terça-feira, 16 de outubro de 2012

Líderes discutem hoje prorrogação da CPI do Cachoeira




Os líderes partidários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal discutem nesta terça-feira (16) a prorrogação da CPI do Cachoeira para continuar as investigações sobre empresas e políticos envolvidos com a quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira que explorava jogos ilegais em Goiás e no Distrito Federal.
A CPI, iniciada em abril deste ano, tem prazo de seis meses para concluir os trabalhos e deve ser encerrada no próximo dia 4 de novembro. Caso queiram continuar os trabalhos, os parlamentares precisam colher assinatura de um terço do Congresso Nacional, ou seja, 171 deputados e 27 senadores.
A reunião dos líderes será no gabinete do presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), às 15h. Na última semana, parlamentares da oposição iniciaram a coleta de assinatura e disseram que vão pedir a prorrogação, independente da decisão dos líderes.
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) disse que é importante discutir com os líderes, mas que terminar a CPI agora é um absurdo e que a oposição vai conseguir as assinaturas. A ideia é prorrogar a comissão por pelo menos mais três meses e ampliar a investigação para apurar melhor o envolvimento da Delta e das empresas laranjas.
— Vamos organizar a coleta de assinaturas por considerarmos inevitável sua prorrogação diante de novos fatos, diante de notórios fatos. Temos quase 500 requerimentos para apreciar, votar. Como vamos encerrar assim?
O senador Pedro Taques (PDT-MT) argumentou que a comissão não pode terminar sem solução e que se a empresa Delta, apontada como braço da organização do bicheiro pela Polícia Federal, ainda precisa ser investigada.
— Falar em encerrar a CPI agora é entender que a sociedade aceita ser enganada. Temos a obrigação moral e parlamentar de continuar no afastamento do sigilo bancário dessas empresas que receberam dinheiro. Temos que seguir o caminho do dinheiro.
Com a reunião de lideranças, não haverá sessão da CPI nesta terça. A próxima sessão dos parlamentares será na quarta (17) e será para análise de requerimentos protocolados. Mais de 500 requerimentos entre convocações e quebras de sigilo aguardam votação.
Na última semana, alguns parlamentares reclamaram de um suposto acordo feito entre PT e PMDB para encerrar a CPI. O acordo seria para acabar a comissão em novembro e evitar, dessa forma, investigar políticos ligados aos dois partidos.
O deputado Paulo Teixeira (PT-SP), vice-presidente da CPI, negou que tenha participado de algum acordo e que o "PT está na comissão para investigar".
— Sem saber conteúdo do relatório e sem saber sobre o futuro, essa matéria não tem fundamento. Não houve acordo.
O relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), também negou a existência de um acordo e disse que está produzindo seu relatório porque vai trabalhar com o prazo, independente da prorrogação.
— Temos prazo de 4 de novembro para produzir nosso trabalho. Eu trabalho com o prazo e é claro que trabalho com a apresentação do relatório. Quando digo que estou fazendo o relatório não estou admitindo nem negando a prorrogação.
Veja o artigo original no R7

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