quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Polícia apreende R$ 1,3 milhão e no aeroporto de Carajás, PA





Juiz diz que recebeu denúncia de que dinheiro seria para boca de urna.
Três pessoas foram detidas para averiguação; nomes não foram divulgados.



Três pessoas foram detidas nesta terça-feira (2) com cerca de R$ 1,3 milhão em espécie no aeroporto de Carajás, no Pará, em operação conjunta das Polícias Civil, Militar e da Justiça Eleitoral, informou a Polícia Civil de Parauapebas, na região da Serra dos Carajás.

(Correção: ao ser publicada, esta reportagem informou que foi apreendido R$ 1,2 milhão, com base em informação preliminar da polícia. Posteriormente, o juiz disse que o valor correto é R$ 1,3 milhão. A reportagem também havia dito que as três pessoas foram presas. Na verdade, segundo esclareceu o juiz, os três foram detidos para prestar esclarecimentos e foram liberados. Os erros foram corrigidos às 21h22.)

Segundo a Polícia Civil, o dinheiro foi apreendido por volta do meio-dia em três mochilas carregadas pelos suspeitos, que haviam desembarcado de uma aeronave particular. Segundo a Infraero, os suspeitos foram detidos no terminal de passageiros do aeroporto.

"Há indícios de que seria de campanha", afirmou o delegado Antônio Miranda, titular da delegacia de Parauapebas, responsável pelas investigações. Miranda disse que não divulgará o nome dos presos. Questionado se os presos estão ligados a algum partido, o delegado não respondeu.

O juiz eleitoral Líbio Araújo Moura, que acompanhou as prisões, afirmou ao G1 que os presos seriam o piloto da aeronave e um casal, cujos nomes não foram informados.

Segundo ele, os três foram detidos para averiguação em Carajás, prestaram depoimento em Marabá e, após esclarecimentos, foram liberados.

Moura diz que será aberto inquérito para investigar o caso, mas as investigações serão conduzidas para Polícia Federal. Ele afirma que o papel da Justiça Eleitoral nesse caso foi receber a denúncia, já que haveria indícios de ligação com as eleições municipais do próximo domingo.

De acordo com o juiz, a investigação teve início após denúncias de que o dinheiro seria entregue no aeroporto. "Tínhamos informações de que pessoas iam descer no aeroporto de Parauapebas com dinheiro que seria para boca de urna", afirmou. Segundo ele, há indícios de lavagem de dinheiro.

De acordo com o delegado, os suspeitos afirmaram que entregariam o dinheiro para outras duas pessoas no aeroporto. Segundo Miranda, essas duas pessoas também já foram identificadas, mas não foram presas. 

Os três presos na operação estão sendo encaminhados à Polícia Federal de Marabá, onde deve continuar a investigação. O delegado não informou os nomes dos detidos.

O dinheiro foi depositado em uma conta do Banco do Brasil pertencente à Justiça Eleitoral.

O G1 entrou em contato com todos os seis candidatos à Prefeitura de Parauapebas. Até as 19h30, quatro deles se manifestaram. Veja a seguir o que dizem os candidatos:

Coutinho (PT) - Nilson Dias, presidente do partido e da coligação, afirmou que o dinheiro não está ligado à campanha do candidato e que os presos chegaram a trabalhar para o PT nas últimas eleições, mas não estão mais ligados ao partido, e sim, ao do adversário, o candidato do PSD, Valmir da Integral. "Recebemos a informação de que esse é um valor vindo de Belém, do governo do Estado. O governador está bancando a campanha dele aqui", afirmou. O governo do Estado do Pará informou que não irá se manifestar sobre as declarações do candidato.

Valmir da Integral (PSD) - A comunicação da coligação negou que o dinheiro pertença ao candidato e informou que entende que a afirmação do PT sobre o suposto favorecimento de Valmir pelo governo do Estado é "mais um desrespeito à população de Parauapebas". "É um absurdo que queiram transferir para a uma campanha limpa uma responsabilidade deles."

Adelson (PDT) - A campanha informou que prefere não se manifestar sobre o assunto e negou que o dinheiro pertença ao candidato.

Zezinho (PSOL) - Marven Lima, dirigente da Executiva do PSOL e coordenador da campanha, afirmou que foi à delegacia com o candidato para acompanhar o caso e que não tem relação com o dinheiro. "Essa era uma prática histórica em Parauapebas, onde o poder econômico sempre dominou. Agora, sabemos que é questão de tempo para que descubram mais irregularidades de outras coligações e candidatos."

Os candidatos Chico das Cortinas (PRP) e Rui Vassourinha (PRB) não foram encontrados para comentar o assunto.

Fonte: G1, em Belém e em São Paulo

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