segunda-feira, 15 de outubro de 2012

PF apura roubo de processos na Justiça Federal




A Polícia Federal abriu inquérito para investigar o roubo de processos na Justiça Federal em São Paulo. No dias 21 e 22 de setembro, foram levados volumes de duas ações judiciais. O principal suspeito da sabotagem, que se apresentou como Daniel, estaria a serviço de mandante não identificado. Ele cooptou três funcionários terceirizados da limpeza do Fórum Jarbas Nobre, que aloja dez Varas Criminais Federais e dez Varas Previdenciárias.
Um alvo da trama seria o juiz Ali Mazloum, titular da 7.ª Vara Criminal Federal. Kelly Galvão, contratada de empresa particular que cuida da faxina do prédio, situado à Alameda Ministro Rocha Azevedo, recebeu R$ 1 mil em dinheiro pelo desvio do terceiro volume de um processo conduzido por Mazloum sobre peculato em aposentadoria.
Mazloum é o juiz que, em 2010, condenou a 3 anos e 11 meses de prisão o delegado da PF Protógenes Queiroz, hoje deputado (PC do B-SP), por violação de sigilo funcional e fraude processual na Operação Satiagraha - investigação que acabou sendo anulada pelo Superior Tribunal de Justiça. Inconformado, Protógenes recorreu da condenação.
Kelly disse ter sido instruída por um colega chamado John Lennon e, em 22 de setembro, apanhou o volume de 150 páginas que estava sobre a mesa da sala de audiências. No dia 20, Mazloum havia se inscrito no concurso interno de remoção para titularidade da 6.ª Vara Criminal, especializada em ações contra lavagem de dinheiro e crimes financeiros. O critério para a transferência é o da antiguidade e Mazloum é o mais antigo na carreira entre os candidatos.
Parte de um processo da 7.ª Vara Previdenciária foi roubada dia 21 por outra funcionária, Kelly Araújo. Imagens do circuito de segurança mostram que os autos foram levados em um saco de lixo - o processo foi localizado por um gari na esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação. / FAUSTO MACEDO
Veja o artigo original no Estadão

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