quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Ex-guarda municipal é condenado a mais de 11 anos por tentar matar a ex-namorada em BH




Anderson Lúcio da Silva, de 32 anos, já havia sido condenado a 14 anos de prisão pelo assassinato da mãe da jornalista

Somadas, as penas do réu ultapassam 25 anos de prisão

O ex-guarda municipal Anderson Lúcio da Silva, 32 anos, foi condenado a 11 anos e quatro meses de prisão pela tentativa de homicídio contra a jornalista Tatiana Alves, de 28 anos. Ele já havia sido condenado por este crime em 2011, mas o julgamento foi anulado depois que a Justiça acatou recurso da defesa por entender que Conselho de Sentença do Júri desconsiderou indevidamente o “arrependimento eficaz”. Previsto no Código Penal, este atenuante é considerado quando a pessoa, depois de executar o crime, desenvolve nova atividade impedindo a produção do resultado. No mesmo júri Silva havia sido condenado a 14 anos pela morte da mãe da jovem, pena que foi mantida e pela qual ele já cumpre prisão. 

O julgamento durou mais de seis horas. O momento mais dramático foi quando a jornalista narrou como o crime aconteceu. “Quando cheguei na cozinha de casa, o réu estava com a arma na mão apontada para mim, e eu pedi pelo amor de Deus para gente conversar e ai ele me jogou no chão e disse 'lha só o que você fez'”, relembrou a jovem. Pouco depois, ao falar do assassinato da mãe, Tatiana chorou e depois desmaiou. Ela foi amparada e precisou receber atendimento médico. Por causa disso, acabou dispensada pelo júri. 

O promotor de justiça Marino Cotta e o advogado Ércio Quaresma, contratado como assistente, defenderam a tese de tentativa de homicídio à jornalista. Eles também ressaltaram as provas processuais e as contradições dos depoimentos do réu no julgamento anterior e neste. 

A defesa do ex-guarda, sustentada pelo advogado Alaor de Almeida Castro, pediu aos jurados para reconhecer que, ao pedir socorro para a vítima, o acusado impediu a consumação do crime de tentativa do homicídio, e, portanto, deveria ser condenado somente por lesão corporal. Porém, o conselho de sentença decidiu que houve o crime de tentativa de homicídio qualificado.

No dia do crime, em dezembro de 2007, o ex-guarda, após fazer várias ameaças, pulou o muro da casa da ex-namorada armado. A mãe da jornalista, Maria Auxiliadora Alves Pereira, de 42, foi baleada e morreu ao tentar defender a filha. Anderson ainda disparou contra a jovem e depois deu dois tiros na própria barriga. O próprio invasor foi quem acionou a polícia.

Ao sair da casa o acusado, segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) ligou para a irmã dele com o objetivo de providenciar socorro à vítima, que foi atendida pela equipe médica. Por este motivo a Justiça entendeu que ele fez se arrependeu e teve o intuito de preservar a vida da ex. 

O novo julgamento foi prejudicial para o réu. No primeiro júri ele havia sido condenado a 14 anos pelo homicídio qualificado contra a ex-sogra e outros 4 anos e oito meses por tentativa de homicídio qualificado, o que totalizava 18 anos e oito meses de reclusão. Agora, somadas as penas chegam a 25 anos e quatro meses de prisão.

Por João Henrique do Vale - Estado de Minas

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