segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Facção estabelece metas para criminosos







No livro-caixa da facção PCC, os criminosos registram detalhadamente o nome, cidade e valor pago a título de mensalidade à organização. Também fixam metas para o crime, como o quanto cada boca de fumo deve arrecadar. Se o associado está inadimplente, é relatado o motivo e a previsão de pagamento.

Há também dados sobre empréstimos de dinheiro, de armas e de veículos. No total, o patrimônio da organização supera R$ 6,4 milhões em fuzis, pistolas, revólveres, imóveis e veículos. A maioria das planilhas com a contabilidade da organização é enviada semanalmente às principais prisões do Estado.

O PATRIMÔNIO DA FACÇÃO

Não inclui armas e bens pessoais dos criminosos

VEÍCULOS

64 carros

(outros 15 foram apreendidos pela polícia)

3 carros blindados

7 motos

1 caminhão

ARMAS *

88 fuzis

63 pistolas

11 revólveres

8 dinamites

3 bombas

IMÓVEIS

5 casas

8 apartamentos

*Só na Grande SP, não há detalhes sobre o interior

AS FONTES DE FINANCIAMENTO

Documentos apreendidos em operações policiais revelam a estrutura empresarial que está por trás do grupo criminoso PCC

TRÁFICO DE DROGAS

É a principal fonte de renda do PCC. Por mês, arrecada cerca de R$ 2,7milhões (só na Baixada e na Grande SP). Pelos documentos que estão com o Ministério Público, o grupo criminoso tem ao menos 54 pontos de distribuição de drogas pela Grande São Paulo e pela Baixada Santista. Esses pontos abastecem as centenas de bocas de fumo

CEBOLA

Pagamentos mensais feitos por criminosos do PCC a representantes do grupo. O termo é uma alusão ao fato de a pessoa não querer pagar o valor de R$ 600 por mês. Por isso elas "choram" ao desembolsar essa quantia, assim como quando se corta uma cebola. Por mês o grupo criminoso arrecada cerca de R$ 800 mil só com a mensalidade

ROUBOS E FURTOS

Investigações apontam que parte do que os ladrões obtêm em assaltos ou furtos acaba sendo entregue aos contadores da facção. A percentagem não é fixa e depende do tamanho da ação. O Ministério Público suspeita que os assaltos a carros fortes e empresas de segurança tenham relação direta como PCC

CONTRABANDO DE CIGARROS E VENDA NAS PRISÕES

Cigarros contrabandeados do Paraguai, principalmente da marca TE, são vendidos entro das penitenciárias. O produto é usado como moeda de troca nos presídios e seu lucro abastece os cofres da organização criminosa

RIFA

A facção compra apartamentos e veículos para lavar dinheiro e os sorteia por meio de rifas. Em uma das apreensões da polícia na Baixada Santista, a rifa custava R$ 25, e o comprador concorria a um apartamento no valor de R$ 120mil e a quatro carros. O sorteio é baseado na Loteria Federal. Os criminosos do grupo são obrigados a comprar e vender a rifa

BAIXADA

Tabelas mostram detalhes de mensalidades pagas por criminosos na Baixada Santista

Fonte: documentos apreendidos pelas polícias Civil e Militar e pelo Ministério Público de São Paulo

Matéria publicada em http://www.exercito.gov.br

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