sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Policial Federal eleito vereador abre mão de salário como parlamentar





O vereador Marcio Pacheco (PPL), eleito nas eleições municipais de domingo (7), em Cascavel, no oeste do Paraná, disse ao G1 nesta sexta-feira (12) que decidiu renunciar ao salário que receberia como parlamentar na Câmara de Vereadores.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marcio Pacheco se elegeu com 1.412 votos, isso corresponde a 0,89 % dos votos válidos. “Eu fiquei muito feliz com a formatação que houve na Câmara. Eu vou fazer a minha parte com toda a minha força”, assegurou.

Marcio Pacheco é policial federal há cinco anos e também já foi policial militar durante dez anos. Ele garante que a decisão não foi tomada para conseguir votos dos eleitores.
“Talvez eu tenha até perdido voto porque há uma descrença muito grande quando alguém aparece para fazer política de verdade. Eles [eleitores] não acreditam”, completou.

Pacheco afirmou que durante os quatro anos em que se dedicará ao Legislativo, sua principal missão será “fortalecer a decência e a moralidade dentro da Câmara”. “Não é que não eu tenho projetos concretos, mas se eu conseguir mudar a moralidade e a decência eu já me dou por satisfeito”, concluiu.

Talvez eu tenha até perdido voto porque há uma descrença muito grande quando alguém aparece para fazer política de verdade"

O novo vereador abriu mão de receber uma remuneração de R$ 9.600. No entanto, continuará ganhando como policial federal. Segundo ele, o salário é R$ 2 mil menor. A legislação permite que um funcionário público eleito para um cargo político receba pelas duas funções, desde que as execute corretamente.

“É impossível ser um excelente policial federal e um bom vereador para receber os dois salários. Não justifica eu receber”, explicou Pacheco. De acordo com o agente, ele recebeu apoio total da família, dos amigos e dos colegas de trabalho ao optar por abrir mão do salário.

Segundo ele, os policiais federais consideram a corrupção o pior crime e é isso que ele pretende mostrar para a sociedade. “Graças a Deus essa palavra passa longe do meu vocabulário. Não sinto a necessidade de ter um salário a mais para fazer o bem para outras pessoas”, garantiu.

O policial disse não ter gasto muito dinheiro com a campanha. Acrescentou ainda que cada voto recebido significa muito a ele, pois nenhum foi comprado. “A maioria das pessoas votam porque recebem alguma coisa. É churrasco, é gasolina...”, comentou.

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