terça-feira, 16 de outubro de 2012

Minas se une ao Exército em megaoperação para combater roubo de explosivos




Equipes vão visitar empresas para reprimir a fabricação ilegal, o armazenamento inadequado e a falta de controle de artefatos. O transporte e acautelamento de explosivos são a raiz do problema da explosão de caixas eletrônicos

Luana Cruz

Os órgãos de segurança pública de Minas Gerais se uniram ao Exército Brasileiro para combater o roubo de explosivos que estão provocando números absurdos de explosões de caixas eletrônicos no estado. Os ataques a terminais já passam de 172, o que representa 44 casos a mais do que foi registrado durante todo o ano passado pela polícia. 

A Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), Polícia Militar (PM), Polícia Civil, Receita Estadual, Ministério Público Estadual e o Exército fazem uma megaoperação nesta semana, batizada “Forças de Minas”, para fiscalizar produtos controlados, especialmente os materiais explosivos. As equipes vão visitar empresas para reprimir a fabricação ilegal, o armazenamento inadequado e a falta de controle de artefatos, que muitas vezes saem ilegalmente dessas organizações e viram armas para criminalidade. 

A operação começou nesta terça-feira e deve continuar durante toda a semana. As empresas que estiverem agindo em desacordo com a legislação, que regulamenta o manuseio de explosivos, poderão ser autuadas nas esferas administrativa, penal e tributária. A fiscalização vai ocorrer em todo o estado tem o objetivo verificar a regularidade da gestão de produtos controlados por parte de empresas, entidades ou pessoas autorizadas. Elas receberão orientações e, eventualmente, haverá autuação e responsabilização dos infratores, com penas que vão desde a advertência até a cassação do registro de funcionamento. 

Estratégia 

Os órgãos envolvidos na operação traçaram um mapa dos furtos de explosivos e explosão de caixas eletrônicos, a partir do compartilhamento das informações das áreas de inteligências. Os campos de atuação foram definidos como pontos prioritários dessa primeira operação, porque segundo a Seds, o transporte e acautelamento de explosivos no estado são a raiz do problema da explosão de caixas eletrônicos.

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