domingo, 28 de outubro de 2012

Em Caxias, PM é preso por compra de votos: levava R$ 10 mil escondidos




 
Outras 16 pessoas foram detidas como cabos eleitorais mas acabaram sendo liberados 

Entre as sete cidades do estado do Rio de Janeiro que tiveram segundo turno para a escolha do prefeito que tomará posse em 2013, o município de Duque de Caxias foi o que apresentou maior número de incidentes. Além de 16 detidos por suspeita de crime eleitoral às 9h, a cidade também foi cenário da prisão de um policial militar filiado ao PR, acusado de compra de votos.

Identificado como Hércules Constâncio, o PM foi preso em flagrante no bairro Jardim Gramacho - um dos mais pobres da cidade. Ele levava R$10.450 escondidos debaixo do tapete de seu Honda Civic com placa KWX 2344.

Dentro do veículo, a polícia encontrou ainda uma lista com nomes de pessoas que receberiam o dinheiro para votar no candidato a prefeito Washington Reis (PMDB). O PM que é lotado no 15º BPM (Duque de Caxias) foi autuado na 59ª DP (Duque de Caxias), por compra de voto.

Também foram encontrados caminhões do candidato Washigton Reis com placas de propaganda. Todo o material foi apreendido pelos fiscais do TRE. 

Segundo a juíza eleitoral da 78ª Zona, Daniela Barbosa, o dinheiro estava escondido debaixo do tapete da mala, junto ao estepe. “Encontramos no carro a lista com os nomes das pessoas que seriam pagas, além dele estar promovendo churrasco para quem votasse no candidato a prefeito Washington Reis. Hoje, recolhemos das ruas inúmeras placas do candidato, inclusive um caminhão dele com centenas de materiais de campanha”, disse a juíza.
O grupo de supostos cabos eleitorais detidos pela manhã em Comitê eleitoral de Washington Reis foi liberado da 59ª DP no fim da manhã. Segundo assessoria de comunicação do candidato do PMDB, eles comprovaram que os lanches serviriam para os fiscais dos partidos espalhados pela cidade. Os kits com lanches não chegavam a 30 mil, como anunciado pelo TRE, mas sim 2.229 pacotes de lanches.

Volta Redonda

Na noite do último sábado(27), promotores de Justiça do Ministério Público Eleitoral (MPE), com auxílio do Grupo de Apoio a Promotores (GAP), das Polícias Federal, Civil e Militar, além de fiscais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), apreenderam, em Volta Redonda, farto material de campanha dos candidatos à Prefeitura da cidade. 

Segundo informações do Ministério Público, a ação ocorreu nos comitês de Jorge de Oliveira (PR), o "Zoinho", e Antônio Francisco Neto (PMDB), o "Neto", ambos no bairro Aterrado. Foram recolhidos milhares de santinhos e panfletos. A medida foi possível após a Justiça Eleitoral expedir mandado de busca e apreensão requerido pela 90ª Promotoria Eleitoral. 

A iniciativa preventiva do MPE coibiu o "derrame de santinhos", prática que consiste no lançamento de material impresso de propaganda eleitoral em vias e logradouros públicos, próximos aos locais de votação, durante a madrugada, e também reduziu a prática ilegal do crime de boca de urna. 

O Ministério Público Eleitoral ressaltou que, no primeiro turno, já havia feito uma recomendação aos candidatos para evitar a prática ilegal conhecida como "voo da madrugada", mas não atingiu o resultado desejado. "Decidimos nos antecipar para consolidar um segundo turno tranquilo, com a cidade limpa e sem crimes de boca de urna. E deu certo, as ruas estão limpas", afirmou a promotora de Justiça Ana Carolina Moreira Barreto. 

Os mandados de busca e apreensão começaram a ser cumpridos às 22h e não houve resistência nos comitês. A operação demorou cerca de duas horas e o material apreendido está acautelado no Cartório Eleitoral de Volta Redonda As Promotoras de Justiça Ana Carolina e Flávia Marcondes, das 47ª e 90ª Promotorias Eleitoral, respectivamente, percorreram várias ruas da cidade durante a manhã deste domingo, constatando pessoalmente o êxito da operação, com ruas livres de poluição causada pelo material de propaganda. 

O MPE recomendou, ainda, às coligações dos dois candidatos que não houvesse carros envelopados com propaganda ou com placas circulando na cidade, tendo em vista que a conduta pode configurar a prática do crime previsto no art.39 §5º inciso III da Lei 9.504/97.

Por Maria Luisa de Melo

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