quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Empresária apanha de PMs em posto e faz denúncia contra agressão em MT




A proprietária de um posto de combustíveis em Cuiabá, Edienes Rosa do Carmo denunciou que foi agredida por policiais militares da Rondas Ofensivas Táticas Metropolitana (Rotam). No corpo dela ficaram as marcas da agressão que foram registradas em fotos. O registro foi anexado no boletim de ocorrência que ela fez contra os PMs. “Me algemaram, machucaram meus braços. Os meus ombros estão doendo. Não estou aguentando de tanta dor no corpo. A agressão foi (feita por) cinco a seis policiais, todos eles, ficaram em cima de mim”, afirmou. A Corregedoria da PM diz que vai investigar o caso.


Tudo aconteceu na noite do último domingo (7). O trecho entre as avenidas Getúlio Vargas,  Estevão de Mendonça e a Isaac Póvoas foi interditado para a comemoração do primeiro turno da eleição. O posto da empresária fica em uma esquina. O acesso ao posto, segundo ela, estava liberado para os motoristas até que os policiais da Rotam estacionaram o veículo no pátio do estabelecimento impedindo a entrada de clientes no local.


“Eu simplesmente pedi por favor (para que eles saíssem). Não foi alto e nem brava. Porque eu precisava que eles saíssem do local porque eu tinha uma única bomba com condições de abastecer. Já que não saíram eu comecei a tirar fotos. Quando eu estava terminando de tirar as fotos, eu senti um me empurrando pela frente, um só. Daí ele gritou: pega ela”, relatou a empresária.


O marido da vítima, Moacyr dos Santos só percebeu a confusão quando a mulher foi levada para o carro da polícia. “Ser amordaçado e não poder fazer nada, a gente fica se sentindo como se não fosse nada”, disse. Na delegacia, os PMs acusaram Edienes de desacato à autoridade policial.


Segundo a empresária, ela foi humilhada. “Saíram daqui 'cantando pneu', passaram todos os quebra-molas que tinham pela frente. Eu batia em cima e embaixo (no veículo). Aí freavam de uma vez para eu ir para frente e para trás no veículo para eu me bater. Acho que até um animal tem que ser bem tratado”, disse a vítima.


Outro lado
A equipe de reportagem da TV Centro América tentou um posicionamento na Corregedoria da corporação, mas ninguém quis falar sobre o assunto. A corporação se manifestou por meio de nota oficial. No comunicado, a Corregedoria da PM diz que instaurou procedimento administrativo para apurar os fatos relatados pela empresária.


A investigação irá esclarecer as ações feitas pelos agentes da Rotam e ainda irá apurar a legalidade dessas ações. “Eu não apanho do meu marido. Eu tenho que apanhar na rua? Porque eles estão de farda? Estão armados?”, questionou a vítima.


Veja o artigo original no G1

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