domingo, 14 de outubro de 2012

Policiais apoiam viúva em missa de sargento morto em Santos





Cerimônia contou com forte esquema de segurança.
Após missa, centenas de pessoas participaram de passeata.

Policiais militares apoiaram a viúva de Marcelo Fukuhara 
(Foto: Anna Gabriela Ribeiro/G1)

A missa de sétimo dia em homenagem ao sargento Marcelo Fukuhara, morto no último domingo (7), em Santos, no litoral de São Paulo, foi realizada na noite deste domingo (14). A cerimônia contou com forte esquema de segurança e, muitos policiais compareceram para apoiar a viúva Rosana Alves Gonçalves. Após a missa, centenas de pessoas participaram de uma passeata pela orla da praia.

Amparada por familiares, Rosana chegou à Igreja Sagrado Coração de Jesus muito emocionada e, pediu para que o caso não seja esquecido. “Meu marido já está morto, sabe quem matou meu marido? Quem não protegeu ele. Não foram os bandidos, porque bandido mata todo mundo. Eu quero a proteção que não deram para ele, cadê a escolta mentirosa que falaram do meu marido? É só isso que eu quero, e eu quero que vocês não esqueçam dele, cobrem justiça”, desabafou a viúva.

Já o tenente coronel da Polícia Militar Flávio de Brito Junior, afirmou que Fukuhara tinha escolta policial. "Fiz questão de vir porque ele era um grande amigo. Mas o estado e a Polícia Militar estão fazendo um trabalho sério e vamos chegar aos culpados. Além de ser policial, ele era um ser humano. O estado está fazendo o seu trabalho, junto com a secretaria de segurança pública e a Policia Militar e Civil. Ele tinha acompanhamento policial sim, já está resolvido, tanto por parte da família quanto por parte da polícia", afirma o tenente coronel.

Cerca de cinco viaturas e dez motos da Polícia Militar cercaram a entrada da igreja. Na porta, faixas com protestos e, pedidos de paz e segurança aos policias foram penduradas. Para o vice-presidente do sindicato da Polícia Civil da Baixada Santista, Márcio de Almeida Pino, atualmente há um descaso com a segurança pública. “A gente já previa isso, estávamos há mais de um ano anunciando que poderiam ocorrer novos ataques, e nenhuma providência foi tomada. A segurança pública está um descaso no estado de São Paulo, estamos vendo os colegas morrerem. O caso que está é de calamidade”, afirma o policial.
Rosana fez questão de abraçar colegas do marido
(Foto: Anna Gabriela Ribeiro/G1)

Também participou da homenagem o deputado Major Olímpio Gomes, da comissão de segurança pública da Assembleia Legislativa, ele ressaltou a situação de insegurança que policias passam. “Estamos em uma verdadeira guerra no estado de São Paulo, é preciso que todas as autoridades públicas assumam sua parcela de responsabilidade. Nós precisamos mudar a legislação no nosso país, impondo leis mais severas apara aqueles que atacam agentes da lei. 84 policiais foram mortos este ano. Os presos conseguem monitorar sim e, indicar a execução de policias de dentro de presídios, é preciso maior rigor. Não tem nenhuma região do estado de São Paulo com tantos policias mortos com a Baixada Santista, foram 18 mortes em um ano e meio”, afirma o deputado.

O irmão da vítima fez um discurso durante a missa, onde ressaltou as qualidades de Fukuhara e lamentou o acontecido. “Foi muito brutal e covarde a morte dele, só não gostava dele as pessoas que realmente não estavam em um caminho legal”, afirma o irmão.

Com o fim da cerimônia, centenas de pessoas acompanharam a família da vítima em uma passeata que prosseguiu até o 6º Batalhão da Polícia Militar. Munidos de faixas e vestindo branco, os participantes e a viúva do sargento convidavam a população para participar do ato pela paz.

Passeata reuniu centenas de pessoas na orla de Santos
 (Foto: Anna Gabriela Ribeiro/G1)

Por Anna Gabriela Ribeiro

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