terça-feira, 2 de outubro de 2012

Polícia Militar do RJ anuncia corregedoria para UPPs





PM cria corregedoria exclusiva para UPPs

Rio - A Polícia Militar anunciou, na manhã desta terça-feira, a criação de uma corregedoria que funcionará especificamente para apurar desvios de conduta de policiais que atuam nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). A informação foi divulgada pelo comandante geral da corporação, coronel Erir Ribeiro Costa Filho, durante balanço do primeiro ano de trabalho do atual comando da PM.

De acordo com o corregedor, coronel Waldyr Soares Filho, a iniciativa vai servir para desafogar o trabalho das demais delegacias judiciárias da PM.

No balanço, realizado no auditório do Quartel General, no Centro, foram citadas as exclusões de 252 policiais no período de um ano por desvios de conduta. De acordo com dados da PM, foram 151 afastamentos entre janeiro e setembro deste ano, contra 95 no mesmo período do ano passado. 

UPP da Rocinha monitorada por câmeras

Após décadas sob o jugo de traficantes de drogas e quase um ano de ocupação pelas forças de segurança do Estado, a Favela da Rocinha ganhou, no último dia 21 de setembro, a maior Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Rio.

O patrulhamento das 25 localidades da comunidade será feito por 700 policiais militares, que usarão rádios com GPS e ferramenta que verifica a ficha criminal de suspeitos. É a primeira vez que esses sistemas são implantados em uma UPP. Também serão instaladas 100 câmeras na região, que tem cerca de 840 metros quadrados de área e é conhecida pelos becos e vielas íngremes.

Do centro de monitoramento, PMs poderão observar a comunidade e ter acesso a informações de suspeitos | Foto: Severino Silva / Agência O Dia

A implantação da unidade foi comemorada por moradores, que, em clima de festa, davam as boas-vindas aos policiais. Durante a inauguração, o governador Sérgio Cabral destacou a importância do apoio da comunidade.

“É um dia que vai entrar para a História do Rio. Um sonho que construímos com disciplina e coragem de moradores e policiais. A Rocinha fica num local privilegiado para os criminosos (em São Conrado, perto da Gávea, Leblon e Barra, áreas nobres). Precisamos ficar em alerta e contamos com apoio da população”, disse Cabral.

Já o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, reafirmou que a missão da pacificação vai além da presença policial: “Não está tudo definitivamente em paz.UPPs têm que vir com ações sociais. E a segurança vai derrubar muros de violência, permitindo que elas cheguem”.

Arte: O Dia

Beltrame disse ainda que a morte do soldado Diego Henriques, de 24 anos, semana passada, enquanto patrulhava a favela, não vai alterar a política de pacificação.

“Isso não é um problema da UPP. As facções que reinaram no Rio têm esse comportamento violento quando acuadas e partem para a barbaridade. Nosso trabalho é retirar o território dessas pessoas”, declarou. Rafael dos Santos, 18, confessou ter matado o PM e foi entregue à polícia pelos pais. Outro suspeito, Ronaldo Cunha, 24, continua foragido.

Pacificação é aprovada por moradores

De origem nordestina, o major Edson Santos, que está à frente da UPP da Rocinha, disse estar preparado para ouvir a população, que em boa parte é oriunda daquela região do País. “Fomos abraçados pelos moradores, que nos ajudam”, disse Santos, ao lado do coronel Rogério Seabra, coordenador-geral das UPPs.

“Os serviços estão melhorando. E não vemos bandidos armados”, disse Edneia Silva, 47. “Sejam bem-vindos”, disse o comerciante José Alves, 59, aos PMs.

Moradores aprovaram pacificação | Foto: Severino Silva / Agência O Dia

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