o telefone e nesta terça-feira (16) chegaram a um menor que disse ter comprado o aparelho de um bombeiro.

De acordo com a polícia, o bombeiro, identificado como Robson do Nascimento, de 36 anos, trabalhou no combate ao incêndio, mas ficou apenas na escada Magirus. Na delegacia, ele disse que recebeu o celular como pagamento de uma dívida de um outro bombeiro, identificado como José Carlos Amaral Fernandes, de 48 anos.

De acordo com os agentes, esse segundo bombeiro também estava na ocorrência, e combateu as chamas dentro do apartamento.

O CBMERJ (Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro) informou na noite desta terça-feira que vai instaurar Conselho de Disciplina, um processo administrativo que determina ou não a exclusão dos militares da corporação, a partir do conteúdo apontado nas investigações.

Furto qualificado
A Corregedoria do Corpo de Bombeiros informou que o bombeiro suspeito de roubo iria se apresentar à polícia, na quarta-feira (17), para prestar depoimento. Ele pode responder por furto qualificado e a pena é de até oito anos de prisão.

O menor que estava com o celular da proprietária do imóvel foi apreendido em flagrante por receptação. O bombeiro que disse ter recebido o celular também deve ser indiciado por receptação. Nesse caso, a pena prevista é de um a quatro anos de prisão.

O incêndio aconteceu no dia 28 de setembro, na Avenida Delfim Moreira, na Praia do Leblon.

Por Renata Soares

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