terça-feira, 16 de outubro de 2012

Denúncia aponta que 5 policiais estão ameaçados de morte em Araraquara




Uma denúncia obtida pela Polícia Civil aponta que mais cinco policiais estariam ameaçados de morte em Araraquara (SP). Os crimes seriam encomendados por uma facção criminosa que atua dentro dos presídios do Estado de São Paulo. Em entrevista ao Jornal Regional desta segunda-feira (15), um policial da cidade contou como ele e os companheiros vivem com medo e apreensão.
Com medo de ser punido, o policial militar não quis se identificar. Ele contou que o medo fez com que ele mudasse a rotina e explicou com está o clima entre os policiais. “É de medo e revolta. Medo porque nós estamos que nem ovelhas no pasto e o dono do pasto está de costas viradas para nós e deixando lugares para que o lobo possa entrar e nos pegar”, disse.
Escutas telefônicas revelas neste domingo (14), pelo Fantástico, na Rede Globo, mostram que criminosos planejaram a morte de policiais na região. Nas gravações eles em código:
“Você sabe se o pessoal de Araraquara, o irmão lá, alugou a casa?”
“Não.”
Foram mais de 100 horas de escutas telefônicas. Para promotores, policiais federais e civis quem acompanharam as investigações de perto, não há dúvidas de que ‘alugar uma casa’ significa matar um policial.
No dia 14 de setembro o policial Marco Aurélio de Santi, de 43 anos, foi assassinado com seis tiros quando fazia um trabalho paralelo, em São Carlos. Um dia depois, o sargento Adriano Simões, de 36, foi morto com 17 tiros em Araraquara quando fazia segurança em frente a um supermercado.
Aviso
O policial disse que ninguém dentro do batalhão sabia das escutas e não houve nenhum aviso. “Já sabiam que alguém seria executado, só que ninguém tomou nenhuma providência. Isso é comum. Nós temos casos de policiais que estão na lista para serem mortos que estão sendo escoltados por colegas, mas só estão sabendo porque a Polícia Civil acabou avisando”, disse.
Informações obtidas pela Polícia Civil revelam que cinco policiais em Araraquara estão ameaçados de morte. Além disso, mostram que a facção criminosa que atua de dentro dos presídios ofereceu dinheiro pela morte de um policial.
Pensões
Os policiais também estão preocupados com o pagamento das pensões. Como os PMs morreram em horário de folga, as famílias precisam provar que as mortes tem ligação com a profissão. Para associação de Cabos e Soldados da PM não há dúvidas. “Está relacionada a essa facção criminosa”, disse o representante da associação Carlos Roberto Marques.
Por enquanto, a família do policial morto em Araraquara conta com a ajuda dos outros policiais. “Os companheiros se comprometeram e nós, policiais militares, estamos fazendo parte desse apoio material que a família está recebendo”, explicou Marques.
As famílias dos policiais mortos em São Carlos e Araraquara informaram que vão entrar na Justiça para conseguir a pensão por morte. A assessoria de imprensa da PM confirmou que mantém equipes destinadas a acompanhar os policiais quando existe alguma suspeita.
http://g1.globo.com

Veja o artigo original no blog Amigos de Caserna

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