sábado, 20 de outubro de 2012

Em 10 meses, apreensão de drogas aumentou 50% em Porto Velho





Durante todo o ano de 2011, cerca de uma tonelada foi apreendida.
Apreensões em 2012 se aproximam de 1,5 tonelada, diz Denarc.

Droga apreendida estava entre caixas de produtos de higiene infantil 
(Foto: Reprodução/TV Rondônia)

Até a primeira quinzena de outubro de 2012, o Departamento Estadual de Investigações Sobre Narcóticos (Denarc) da Polícia Civil de Rondônia registrou a apreensão de quase 1,5 tonelada de entorpecentes em Porto Velho. Durante todo o ano de 2011, a apreensão foi de uma tonelada. “O aumento dessas apreensões é o retrato do alto do consumo de drogas nessa região, que é proporcional ao aumento populacional”, afirma o diretor do Denarc de Porto Velho, delegado João de Deus Pires.

No começo deste mês, quase 300 quilos de maconnha foram apreendidos em uma barreira polícial em Itapuã do Oeste, a 100 quilômetros de Porto Velho, em um caminhão que transportava produtos de higiene. “Com as investigações, descobrimos que a droga abasteceria as cidades de Porto Velho e Manaus [AM]", retalou Pires.
Caminhão que transportava droga do Mato Grosso do Sul para Porto Velho. 
(Foto: Vanessa Vasconcelos/G1)

A BR-364 é uma das principais rotas usadas pelo tráfico, tanto para entrada ou saída dos ilícitos em Rondônia, segundo o delegado.

Maconha e pasta base de cocaína lideram as grandes apreensões. A primeira, produzida no Paraguai, adentra o estado através do Mato Grosso. “Já a cocaína chega pela Bolívia, abastece o mercado interno e é distribuída para outros estados do país”, explica o delegado.

De acordo com o Denarc, é alto o número de apreensões de pequenas quantidades de drogas refinadas, prontas para o consumo, apreendidas diariamente. “Para termos uma ideia, cinco quilos de pasta base de cocaína, após o refinamento, onde são acrescentados diversos componentes químicos, dá origem a, pelo menos, 20 quilos da substância pronta para o consumo”, ressalta João de Deus.

Crack 
O crack na região, de acordo com o delegado, é conhecido pelo nome de oxi, que é originado a partir da oxidação da pasta base da cocaína. “Essa droga não passa pelo processo de refino, o que faz com que sua produção seja barata”, diz Pires. Isso reflete no baixo valor de venda e, consequentemente, no aumento do consumo e dependência química, segundo o delegado.

Sintéticas
João de Deus, diretor do Denarc em Porto Velho 
(Foto: Vanessa Vasconcelos/G1)

Em julho deste ano, o Denarc apreendeu mais de 480 comprimidos de ecstasy em Porto Velho. “Um tipo de droga nova que começa a ser introduzida na nossa região”, afirma o delegado, salientando o aumento no consumo de drogas ilícitas na capital.

“Durante todo o ano passado, aprendemos cerca de uma tonelada de entorpecentes, neste ano, até agora, já estamos próximo a 1,5 toneladas”, finalizou.

Toda a droga apreendida pelo departamento é incinerada pela polícia. Este ano, duas incinerações já foram realizadas em Porto Velho.

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