sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Polícia acredita que morte de agente penintenciário seja retaliação





Vítima trabalhava no Centro de Detenção Provisória em Praia Grande.
Presos passaram mal depois de uma possível intoxicação alimentar.


A polícia de Praia Grande, no litoral de São Paulo, acredita que a morte de um agente penitenciário, na noite desta quinta-feira (25), tenha relação com os casos suspeitos de intoxicação alimentar no Centro de Detenção Provisória da cidade na última semana.

O crime esta sendo investigado na Delegacia Sede do município. A polícia ainda não sabe quem atirou no agente penitenciário, mas garante que a morte dele tem relação com os casos do centro de detenção. “Não tem nada a ver com ataque de bandido, de facção criminosa, nada disso. Realmente foi uma coisa localizada, isolada, e tudo indica que seja algum tipo de represália pelo que ocorreu lá com essa intoxicação, que para eles, os presos, foi envenenamento”, diz o delegado Flávio Máximo.

O agente penitenciário, Luiz Carlos da Silva de 49 anos, foi baleado na Vila Mirim na noite e morreu no hospital Irmã Dulce. Ele trabalhava no setor administrativo do CDP de Praia Grande. "Por imprudência ele passou no meio de uma favela e acabou sendo alvejado com quatro tiros e morreu", conta o delegado.

O representante do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo Luiz da Silva Filho está preocupado e acredita que a morte do agente penitenciário foi uma vingança por causa da suspeita de intoxicação alimentar nesta semana no CDP de Praia Grande.

O sindicato quer reunir mais de 1 milhão de assinaturas para que, crimes contra agentes públicos, sejam considerados hediondos, ou seja, sem direito a fiança. "Aquele que agredir ou atacar parente, ou alguém que trabalha na área de segurança, seja juiz, promotor, um PM, um policial civil um agente penitenciário, que seja enquadrado na lei de crime hediondo. Está muito fácil, muito fácil, atacar essas pessoas que não tem como se defender e fica por isso mesmo", explica o representante do sindicato.

Uma criança que brincava no local onde o agente penitenciário foi morto, também foi atingida por um disparo e levada ao pronto socorro do bairro quietude. A vítima teve alta na tarde desta sexta-feira (26).

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