terça-feira, 23 de outubro de 2012

Megaoperação contra o PCC no interior prende 27






Tido como braço financeiro da facção, empresário de rede conhecida na região de Campinas está foragido

Na maior ofensiva para desarticular ações do Primeiro Comando da Capital (PCC) desde que começaram os ataques contra policiais em São Paulo neste ano, o Ministério Público e a Polícia Militar deflagraram ontem megaoperação para prender líderes de duas células da facção criminosa que controlavam o tráfico em Campinas e cidades da região.

Foram detidas 27 pessoas. Dois acusados continuavam foragidos, entre eles o empresário apontado como chefe financeiro da célula que comandava o tráfico em Campinas.Sérgio Adriano Simioni é dono de uma lanchonete na avenida comercial que tem o metro quadrado mais caro da cidade – a Norte-Sul.Ele já foi condenado por tráfico internacional de drogas. A ação, que contou com mais de 300 policiais, foi deflagrada para tirar das ruas comandantes do PCC que estariam coordenando planos para ataques a policiais, segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Cri-me Organizado (Gaeco).Os promotores começaram a identificar os chefes do PCC e a monitorá-los em investigação aberta há dez meses. Foram cumpridos 30 mandados de prisão, 27 deles com sucesso, em Campinas, Sumaré, Hortolândia e Monte Mor. Vinte e oito locais foram alvo de busca e apreensão. As investigações do Gaeco identificaram duas células do grupo estruturadas dentro do organograma oficial do PCC: uma que comandava o tráfico em Campinas e outra que liderava as cidades da Região 19, chamada assim pela facção por causa do código DDD de Campinas. Líderes dos dois grupos foram flagrados em conversas telefônicas organizando atentados na região. A polícia não divulgou todos os nomes para não prejudicar a investigação.

Drogas.

O empresário Sérgio Simioni e outras 19 pessoas foram presos em 2007 pela Polícia Federal, acusados de integrar uma megaquadrilha de tráfico internacional de drogas chefiada por libaneses radicados no Brasil. Simioni cumpriu pena e foi solto. A operação foi desencadeada na época com base em um comunicado da polícia alemã e contou com apoio das polícias da Espanha, de Portugal e da Bélgica.Foram presos, em 24 meses, 54 pessoas e apreendidas 3,5 toneladas de cocaína

Acusado chegou a usar filha de 9 meses como refém

Na casa de um dos acusados de pertencer ao Primeiro Comando da Capital (PCC), em Monte Mor, um dos criminosos chegou a pegar a mulher e a filha de 9 meses como refém. Os policiais cercaram a casa de Jorge Leandro da Silva, de 38 anos, quando ele pegou no colo o bebê e disse que não se entregaria. “O acusado falou que tinha explosivos na casa e ele, a criança e toda equipe iam para os ares se entrássemos naquela residência”, afirmou o policial militar Nelson Santana Neto. Depois de mais de duas horas, ela acabou se entregando. Na casa, foram encontrados três revólveres, seis carabinas, colete a prova de balas e cocaína. Em uma outra casa, na periferia de Campinas, foram encontrados com um homem de 68 anos e uma mulher de 28 um fuzil, três granadas, coletes à prova de balas e muita droga. No mesmo bairro, a PM fez buscas em uma casa que era usada para o refino de cocaína. O Gaeco e a PM prenderam também dois acusados que estavam escondidos na sede de uma das torcidas organizadas da Ponte Preta, no centro de Campinas.

Fonte: Resenha EB

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