sábado, 20 de outubro de 2012

Polícia pede à Justiça transferência de atirador para hospital






Fernando Gouvêa atirou em três pessoas na manhã de quinta-feira e se rendeu após oito horas de negociação Foto: Bruno Santos/Terra

A Polícia Civil de São Paulo solicitou à Justiça para transferir a um hospital psiquiátrico o administrador Fernando Gouvêa, preso após atirar em um oficial de Justiça, um enfermeiro e uma psicóloga no bairro Aclimação na quinta-feira. Ele sofre de esquizofrenia e efetuou os disparos por se opor à intimação judicial que pedia sua interdição.

A Justiça só deve se manifestar a partir de segunda-feira. Gouvêa está detido na carceragem do 31º Distrito Policial (Vila Carrão), onde existe cela para quem possui nível superior. Mas o caso está sendo investigado pelo 6º DP (Cambuci), e a transferência foi pedida pelo delegado José Gonzaga Pereira da Silva Marques.

Fernando Gouvêa atirou nos três durante a manhã de quinta-feira e depois se trancou dentro de casa, avisando que possuía armas no local. Um oficial de Justiça e um enfermeiro chegaram ao local para cumprir a intimação - a fim de tentar levar o homem para tratamento de esquizofrenia -, mas foram alvejados pelas balas. A dona da residência, identificada como Silvia, também foi atingida.

Gouvêa se entregou por volta das 17h, após mais de oito horas de negociação. Duas armas foram encontradas na residência - uma pistola 9 mm, de uso restrito, e uma espingarda calibre 12. Ele não falou nada no momento de sua rendição, nem apresentou reação.

O administrador foi encaminhado a um pronto-socorro do bairro do Ipiranga para realização de exames. Os três feridos foram levados ao Hospital Vergueiro. As vítimas estavam bem, sem risco de vida.

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